Arquivo da Categoria ‘Ateismo’

Alguns famosos que não acreditam em Deus

Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Yahoo! Brasil - 20/08/2009

No dia 23 de julho, o ator Brad Pitt virou o centro das atenções e criou polêmica quando declarou em uma entrevista à revista alemã “Bild” que não acredita em Deus.

O astro disse que não é uma pessoa espiritualizada e que perde tempo pensando que se Ele existe, porque ninguém pode afirmar. “Sou provavelmente 20% ateu e 80% agnóstico. Não acho que alguém realmente saiba (se Deus existe). Você só vai descobrir, ou não, quando chegar lá. Até isso acontecer não existe porque ficar pensando no assunto”, disse.

Mas não é só o galã que já afirmou isso. Há uma lista de famosos que assumiram ser ateus, aqueles que têm 100% de certeza que Deus não existe, ou agnósticos, aqueles que apenas acham que isso nunca será descoberto.

Em 2002, a atriz Julianne Moore deu uma entrevista no Actor’s Studio e quando foi questionada sobre o que diria a Deus se o visse falou: “Uau, eu estava errada, você realmente existe”.

O ator Bruce Lee, que é considerado um deus das artes marciais, disse em uma entrevista ao jornalista Alex Ben Block, em 1972, que não acreditava em Deus e quando foi questionado sobre sua religião respondeu “absolutamente nenhuma”.

O vocalista da banda Pearl Jam, Eddie Vedder, disse durante um show da banda no Seattle’s Memorial Stadium, em julho de 1998, que agradeceria aquele momento a Deus, mas não poderia fazer aquilo porque não acredita que ele exista.

Em 1988, o diretor e ator Sean Penn comentou em uma entrevista à revista “George” que era agnóstico.

O criador dos Simpsons, Matt Groening, disse ao jornal Denver Post, em 1999, que é agnóstico. “Mas eu definitivamente acredito em inferno - especialmente depois de ver a programação de outono na TV”, brincou.

O astro de High School Musical, Zac Efron, não ficou de fora. Em 2007, Zac deu uma entrevista para a revista Rolling Stone e disse que foi criado em uma família agnóstica e nunca praticou religiões.

Quando veio ao Brasil passar o réveillon em Copacabana, a atriz italiana Mônica Bellucci disse que é agnóstica. “Sou, embora respeite e me interesse por todas as religiões. Se tem algo em que eu acredito é em uma energia misteriosa, aquela que enche os oceanos durante as marés, a que une a natureza e os seres”, explicou.

O cineasta, roteirista, escritor, ator e músico Woody Allen disse que de vez em quando tem inveja das pessoas que são naturalmente religiosas, sem ter passado por lavagens cerebrais ou captadas por indústrias organizadas.

Jodie Foster é assumidamente atéia. Em 2007 disse: “Amo religiões e rituais mesmo sem acreditar em Deus. Celebramos as datas religiosas com as crianças e elas adoram. E quando perguntam ’somos judeus?’ ou ’somos católicos?’ digo que poderão escolher quando tiverem 18 anos”. Mas, em 2008, assistida por um monge shantoísta, a atriz fez uma saudação oriental na première do filme “Nim’s Island Japan”.

Em 1991, a atriz Katharine Hepburn disse ao Ladies’ Home Jornal que é atéia. “Eu acredito que não há nada que possamos saber exceto que devemos ser bons uns para os outros e fazer o que pudermos fazer uns pelos outros. Não, eu não acredito em Deus e, depois de viver, pretendo ter um longo e feliz descanso debaixo da terra”.

Durante uma palestra, Drauzio Varela desabafou e disse que virou ateu quando mordeu uma hóstia e viu que não saiu sangue de dentro dela. “Sempre que ouvia as aulas de religião no colégio pensava que aquilo podia ser mentira. Quando você começa a fazer isso com religião é devastador, porque é uma questão de fé. Religião não admite racionalidade”, finalizou.

Em 2007, o ator de Harry Potter, Daniel Radcliffe, disse para um jornal alemão que não acredita em Deus, mas acredita na teoria da evolução.

* Fonte:
http://br.noticias.yahoo.com/s/20082009/48/entretenimento-famosos-nao-acreditam-deus.html

Justiça nega proibição de crucifixos em órgãos públicos

Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Estadão - 21/08/2009

SÃO PAULO - A juíza da 3ª Vara Cível Federal de São Paulo, Maria Lúcia Lencastre Ursaia, determinou que os símbolos religiosos (crucifixos, imagens, entre outros) poderão permanecer nos órgãos públicos. A decisão liminar da juíza indeferiu o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para a retirada dos símbolos dos prédios públicos. A ação teve início com a representação do cidadão Daniel Sottomaior Pereira, que teria se sentido ofendido com a presença de um crucifixo num órgão público.

No pedido feito dia 31 de julho, o MPF entendeu que a foto do crucifixo apresentada pelo autor desrespeitava o princípio da laicidade do Estado, da liberdade de crença, da isonomia, bem como ao princípio da impessoabilidade da administração pública e imparcialidade do Poder Judiciário. Porém, a juíza entendeu que não ocorreram ofensas à liberdade de escolha de religião, de adesão ou não a qualquer seita religiosa nem à liberdade de culto e de organização religiosa, pois são garantias previstas na Constituição.

Para a magistrada, o Estado laico não deve ser entendido como uma instituição antireligiosa ou anticlerical. “O Estado laico foi a primeira organização política que garantiu a liberdade religiosa. A liberdade de crença, de culto e a tolerância religiosa foram aceitas graças ao Estado laico e não como oposição a ele. Assim sendo, a laicidade não pode se expressar na eliminação dos símbolos religiosos, mas na tolerância aos mesmos”, afirmou ela, na decisão.

* Fonte:
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac422471,0.htm

* Comentário: A decisão e o texto da juíza foram muito inteligentes e corretos. O tal cidadão (citado na matéria) que iniciou a ação é um “conhecido” ateu que já apareceu na mídia algumas vezes.

A Bússola de Ouro: Relatos e detalhes…

Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Relato de um irmão que assistiu ao filme:

Eu vi o filme…

Só pra os irmãos terem aqui uma idéia:

- cada ser humano possui um demônio (isso mesmo… DEMÔNIO) que o acompanha, e lhe transmite vida e força;
- se o demônio da pessoa for tirado, o ser humano pode morrer, ou ficar debilitado;
- a Igreja (”Magistrado”) é a vilã da história, pois trabalha para a retirada dos demônios.

Por: D. D. L. (nome preservado)

Relato de um irmão que leu os livros:

Deus morre no último livro.

Por: E. L. (nome preservado)

Filme A Bússola de Ouro: Bússola que só aponta para baixo!

Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

A Bússola de OuroAntes de você assistir a “A Bússola de Ouro”, é importante saber em que tipo de terreno está pisando. E, no caso, é um terreno de lodo puro. O filme é baseado no primeiro livro da trilogia escrita pelo ateu radical Phillip Pullman. Em uma entrevista em 2001, o escritor afirmou com todas as letras: ”Meus livros são sobre matar Deus”. Crítico ferrenho do cristianismo, fã confesso da série “Harry Potter” e refratário à série cristã ”As Crônicas de Nárnia” (”uma das coisas mais feias e venenosas que já li”), Pullman definiu sua própria trilogia como ”os materiais sombrios”, escrita para ser uma influência atéia oposta a ”Nárnia” e ”O Senhor dos Anéis”. ”Tento destruir os alicerces da fé cristã”, confessou sem pudores Pullman.

O filme conta a história de uma menina, Lyra, que viaja a um mundo distante para salvar um amigo. No caminho, encontra criaturas metamorfas, bruxas e uma série de personagens de um universo fantástico. Lyra é acompanhada por um ”daemon”, sua alma em forma de um animal. Ao adaptar “A Bússola de Ouro” para as telas, o diretor Chris Weitz buscou suprimir muitas das referências ateístas e anticristãs da trama, para não perder o dinheiro do ingresso dos crentes. Ele afirmou que o filme não faria, ao contrário do livro, menção direta a Deus ou a religião - dois temas-chave do livro. Como os fãs dos livros reclamaram, Weitz confessou: ”bem, a religião está lá, mas mascarada por eufemismos”. Falaremos mais sobre isso adiante.

Não há dúvidas sobre os aspectos técnicos do longa-metragem. A computação gráfica cria cenários e personagens fantásticos, junto com um figurino de extremo bom gosto. É fácil se deixar encantar por esse visual de fantasia. Os atores - entre eles Nicole Kidman e o 007 Daniel Craig, repetindo a dobradinha de ”Invasores” - não chegam a impressionar, mas mostram competência em suas atuações. Até mesmo as crianças estão bem em seus papéis. Fora das cenas de ação, a trama é arrastada, chegando à beira do tédio em certos momento.

O filme é violento. Violento demais para menores de idade - apesar de ser promovido como uma obra voltada para o público infanto-juvenil. Lyra, a heroína da história, tenta matar a própria mãe! Não bastasse isso, muitas cenas são incomodamente explícitas, como a luta entre dois ursos em que um arranca a mandíbula do outro. Muitos personagens são assassinados, há tiroteios, lutas de espada, bruxas flecham seus adversários… é uma festa sangrenta. Bruxas, aliás, são fundamentais na história, bem como demônios. E o inferno é mencionado como um lugar literal.

Sob a capa de beleza, fantasia e aventura, a produção carrega mensagens anti-religiosas, mascaradas por termos aparentemente inocentes. Não se usa, por exemplo, a palavra ”Igreja”, mas sim ”Magisterium”. ”Deus” é chamado de ”a Autoridade”. E, sim, Deus é morto no fim da trama. No mundo criado pela trilogia de Pullman, o Magisterium está ligado a experimentos cruéis com crianças, visando a descobrir a natureza do pecado, além de tentativas de acobertar fatos que prejudicariam sua legitimidade e seu poder.

Lyra, a heroína que as meninas vão querer imitar após ver o filme, não apenas tenta matar a mãe, mas é manipuladora e enganadora. Ao pôr em prática seus esquemas, ela sempre se dá bem - e é aplaudida por isso.

O grande perigo do filme é promover o livro, cujo conteúdo ateu, anticristão e - estava tentando evitar essa palavra para não assustar os leitores que não são cristãos, mas, sinceramente, não dá - diabólico constrói na mente de quem o lê uma imagem irreal de Deus. Assusta pensar nas legiões de crianças e adolescentes que vão correr às livrarias para comprar “A Bússola de Ouro” após ver o filme, do mesmo modo que fizeram com a série ”Harry Potter”. Hoje mesmo passei por uma livraria e vi o livro lá, na prateleira mais próxima da porta, como uma isca à espera do primeiro incauto que, incentivado pelo burburinho em torno do longa-metragem, vai se enredar em suas páginas.

Graças a Deus (literalmente?), “A Bússola de Ouro” foi um fiasco nas bilheterias americanas. No fim de semana de estréia, arrecadou apenas US$ 25,7 milhões em ingressos, enquanto os produtores esperavam faturar entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões. Até 18 de dezembro, o filme, que cusou US$ 180 milhões, faturou apenas US 40 milhões, um fracasso de proporções bíblicas para os padrões americanos.

O Vaticano condenou o filme, dizendo que ele promove a idéia de um mundo frio, sem Deus e caracterizado pela desesperança. Num editorial longo, o jornal do Vaticano l’Osservatore Romano também fez duras críticas a Philip Pullman. Foi a crítica mais dura feita pelo Vaticano a um autor e um filme desde a condenação que fez de “O Código Da Vinci”, em 2005 e 2006. “No mundo de Pullman a esperança simplesmente não existe, porque não existe salvação senão na capacidade pessoal e individualista de controlar a situação e dominar os acontecimentos”, disse o editorial. O jornal do Vaticano disse que os espectadores honestos vão constatar que o filme é “destituído de qualquer emoção em especial, além de uma grande frieza”. Grupos católicos nos EUA pediram o boicote ao filme, e a Liga Católica dos EUA exortou os cristãos a não assistirem ao filme, dizendo que seu objetivo é “prejudicar o cristianismo e promover o ateísmo” entre as crianças.

Pullman criou o universo de “A Bússola de Ouro” para fazer oposição aos mundos de Tolkien e C. S. Lewis. Mas a jornada épica de Lyra a um mundo em que agentes teocráticos seqüestram e torturam crianças é destituída de alegria e de filosofias edificantes, o que cria um abismo entre ”Crônicas de Nárnia” e ”O Senhor dos Anéis” e esta bússola que só aponta para baixo. Apesar de ser vendido como um longa-metragem esplendoroso, mantém-se em trevas, especialmente nas trevas da mentira espiritual.

AUTOR: Maurício Zágari Tupinambá
FONTE: CineGospel
http://cinegospel.wordpress.com/2007/12/27/