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Cidades próximas a Porto Alegre relatam estrondo e tremor

Domingo, 10 de Agosto de 2014

Band - 07/08/2014

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O registro de um estrondo acompanhado de tremor nas cidades de Esteio e Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, provocou agitação nas redes sociais na madrugada desta quinta-feira. O Corpo de Bombeiros de Esteio, que estava responsável pelas duas cidades na ocasião, informou ter recebido ligações, mas como não havia uma localização ou emergência concretas, ficou inviabilizado de atender qualquer ocorrência relacionada ao caso.

Em sua rede social, o morador do bairro Novo Esteio, Matheus Felipe Ferreira, de 24 anos, disse que vidros da sua residência chegaram a quebrar. Um dos temores relatados na internet era de que fosse alguma explosão na refinaria da Petrobras, em Canoas, mas funcionários da empresa afirmaram que nada foi registrado.

O Comando da Aeronáutica da cidade também foi contatado, mas informações quanto à possibilidade de um avião ter rompido a barreira do som não poderiam ser repassadas sem autorização prévia. Recentemente, tremores foram registrados na cidade de Gramado, na Serra Gaúcha. Segundo especialistas da Universidade de Brasília e São Paulo, teriam ocorrido devido a abalos sísmicos na Cordilheira dos Andes.

* Fonte:
http://noticias.band.uol.com.br/cidades/rs/noticia/100000700146/Moradores-de-Esteio-relatam-estrondo-acompanhado-tremor.html 

* Outras fontes:
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/08/defesa-civil-investiga-estrondo-relatado-por-moradores-de-esteio-4569878.html

http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/moradores-relatam-barulho-de-explosao-em-cidades-do-rs,8ebf6065001b7410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html 

Cientista: vivemos o mundo da espetacularização

Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2012

Portal Terra - 13/12/2012

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Precisamos de mais educação e informação científica - só assim ideias como a do fim do mundo não ganharão força. Essa é a opinião de Ulisses Capozzoli, doutor em história da ciência pela Universidade de São Paulo (USP) e editor-chefe da revista Scientific American Brasil. Para aqueles que acreditam no ocaso da humanidade no próximo dia 21, Capozzoli já “prevê” o futuro: “No dia 22, as pessoas deveriam morrer de vergonha de acreditar em uma coisa tão tola como o fim do mundo”.

Para o jornalista, os motivos para teorias apocalípticas ainda terem tanta força nos dias de hoje - afinal, 12% dos americanos acreditam neste “fim do mundo” - são muito complexos. Uma das causas são as crises atuais - como a econômica e a climática. Combinado a isso, temos as rápidas mudanças tecnológicas que ocorrem todos os dias.

“Eu acho que a gente está vivendo essa época de mudanças muito rápidas do ponto de vista tecnológico. Qualquer uma dessas geringonças que você vê compra aí de smartphone, dura um mês, dois meses. Tem outra versão, tem isso, tem aquilo. Não dá tempo de as pessoas aceitarem. (…) Se a gente der uma olhadinha, analisar, a gente vai ver que existe uma crise mais ou menos generalizada. As coisas que eram de uma maneira funcionavam de uma determinada maneira, não funcionam mais. Isso produz uma crise de identidade nas pessoas. Nesse caso, (ocorre) o retorno de, digamos, desses conceitos mágicos”.

Para o editor-chefe da Scientific American Brasil, o apego a teorias apocalípticas é uma forma de “colocar ordem nas coisas”. “Essa complexidade do mundo, e essa mudança, essa transformação, que a gente passa nessa época, traz às pessoas certa angústia emocional”. A teoria apocalíptica, para muitas pessoas, apareceria como uma solução mágica, quase bíblica, para os problemas do mundo. Para elas, depois do “fim”, viria uma “época de ouro”.

“Isso acontece em escala pessoal e em escala social. Países inteiros tiveram experiências dramáticas. Se você pegar o nazismo na Alemanha, você vai ver como é que a loucura se expressou. Em termos de cultura de massa, essa cultura de massa em que a gente vive neste momento, essas soluções fáceis ‘resolvem’ o problema. E elas se propagam, as pessoas querem acreditar que seja assim”.

Contribui para isso a falta de conhecimento, de esclarecimento científico. E Capozzoli não poupa em críticas as universidades (que não conseguiriam da formação científica para as pessoas), nem a mídia. “O noticiário que sai nos jornais, sai com muitos problemas. Outro dia, por exemplo, a moça do tempo disse que a maior proximidade da Terra em relação ao Sol, por causa da órbita elíptica, é o que causa a estação do ano. É uma coisa que a gente aprendeu na escola”.

O jornalista diz que estamos saturados de ciência de tecnologia, mas essas coisas não fazem sentido para muita gente. Ele cita uma teoria espalhada pela internet de que o planeta Marte estaria se aproximando da Terra e chegaria a um ponto de ficar do tamanho da Lua Cheia. “Isso é uma evidência muito clara de que as pessoas não têm a mínima, mas não têm a mínima ideia de como as coisas funcionam. Qual força que vai deslocar Marte da órbita dele para chegar próximo da Terra? Se você tivesse uma coisa dessas, você tumultua o Sistema Solar inteiro. Não tem pé, não tem cabeça, não tem a mínima possibilidade”.

“A gente vive um mundo da espetacularização, da superficialidade total das coisas. Você abre o jornal e está escrito lá que a fulaninha está com o namorado na praia. Gente sem nenhuma importância. Ou a coisa dos ‘famosos’. Cara, ninguém está interessado nos famosos. Você quer uma informação que tem certa relevância social. Que te explique um pouco porque a terra treme. Porque o céu é azul. Isso te insere na natureza. Isso diz respeito à sua vida, onde você está, o que você está fazendo. Se você fizer uma enquete na rua, você vai descobrir que as pessoas não têm a mínima ideia. As pessoas não sabem que o Sol é uma estrela! É um analfabetismo científico. Uma crueldade enorme. É uma impotência da ciência em se aproximar das pessoas”.

Retorno à Idade Média

Para Capozzoli, um fenômeno como o de 2012 traz como perigo o retorno a um pensamento místico por parte da população, algo que ocorria muito na Idade Média, antes de Isaac Newton explicar o movimento dos corpos celestes.

“Antes disso, toda vez que aparecia um cometa no céu, os padres badalavam os sinos da igreja e anunciavam o fim do mundo. Eles fizeram isso inúmeras vezes. O que acontecia: as pessoas, especialmente as pessoas mais ricas, iam lá e faziam doações. E os padres aceitavam, apesar de o mundo estar perto de acabar. É um terrorismo barato. (…) O que está acontecendo agora é um retorno desse pensamento mágico”.

A era da internet

A internet é uma ferramenta com muito potencial. Mas a maior parte do que encontramos na rede em nada contribui para a formação do pensamento crítico das pessoas. O editor-chefe chama boa parte do conteúdo da web de “tolices, as mais imbecis”, coisas que se escreve nas paredes de banheiro público. “Mas não quer dizer que a internet seja só lixo. O problema não é a internet em si, mas o uso que a gente faz dela. Você encontra conteúdos interessantes”.

“A busca de informação mais relevante depende do nível daquele que está precisando. Como todo mundo tem acesso, você vê, nessas coisas do dia a dia, nos comentários: primeiro os caras não sabem escrever. E as opiniões são quase sempre rasas, as mais simplórias”.

Esoterismo e realidade

Para o jornalista, o esclarecimento científico acaba com o esoterismo e outras ideias míticas. Capozzoli afirma que a natureza é espetacular o suficiente para que não precisemos de coisas mágicas. “Não preciso de um esoterismo. A realidade é maior que qualquer esoterismo que eu possa criar”.

“No fundo, a ciência que está aí e que explica coisas fascinantes não está ao alcance mínimo das pessoas, e elas são mantidas em uma ignorância. Ou as pessoas, para ter algum amparo, algum sentido na vida, elas correm para a igreja, ou elas ficam desamparadas. A gente nem pode censurar, ninguém pode criticar alguém por ter uma religião. É um direito natural dela. Agora, quando é exploração (…) você tem uma grande carência, as pessoas acreditam em qualquer tolice, qualquer coisa que seja fácil de imaginar”.

Depois dos maias

Para quem ainda acredita no fim do mundo supostamente previsto pelos maias, Ulisses Capozzoli dá um recado: “No dia 22, todas as pessoas que acreditaram nessa tolice deveriam fazer uma reflexão com elas mesmas: ‘como eu pude acreditar numa ideia tão besta?’ E em todas as manhãs que vierem, que elas olhem a beleza do céu. Olhem o Sol nascendo. Que compreendam minimante o funcionamento e a manifestação da natureza para que elas não fiquem presas ao obscurantismo da Idade Média”.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/fim-do-mundo/noticias/0,,OI6375972-EI21082,00-A+dias+do+fim+do+mundo+vivemos+o+mundo+da+espetacularizacao.html

* Comentário: Estou publicando matérias e notícias de todos os tipos sobre o suposto “fim do mundo” para que você, leitor, com todas estas informações tire suas próprias conclusões.

Cientistas descobrem que clima tem influência sobre atividade sísmica

Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012

France Presse / G1.com - 13/04/2011

Uma equipe de cientistas australianos, da qual também fazem parte um francês e um alemão, anunciou nesta quarta-feira ter descoberto que a intensificação das monções - um fenômeno meteorológico - na Índia acelerou em 20% o movimento da placa tectônica indiana ao longo dos últimos 10 milhões de anos.

Giampiero Iaffaldano, que coordenou o trabalho, explica que já se sabia há muito tempo que os movimentos tectônicos influenciam o clima ao formar novas montanhas e fossas marinhas, mas esta pesquisa demonstra pela primeira vez que a influência existe também no sentido inverso.

“O fechamento e a abertura dos vales oceânicos, assim como a formação das grandes cadeias de montanhas, como os Andes e o Tibete, constituem processos geológicos que afetam os padrões do clima”, disse o especialista à AFP.

“Do nosso lado, nós demonstramos pela primeira vez que esta influência existe também no sentido inverso, ou seja, que a evolução do clima pode afetar, por sua vez, o movimento das placas tectônicas”, acrescentou.

Entretanto, a conclusão óbvia não é a de que o aquecimento global necessariamente acarretará em uma maior frequência de terremotos potentes, como o que devastou a costa nordeste do Japão em março, já que estas evoluções são medidas em “milhões de anos”.

Com a equipe de Iaffaldano, colaboraram Laurent Husson, da Universidade de Geociências de Rennes (França), e com Hans-Peter Bunge, da Universidade Ludwig-Maximilians de Munique (Alemanha). A pesquisa foi publicada recentemente pela revista científica “Earth and Planetary Science Letters”.

Os pesquisadores agora pretendem investigar se o clima teve efeitos nas placas tectônicas de outras regiões, além da Índia.

“Por exemplo, podemos imaginar que tenha havido uma influência do clima na formação dos Andes ou das montanhas Rochosas”, estimou Iaffaldano.

* Fonte:
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/04/cientistas-descobrem-que-clima-tem-influencia-sobre-atividade-sismica.html

* Comentário: Tenha cuidado ao ler este tipo de notícia para saber distinguir o que é real do que pode ser divulgado com algum objetivo obscuro. Estou afirmando isso pois existem diversas pesquisas secretas sobre o clima e sobre terremotos. Veja por exemplo sobre o projeto HAARP clicando aqui.

HAARP: o projeto militar dos EUA que pode ser uma arma geofi­sica

Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012

TecMundo.com.br - 26/01/2011

Em 1993, começou a funcionar no Alasca (Estados Unidos) o HAARP, um projeto de estudos sobre a ionosfera terrestre. O HAARP, que significa “Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência”, visa a compreender melhor o funcionamento das transmissões de ondas de rádio na faixa da ionosfera, parte superior da atmosfera.

Segundo relatos oficiais, o projeto tem como objetivo principal ampliar o conhecimento obtido até hoje, sobre as propriedades físicas e elétricas da ionosfera terrestre. Com isso, seria possível melhorar o funcionamento de vários sistemas de comunicação e navegação, tanto civis quanto militares (o que gera desconfiança em grande parte dos conhecedores do HAARP).

Para realizar estes estudos, as antenas de alta frequência do HAARP enviam ondas para a ionosfera visando a aquecê-la. Assim são estudados os efeitos das mais diversas interações de temperaturas e condições de pressão.

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[Fonte da imagem: www.haarp.alaska.edu]

Por que no Alasca?

A criação das instalações foi possível graças a uma parceria entre a Força Aérea Americana, A Marinha dos Estados Unidos e também da Universidade do Alasca. Esta última foi escolhida a dedo, graças à localização: a ionosfera sobre o Alasca é pouco estável, o que garante uma maior gama de condições para os estudos.

Outro fator que pendeu para que os pesquisadores escolhessem o Alasca é a ausência de grandes cidades nas proximidades. Assim, não há ruídos na captura de imagens e sinais, pois os sensores ficam localizados ao alto de algumas montanhas.  Também há informações de que este local sofreria o menor impacto ambiental entre as áreas candidatas a receber o HAARP.

Ionosfera: íons e mais íons

Esta faixa recebe este nome porque é bastante ionizada, ou seja, perde e ganha elétrons com facilidade, o que a deixa em constante carregamento elétrico. O grande agente ionizador da ionosfera é o sol, que irradia muita carga na direção da Terra, mas meteoritos e raios cósmicos também influenciam bastante na presença dos íons.

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[Fonte da imagem: Wikipedia.org]

A densidade dos íons livres é variável e apresenta alterações de acordo com vários padrões temporais, hora do dia e estação do ano são os principais pontos de variação da ionosfera. Outro fenômeno interessante acontece a cada 11 anos, quando a densidade dos elétrons e a composição da ionosfera mudam drasticamente e acabam bloqueando qualquer comunicação em alta frequência.

Reflexão ionosférica

Há frequências de ondas que são, quase, completamente refletidas pela ionosfera quando aquecida pelas antenas HAARP. Os pesquisadores do HAARP pretendem provar que essa reflexão pode ser utilizada como um satélite para enviar informações entre localidades, facilitando as comunicações e também a navegação, melhorando os dispositivos GPS utilizados atualmente.

O problema é que ainda não se conhecem as reais propriedades da reflexão ionosférica. Além disso, há o fato de as propriedades da ionosfera se modificarem durante a noite, por exemplo, quando a altitude dela aumenta e as densidades ficam mais baixas. Essas variações tornam difícil uma padronização para o envio de ondas, independente do comprimento delas.

HAARP: um novo modo de estudo

Há várias formas de estudo das faixas da atmosfera terrestre. Para as camadas mais baixas, até mesmo balões podem ser utilizados para capturar dados sobre diferenças nas condições naturais. A camada de ozônio, por exemplo, é verificada com balões meteorológicos que realizam medições das taxas de radiação que ultrapassam pela atmosfera.

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[Fonte da imagem: www.haarp.alaska.edu]

Por ficar muito mais acima, balões meteorológicos e satélites não podem ser utilizados para realizar medições e análises sobre a ionosfera. Por isso o HAARP é tão importante, já que utiliza a maneira mais eficiente de contatar o setor: antenas de emissão de ondas de frequência altíssima.

Os resultados são utilizados para entender como o sol influencia no sinal de rádio em diversas faixas de frequência. Utiliza-se também um “Aquecedor Ionosférico”, conhecido como “Instrumento de Investigação Ionosférica”, ele transmite frequências altas para modificar a ionosfera e entender os processos produzidos em sua composição.

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[Fonte da imagem: www.haarp.alaska.edu]

As antenas do Instrumento de Investigação emitem sinais para altitudes entre 100 e 350 Km. Outros aparelhos do mesmo projeto são responsáveis pela recepção dos sinais, interpretando-os e permitindo a criação de relatórios sobre a dinâmica do plasma ionosférico e também sobre a interação entre o planeta e o sol.

Aquecendo a ionosfera: riscos?

O HAARP não é o único aquecedor ionosférico do planeta. Há também um localizado na Noruega e outro na Rússia. Todos eles realizam o mesmo processo: utilizam antenas de alta frequência para aquecer a ionosfera e criar uma aurora artificial.

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[Fonte da imagem: www.haarp.alaska.edu]

Essa aurora artificial é muito aquecida, o que pode gerar elevação nas temperaturas em determinadas localidades do planeta. Em uma espécie de efeito estufa ionosférico, locais abaixo da ionosfera atingida pelas antenas do HAARP podem ter suas temperaturas elevadas em alguns graus centígrados.

O outro lado da moeda: as conspirações

Assim como boa parte de tudo o que é produzido sob tutela de alguma das forças armadas norte-americanas, o HAARP também gera uma série de desconfianças por parte das mentes mais conspiratórias. Ameaça global ou apenas melhorias nas tecnologias de comunicação? Confira as teorias de conspiração que envolvem este projeto.

Arma geofísica: a denúncia russa

E nem todas estas teorias surgem de movimentos independentes. A prova disso aconteceu em 2002, quando o parlamento russo apresentou ao então presidente Vladimir Putin documentos que afirmavam veementemente que os Estados Unidos estariam produzindo um novo aparelho, capaz de interferir em todo o planeta, a partir de pontos isolados.

O relatório dizia que o HAARP seria uma nova transição na indústria bélica, que já passou pelas fases de armas brancas, armas de fogo, armas nucleareas, armas biológicas e chegaria então ao patamar de armas geofísicas. Segundo estas teorias, seria possível controlar placas tectônicas, temperatura atmosférica e até mesmo o nível de radiação que passa pela camada de ozônio.

Todas estas possibilidades podem gerar uma série de problemas para as populações atingidas. Atingindo países inteiros, desastres naturais podem minar economias, dizimar concentrações populacionais e gerar instabilidade e insegurança em toda a Terra.

Terremoto no Haiti

Quais seriam os efeitos dos controles de frequência sobre as placas tectônicas? Segundo a imprensa venezuelana a resposta é: terremoto. O jornal “Vive” afirma que teve acesso a documentos que comprovam a utilização do HAARP para manipular a geofísica caribenha e ocasionar os terremotos do Haiti, que causaram a morte de mais de 100 mil pessoas.

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[Fonte da imagem: www.usaid.gov]

Caso esteja se perguntando os motivos para a escolha de um país tão pobre, as teorias conspiratórias também possuem a resposta para esta pergunta. Os Estados Unidos precisavam de um local para testar o potencial de sua nova arma. Os testes oceânicos não davam informações suficientes e atacar os inimigos no oriente médio seria suicídio comercial.

Afinal de contas, terremotos poderiam destruir poços de petróleo muito valiosos. Assim, o governo norte-americano viu no Haiti, um país já devastado, o perfeito alvo para seus testes. Sem potencial econômico e sem possuir desavenças com outros países, dificilmente haveria uma crise diplomática com a destruição do Haiti.

Bloqueio militar

Outra teoria bastante defendida diz que os Estados Unidos poderiam causar um completo bloqueio militar a todas as outras nações do mundo. Causando interferências nas ondas habituais, impedindo que qualquer frequência seja refletida pela atmosfera e até mesmo que dispositivos de localização possam ser utilizados.

Para isso, a defesa norte-americana só precisaria aquecer a ionosfera com seus aquecedores HAARP. Com a potencia correta, todo o planeta ficaria em uma completa escuridão geográfica. Então, apenas quem possui o controle do aquecedor ionosférico poderia ter acesso aos dados de localização e navegação de seus veículos militares.

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[Fonte da imagem: Wikimedia.org / Marku 1988]

Também se fala em mapeamentos de todo o planeta em pouco minutos, pois as ondas de frequências extremas poderiam criar relatórios completos de tudo o que existe na superfície terrestre. Elementos vivos ou não, tudo poderia ser rastreado pelas ondas do HAARP. Pelo menos é o que dizem as teorias conspiratórias.

Controle mental

Existem ondas de rádio em diversas frequências, por mais que não sintonizemos nossos rádios para captá-las, elas estão no ar. O som também é emitido em frequências e há amplitudes delas que os ouvidos humanos não são capazes de captar, mas isso não quer dizer que elas não existam. Somando estes dois pontos, temos mais uma teoria conspiratória.

Utilizando uma mescla de ondas de rádio com frequência sonora, os Estados Unidos poderiam manipular a mente coletiva para que algum ideal fosse defendido ou algum governo rival fosse atacado. Enviando as informações para toda a população em frequências que não poderiam ser captadas por aparelhos, não demoraria para que a “lavagem cerebral” estivesse concluída.

Há quem diga que este tipo de manipulação será utilizado em breve no Irã. O governo atual não é favorável às políticas norte-americanas, portanto seria vantajoso que o povo se rebelasse contra os seus líderes. Mensagens antigoverno seriam incutidas na mente do povo iraniano com o auxílio das antenas HAARP.

Pura ficção?

No desenho G.I. Joe: Resolute, o programa HAARP é capturado por vilões que desejam transformar o potencial do projeto em uma arma de destruição em massa. Além dos danos que citamos nas teorias conspiratórias, nesta história as antenas transformavam-se também em canhões de energia.

Enviando enormes quantidades de energia para a ionosfera, que refletia toda a energia, os vilões poderiam acabar com qualquer lugar do planeta, apenas mirando e concentrando o poder energético das antenas de frequências altíssimas localizadas no Alasca.

Quando se fala no mundo real, tudo o que se tem de concreto sobre o HAARP é que estudos são feitos constantemente sobre a ionosfera terrestre para que ela possa ser transformada em uma antena de transmissão de informações, beneficiando as comunicações e sistemas de navegação.

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[Fonte da imagem: www.haarp.alaska.edu]

Mas será que é somente para isso que os investimentos bilionários do governo norte-americano estão sendo utilizados? Nunca foram revelados dados concretos sobre o dinheiro empregado no projeto, mas há especulações de que mais de 200 milhões de dólares sejam gastos por ano com as antenas do HAARP.

* Fonte:
http://www.tecmundo.com.br/tecnologia-militar/8018-haarp-o-projeto-militar-dos-eua-que-pode-ser-uma-arma-geofisica.htm

Cientistas estudam como evitar colisão de asteroide com a Terra

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012

Portal Terra - 02/09/2012

No ano passado, foi anunciado um investimento de 4 milhões de euros para o estudo de asteroides próximos à Terra (NE, na sigla em inglês). Capitaneado por sete países, a pesquisa aguarda aprovação da Nasa - a agência espacial americana - para a liberação de uma missão espacial. Contudo, cientistas dizem que, mesmo que conheçamos os objetos em rota de colisão com nosso planeta, não é tão fácil impedir uma colisão.

“As missões têm como objetivo verificar com mais precisão a formação das rochas, que é o que mais nos preocupa”, explica Patrick Michel, diretor de pesquisa do Observatório da Costa Azul, na França, durante a 18ª Assembleia Geral da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês).

Conforme o astrofísico, a Terra recebe diariamente o equivalente a 10 mil t de rochas e detritos. Rochas maiores, no entanto, com poder de causar grandes estragos são remotas. “Não há ainda evidências de ameaça de colisões em escala regional para os próximos 20 anos. Para colisões que causariam estrago global, as chances diminuem para um ou dois séculos.”

De todos os corpos encontrados que poderiam se chocar contra o planeta, 90% deles tem 1 km de diâmetro, o que os tornaria capazes de destruir 25% das espécies vivas. “O maior problema seriam os asteroides menores, de 300 m de diâmetro, que ainda não conseguimos mapear.”

Estes corpos, no entanto, dificilmente causariam a morte de populações, diz Michel. “As pessoas tendem a viver em grupos, e há ainda muito do nosso planeta composto por água, florestas e desertos. Se uma dessas rochas viesse a colidir com a Terra, as chances de que matassem espécies vivas seria muito pequena.”

As pesquisas de asteroides NE e colisões estão crescendo nos últimos anos, tendo encontrado mais de 8 mil objetos, porém as soluções para evitar uma possível colisão ficam cada vez mais complicadas.

“No nosso grupo descobrimos que não só o tamanho da rocha, mas também sua composição interna que deve ser avaliada”, conta Michel. Isso porque as rochas mais porosas (com mais buracos na sua composição) têm menos chances de explodir e se dividir em milhões de pequenas rochas, ao passo que rochas menos porosas perdem menos energia em forma de calor e, assim, causam estragos maiores.

Dentre as opções para contenção e destruição de um asteroide potencialmente ameaçador, estão a destruição por energia nuclear (a menos indicada); o desvio por impacto cinético; e tração gravitacional.

Todas as opções têm vantagens e desvantagens. “Com o desvio por impacto, por exemplo, é preciso saber muito sobre a composição do elemento, pois não sabemos se é uma massa como uma esponja ou uma rocha dura que poderia explodir em milhões de pedaços”, diz Michel.

A tração gravitacional, que planeja o desvio do asteroide de sua rota ao enviar uma nave que o atraísse pela gravidade, exige a cara construção de um objeto que tem de ser grande o suficiente para funcionar ou estudos exatos o suficiente para definir que o corpo em questão seja pequeno o suficiente.

A incerteza dos dados se dá sempre após uma descoberta. E isso não quer dizer que os astrônomos erraram nos cálculos, aponta Michel. “O espaço é incerto. Então, quando analisamos uma área e identificamos objetos e suas rotas, podemos prever o que acontecerá depois. O problema é que vários fatores influenciam nesse processo e acabam mudando a trajetória, invalidando as possibilidades de que haja uma colisão.”

Para ter mais certeza sobre a ciência das colisões de asteroides NE, é preciso a injeção massiva de recursos para testes e missões. “O que temos agora é ótimo no papel, mas não é nada concreto. Não há um plano.”

Com os 4 milhões de euros orçados, o grupo de cientistas liderado por Michel consegue apenas fazer análises e equações preliminares. Estudos mais aprofundados exigiriam um aporte de, no mínimo, 350 milhões de euros para a criação de uma missão espacial. “Com 4 milhões, não conseguimos nem mesmo fabricar um pequeno instrumento necessário para os testes”, reflete o astrofísico.

Caso 2011 AG5
O asteroide descoberto em 2011, batizado de AG5, tem uma em 500 chances de colidir com a Terra em 2040. Com cerca de 140 m de diâmetro, a trajetória atual do corpo aponta que, em 2023, ele estará muito próximo do nosso planeta.

“É bem provável que conseguiremos lavar as nossas mãos sobre uma colisão depois que recebermos as informações mais completas do Hubble em 2016″, prevê Giovani Gronchi, líder do projeto que estuda as atividades do 2011 AG5.

Em setembro de 2013, o asteroide estará próximo o suficiente da Terra e poderá, então, ser observado pelo Hubble. Com base nos dados atuais, o asteroide passaria pelo key-hole (área onde a gravitação do planeta muda a trajetória de um corpo) em 2023. “Se ficar comprovado que o AG5 passará pelo key-hole, então teremos de trabalhar com possibilidades de planos de contingência pós-passagem, que poderia envolver mesmo o desvio do asteroide”

Caso 1999 RQ36
Esse é o novo objeto de estudo da Nasa de asteroides NE. Trabalhado em uma escala de tempo secular, as previsões indicam uma possível colisão em 2135. Com um diâmetro de meio quilômetro, o asteroide se aproxima da Terra a cada seis anos e, depois, distancia-se novamente.

A Nasa está organizando uma missão espacial para 2016 para observar a rocha, que se aproximará da Terra novamente em 2017.

“Na escala em que estamos trabalhando, por enquanto não há nem mesmo chances de uma colisão com outros objetos no espaço. Em outras escalas de tempo, talvez possa haver uma chance, mas então a Terra receberia talvez apenas chuvas de meteoros”, explica o astrônomo americano Robert Jedicke.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6120204-EI301,00-Cientistas+estudam+como+evitar+colisao+de+asteroide+com+a+Terra.html

Estudo liga uso de analgésicos na gravidez a malformações em meninos

Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

BBC Brasil - 08/11/2010

Um estudo feito por cientistas da Dinamarca, Finlândia e França vinculou a ingestão desses medicamentos a um maior número de nascimentos de bebês com criptorquidia.

Bebês que nascem com esse distúrbio - também conhecido como testículo ectópico - apresentam o testículo escondido ou fora do lugar.

A criptorquidia está associada à infertilidade e ao câncer no final da vida.

De maneira geral, a orientação médica para mulheres grávidas é que, quando possível, evitem tomar analgésicos.

O novo estudo, publicado na revista científica Human Reproduction, levou especialistas a pedir que mais pesquisas sobre o assunto sejam feitas o quanto antes.

Eles recomendaram às mulheres grávidas, no entanto, que o uso de analgésicos para uma dor de cabeça ocasional não deve causar mal ao bebê.

O serviço nacional de saúde britânico, o NHS, aconselha que mulheres evitem tomar remédios durante a gravidez, mas permite o uso do paracetamol em doses pequenas e durante períodos curtos para aliviar a dor.

Mais de a metade das mulheres grávidas na Europa e nos Estados Unidos admitiram tomar analgésicos moderados.

Estudo

Mais de duas mil mulheres grávidas e seus filhos participaram do novo estudo.

Os pesquisadores concluíram que as mulheres que usaram mais de um analgésico simultaneamente, como por exemplo o paracetamol e o ibuprofeno, apresentaram sete vezes mais riscos de ter filhos com algum tipo de criptorquidia do que as mulheres que não tomaram nenhum analgésico.

O segundo trimestre, de 14 semanas a 27 semanas de gestação, pareceu ser um período particularmente sensível.

Riscos Maiores

O uso de qualquer analgésico nessa fase da gravidez foi associado a um risco dobrado de nascimentos com criptorquidia.

Outros tipos de analgésicos, como o ibuprofeno e a aspirina, foram vinculados a riscos quatro vezes maiores.

O paracetamol usado sozinho também pareceu aumentar os riscos, mas o resultado foi pouco significativo em termos estatísticos.

O uso simultâneo de mais de um analgésico, incluindo o paracetamol, durante o segundo trimestre da gravidez, aumentou os riscos 16 vezes.

Tomar analgésicos por mais de duas semanas também pareceu aumentar os riscos significativamente.

Os pesquisadores suspeitam de que analgéscos interferem na atividade natural dos hormônios masculinos em fetos de meninos, atrapalhando seu desenvolvimento normal.

Estudos feitos em ratos parecem reforçar essa teoria.

O cientista Henrik Leffers, do Rigshospitalet, em Copenhague, liderou o estudo.

“A exposição a perturbadores endócrinos é o mecanismo por trás de um aumento em problemas reprodutivos entre jovens do sexo masculino no mundo ocidental”, disse Leffers.

“Esse estudo sugere que atenção particular deve ser dada ao uso de analgésicos suaves durante a gravidez, já que isso pode ser uma razão importante desses problemas”.

Apesar de algumas limitações do estudo - por exemplo, algumas mulheres podem não ter lembrado com precisão o número de vezes que tomaram analgésicos - os pesquisadores dizem que suas descobertas indicam que o tipo de aconselhamento dado a mulheres grávidas quanto ao uso de analgésicos deve ser reconsiderado.

Eles solicitaram que sejam feitas mais pesquisas sobre o assunto.

Repercussão

Allan Pacey, especialista em andrologia da Universidade de Sheffield, no norte da Inglaterra, disse: “Há algum tempo os cientistas se preocupam com a possibilidade de que a exposição da mãe a substâncias químicas durante a gravidez cause problemas de reprodução em bebês meninos”.

“Entretanto, há relativamente poucos exemplos concretos e muito do trabalho feito até hoje é de fundo teórico”.

“Isto torna esses estudos um tanto quanto alarmantes, já que eu divido que alguém suspeitasse de que analgésicos comuns pudessem ter esses efeitos”, disse Pacey.

“Claramente, é prioritário que mais pesquisas sejam feitas”.

O médico Basky Thilaganathan, da Faculdade Real de Obstetrícia e Ginecologia da Grã-Bretanha, disse que as revelações precisam ser interpretadas com cuidado.

Ele explicou: “o estudo mostra uma associação em vez de uma relação causal. É possível as mães tenham tomado esses analgésicos por causa de alguma doença, por exemplo, uma infecção viral, durante a gravidez. Essa (infecção viral) pode ter sido a causa real dos problemas”.

* Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/

Nasce um bebê por hora nos EUA com sintomas de vício

Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

BBC Brasil - 01/05/2012

A cada hora, nasce um bebê, nos Estados Unidos, com sintomas de dependência de opiáceos, segundo um estudo publicado na revista científica da American Medical Association.

Entre 1999 e 2009, triplicou o número de recém-nascidos com síndrome de abstinência no país, devido a um grande aumento na incidência de grávidas viciadas em substâncias legais e ilegais derivadas do ópio.

Segundo os autores do estudo, baseado em dados de mais de 4 mil hospitais, grande parte do problema é o vício em remédios para dor, entre eles oxicodona e codeína.

Só em 2009, 13,5 mil bebês teriam nascido no país com síndrome de abstinência neonatal.

Vício

Logo após o nascimento, a bebê Savannah Dannelley teve de ficar internada na unidade neonatal de um hospital em Illinois, ligada a máquinas que monitoravam sua respiração e batimentos cardíacos.

Ela chorava muito, tinha diarreia e dificuldade de se alimentar, problemas típicos em bebês com abstinência. Alguns também têm problemas respiratórios, baixo peso e convulsões.

Sua mãe, Aileen, de 25 anos, parou de tomar analgésicos no início na gravidez, substituindo os remédios por metadona sob supervisão médica.

Agora, tanto ela como a bebê passam por um tratamento para combater o vício.

“É muito duro, todo dia, emocionalmente e fisicamente”, disse Aileen Dannelley à agência Associated Press.

Altos custos

Não se sabe ao certo quais são os impactos de longo prazo para a saúde de bebês que nascem com sintomas de dependência, mas reagem bem durante as primeiras semanas de vida.

Algumas pesquisas científicas, mas não todas, apontam um risco mais alto de problemas de desenvolvimento.

O que fica claro, segundo o novo estudo, é que os custos médicos são muito mais altos com bebês que nascem com o problema.

“Bebês com síndrome de abstinência neonatal precisam de hospitalizações iniciais mais longas, frequentemente mais complexas e mais custosas”, conclui o estudo.

Em média, um recém-nascido com sintomas de dependência passa 16 dias no hospital, comparado com apenas três para os demais bebês.

Para Stephen Patrick, um dos autores da pesquisa, “os opiáceos estão se tornando um grande problema nos Estados Unidos”.

Marie Hayes, da Universidade do Maine, diz que em 85% dos casos de bebês com síndrome de dependência, as mães eram viciadas em remédios normalmente vendidos com receita médica e, em poucos casos, as mães eram dependentes de heroína ou estavam tomando remédios por necessidade, após um acidente de carro, por exemplo.

Um editorial da revista que acompanha o estudo diz que enquanto “os opiáceos oferecem um controle de dor superior”, eles também tem sido “receitados de forma exagerada, desviados e vendidos ilegalmente, o que cria um novo caminho para o vício em opiáceos e um problema de saúde pública materna e infantil”.

* Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/

* Colaboração: S. B. (nome preservado), via e-mail. Obrigado!

Sol lança forte tempestade geomagnética sobre a Terra

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Reuters / Yahoo! - 23/01/2012

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A tempestade geomagnética mais forte em mais de seis anos deve atingir a Terra na terça-feira, e pode afetar as rotas aéreas, redes de energia e satélites, disse o Centro de Previsão Meteorológica Espacial dos Estados Unidos.

A ejeção de massa coronal - uma grande parte da atmosfera do Sol - foi lançada em direção à Terra no domingo, conduzindo partículas solares energizadas a cerca de 2.000 quilômetros por segundo, cerca de cinco vezes mais rápido do que costumam viajar as partículas solares, disse Terry Onsager, do Centro.

“Quando nos atingir será como um grande aríete que empurra o campo magnético da Terra”, disse Onsager, de Boulder, no Colorado. “Essa energia faz com que o campo magnético da Terra flutue”.

Essa energia também pode interferir em comunicações de alta frequência de rádio, usadas pelas empresas aéreas para navegar próximo ao Polo Norte em voos entre a América do Norte, Europa e Ásia, portanto algumas rotas podem ser mudadas, disse Onsager.

Também pode afetar redes de energia e operações por satélite, disse o Centro em um comunicado. Astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional podem ser aconselhados a buscar abrigo em partes específicas da aeronave para evitar uma dose solar reforçada de radiação, disse Onsager.

O Centro de Meteorologia Espacial disse que a intensidade da tempestade geomagnética seria provavelmente moderada ou forte, nos níveis dois e três de uma escala de cinco níveis, sendo o cinco o mais extremo.

* Fonte:
http://br.noticias.yahoo.com/sol-lan%C3%A7a-forte-tempestade-geomagn%C3%A9tica-sobre-terra-225705325.html

Relógio do Apocalipse é ajustado em 1 min e chega a 23h55

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

Portal Terra - 10/01/2011

O Relógio do Apocalipse aproximou-se mais da meia-noite. Cientistas atômicos que atualizam seus ponteiros sempre que consideram que os riscos de uma catástrofe nuclear ou climática têm um impacto sobre o tempo de vida de nosso planeta o ajustaram para cinco minutos para a meia-noite. Em 2010, a previsão era mais otimista, e o relógio marcava seis minutos para a meia-noite.

Esta última atualização pessimista foi anunciada nesta terça-feira, em Washington, pelo Bulletin of the Atomic Scientists (BAS), uma publicação organizada pelos maiores nomes do mundo da ciência atômica, incluindo o mais prestigiado físico da atualidade, o britânico Stephen Hawking.

Os cientistas baseiam a decisão de atrasar ou adiantar o Relógio do Apocalipse nas atuais situações políticas e climáticas globais. “A situação mundial piorou devido aos perigos de proliferação nuclear e mudança climática”, afirmou Lawrence Krauss, astrofísico e cosmotólogo que é vice-presidente do BAS.

“A comunidade global não fez progresso algum para melhorar a situação e isso vai nos colocar em um caminho muito difícil. Podemos ter chegado a uma situação sem saída com respeito aos esforços para evitar catástrofe resultantes de mudanças na atmosfera terrestre”, disse Allison Macfarlane, presidente da BAC.

A maior preocupação dos cientistas são os impactos do desastre do qual foi vítima o Japão, em 2011 e a proliferação de programas nucleares. Eles também acreditam que a Coreia do Norte é motivo de preocupação e, assim como outros países que apresentam problemas para a comunidade global, é um sintoma de um problema na realidade maior e global e defendem que é necessário que tanto países com programas nucleares quanto as nações sem programas nucleares precisam agir imediatamente.

Em 2007, devido à ameaça representada pelos programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã, além do renovado interesse dos EUA em usar armas nucleares, o relógio marcava cinco minutos para a meia-noite. Neste mesmo ano, os cientistas adicionaram o fator mudança climática ao cálculo para definir o Relógio do Apocalipse.

Os esforços da comunidade global para reduzir o arsenal nuclear e limitar as consequências negativas da mudança climática surtiram efeito e, em 2010, o relógio foi atrasado em um minuto, marcando seis minutos para a meia-noite. Mas agora, segundo os cientistas, a comunidade global teve um retrocesso devido a políticas que não parecem levar em conta o bem-estar do planeta.

“Nos EUA, a política está nos guiando e não a lógica”, disse Krauss, sobre a posição do país quanto a mudança climática. Mas o grupo de cientistas lembra que os EUA não estão sozinhos ao assumirem esta postura.

O Relógio do Apocalipse foi criado poucos anos depois do final da Segunda Guerra Mundial, em 1947, como um método de alertar o mundo quanto à vulnerabilidade do planeta. Desde que foi criado, o relógio tem variado entre dois a 17 minutos na sua previsão do apocalipse. Os ponteiros do relógio apontaram para o prognóstico mais desesperador em 1953, indicando apenas dois minutos para a temível meia-noite. O motivo disso foi que, no ano anterior, os Estados Unidos testaram a Bomba H, uma bomba de nitrogênio capaz de exterminar a raça humana. Nove meses depois, os soviéticos repetiram o experimento.

Com o fim da Guerra Fria e a queda do império soviético, o Relógio do Apocalipse começou a apresentar previsões mais otimistas. A melhor delas, até agora, foi em 1991, quando os ponteiros marcavam 17 minutos para o fim do mundo. O motivo disso foi que, naquele ano, os EUA e a União Soviética assinaram o Tratado para a Redução de Armas Estratégicas.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5551643-EI8141,00.html

* Informações sobre o Relógio do Apocalipse:
http://www.terra.com.br/noticias/relogio-do-apocalipse/index.htm