Arquivo da Categoria ‘Festas’

Carnaval: a festa da carne

Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2013

JesusSite.com.br - 02/03/2005
Por Pr. Nelson R. Gouvêa

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O Brasil é tradicionalmente conhecido como o país do carnaval. Normalmente esta festa da carne, esta celebração pagã, acontece no mês de fevereiro de cada ano. Em todas as cidades e principalmente nas capitais, milhares de pessoas se preparam para o tão sonhado acontecimento. Em algumas regiões semanas inteiras são dedicados aos foliões que se habilitam a percorrerem as principais avenidas atrás de um carro de som extravasando suas emoções e suas paixões carnais.

Um Site da Bahia faz o seguinte convite:

“Pule o carnaval Carnal, lúdico, dilacerador, espiritualizado, físico, o Carnaval da Bahia é a maior festa urbana do Brasil, criada e mantida pelo povo. Uma manifestação espontânea, criadora, livre, pura, onde todos são-com maior ou menor competência-sambistas, frevistas, loucos dançarinos, na emoção suada atrás do som estridente, eletrizante, do trio. Ou no ritmo calmo, forte, tranqüilizante, orientalizado, do afoxé, incorporado num só movimento. Um ato de entrega, de transe e êxtase, de liberação de todas as tensões reprimidas e da envolvência absoluta entre o real e o fantástico, capaz de, num único e frenético impulso, balançar o chão da praça”.

Fantasias das mais variadas cores extravagantes e modelos com criatividades sem precedentes, desfilam pelas passarelas. O culto à sensualidade já marca o compasso de espera e é a marca registrada dos componentes, dos integrantes das escolas de samba que desfilam seus carros alegóricos em meios às luzes dos refletores e câmaras de TVs tentando focar os corpos desnudos das mulheres em meios aos gritos desconexos vindo das arquibancadas abarrotadas de multidões esperando suas escolas passarem para serem aclamadas e reverenciadas como um culto explicito ao paganismo declarado.

Durante quatro dias toda esta movimentação aparentemente harmoniosa com ritmos atordoantes e alucinantes regados a bebidas alcoólicas e sexo sem limites enchem ilusoriamente o coração de seus participantes nos variados clubes das noites, na esperança de poderem neste espaço de tempo ceder sem nenhum temor a Deus às suas luxurias, na ignorância de que na quarta-feira confessando os seus excessos pecaminosos, através da figuração das cinzas, serão de seus pecados perdoados como se Deus tivesse permitido, dado o seu aval para outros deuses serem venerados e adorados nesta celebração.

Talvez você não concorde comigo, porém Infelizmente o maior inimigo do ser humano é a sua ignorância. A ignorância têm cegado o entendimento, a lucidez da mente, porém Deus declara com muita rigidez em sua Palavra, a Bíblia as seguintes advertências:

Números 14:18 - O Senhor é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente, e visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos até à terceira e quarta geração.

Romanos 8:5-8, 12-14 - Os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser; e os que estão na carne não podem agradar a Deus. Portanto, irmãos, somos devedores, não à carne para vivermos segundo a carne; porque se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.

Gálatas 5:13, 24 - Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade par dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. Os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.

Gálatas 6:8 - Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.

No período de carnaval do ano 1976 eu me preparava mais uma vez para celebrar esta festa pagã com meus primos, quando Deus mudou radicalmente a história da minha vida. A convite de meu irmão Nilson R. Gouvêa escolhi participar naquele ano de um retiro de jovens em um local chamado Acampamento Clay na cidade de Paracambí-RJ. Em meio a vários jovens, Deus restaurou a minha vida naqueles dias. Deu-me uma nova visão da Vida Eterna, perdoou os meus pecados. A seguir Deus me preparou, me capacitou, me deu uma esposa maravilhosa, filhos maravilhosos e um ministério que pretendo continuar desenvolvendo com a Graça Dele até os últimos dias da minha vida. Nestes vinte e oito anos de vida com Deus não me arrependo um só instante daquele período de carnaval em que tomei a mais sábia decisão de todos os tempos, ou seja, Entregar-me sem reservas a Único e Soberano Deus dos deuses, Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

* Fonte:
http://www.jesussite.com.br/acervo.asp?id=1027

Artigos sobre o Halloween

Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011

Veja vários artigos sobre o Halloween no link abaixo:

http://www.tabernaculonet.com.br/luz.php?facho=m0095

Halloween

A verdadeira história do termo “Rá-tim-bum”

Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011

Fapesp (USP) - Agosto de 2004
Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa

Alguns emails tem circulado pela Internet trazendo informações confusas sobre o significado da palavra “Ratimbum” (ou “Rá-tim-bum”), dizendo que significa “eu amaldiçôo você”. Não trazem qualquer citação sobre as fontes das informações. Veja abaixo as informações corretas vindas de duas fontes diferentes:

O bordão “é pique, é pique, é hora, é hora, é hora, rá-tim-bum”, incorporado no Brasil ao Parabéns a você, é uma colagem de bordões dos pândegos estudantes das Arcadas da década de 1930.

“É pique, é pique” era uma saudação ao estudante Ubirajara Martins, conhecido como “pic-pic” porque vivia com uma tesourinha aparando a barba e o bigode pontiagudo.

“É hora, é hora” era um grito de guerra de botequim. Nos bares, os estudantes eram obrigados a aguardar meia hora por uma nova rodada de cerveja – era o tempo necessário para a bebida refrigerar em barras de gelo. Quando dava o tempo, eles gritavam: “É meia hora, é hora, é hora, é hora”.

“Rá-tim-bum” (ou “Ratimbum”), por incrível que pareça, refere-se a um rajá indiano chamado Timbum, ou coisa parecida, que visitou a faculdade – e cativou os estudantes com a sonoridade de seu nome.

O amontoado de bordões ecoava nas mesas do restaurante Ponto Chic, com um formato um pouco diferente do que se conhece hoje: “Pic-pic, pic-pic; meia hora, é hora, é hora, é hora; rá, já, tim, bum”.

Como isso foi parar no Parabéns a você? “Os estudantes costumavam ser convidados a animar e prestigiar festas de aniversário. E desfiavam seus hinos”, conta o atual diretor da faculdade, Eduardo Marchi, de 44 anos, que relembrou a curiosidade em seu discurso de posse, dois anos atrás.

* Fonte: Jornal Pesquisa FAPESP, da USP, número 102, de Agosto de 2004 (retirado do Suplemento USP 70 Anos).

* Link:
http://www.revistapesquisa.fapesp.br/Suplemento_USP_70_anos.pdf

A palavra RATIMBUM é uma onomatopéia, é a imitação de um som. Neste caso o som emitido por uma bandinha de circo ou uma fanfarra quando quer chamar a atenção sobre uma finalização de uma apresentação. A caixa faz “TARARÁ!”, os pratos fazem “TIM!”, e o bumbo faz “BUM!” - ”TARARÁ TIM BUM”. Para tornar a palavra mais curta e fácil de falar elipsaram o “TARÁ” e ficou só o “RÁ”: “RÁ-TIM-BUM”, com três sílabas de bom efeito sonoro.

* Fonte: Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa.

* Comentários: Não é porque as duas fontes trazem informações diferentes que uma delas está errada. Na verdade é comum acontecer no Português ou em qualquer idioma uma palavra surgir em épocas e locais diferentes, com significados diferentes. O que é certo é que, segundo as fontes consultadas, o termo “Rá-Tim-Bum” não é visto em nenhuma outra cultura, fora a brasileira. Eu pessoalmente, antes mesmo de pesquisar, sempre achei que este termo fosse mesmo uma referência ao clássico som da fanfarra. Uma fonte confirmou isso e a outra trouxe uma outra origem. Nenhuma das duas faz qualquer referência ao verbo ”amaldiçoar”.

* Colaboração: S. F. (nome preservado), via email. Agradeço a colaboração!

Halloween: o controle e a alienação dos consumidores

Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010

Rizzato Nunes - Terra Magazine - 25/10/2010

halloween

Volto a tratar deste assunto pela importância que ele tem não por sua existência no Brasil, mas porque demonstra os modos de controle que o mercado exerce sobre os consumidores em geral e a dificuldade que existe para a tomada de consciência da possibilidade de libertação das amarras tão bem engendradas pelo capitalismo contemporâneo. Pois bem. Vem aí mais um dia das bruxas. Ao que parece, já é parte do calendário comercial e, o pior de tudo, é que muitas escolas aderiram!

Halloween no Brasil? São as “bruxas e bruxos” do marketing, que sempre inventam alguma coisa para faturar e, no caso, uma gorda receita, vendendo bugigangas, doces e mais porcarias para nossas crianças.

É verdade que, algumas escolas, não conseguindo fugir do evento que o mercado impôs, estão começando a fazer atividades didáticas e lúdicas, sem o emporcalhamento de doces e guloseimas oferecidos em grandes quantidades e sem nenhuma função de educação ou saúde. Mas, é pouco, pois, infelizmente, tudo indica que o tal dia das bruxas, famoso nos Estados Unidos, se instalou entre nós, alegre (ou macabro) e impunemente.

Tive oportunidade de mostrar que Ignácio Ramonet, no livro Guerras do Século XXI (Petrópolis:Vozes,2003), diz que o novo sistema de controle dos grandes países poderosos não é mais o de territórios, mas o de mercados. Aliás, são as grandes corporações que controlam as forças internas desses países desenvolvidos pela via do mercado, de modo elas e esses países visam por esse meio (o do mercado) o controle dos mercados (e das sociedades) do mundo inteiro.

Essa forma de domínio, no final do século XX e início do XXI passou a se imiscuir em praticamente todas as atividades humanas. Certos campos, que sempre estiveram mais ou menos imunes em relação a seus métodos, acabaram sendo incorporados e agora fazem parte não só do próprio mercado como passaram a funcionar utilizando o mesmo instrumental. Veja-se, por exemplo, uma área tradicionalmente imune como a do esporte.

Atualmente, nessa área tanto na profissional como na chamada “amadora” utiliza-se o mesmo modo de produção em massa e homogeneizado, com as mesmas táticas de marketing e publicidade, os mesmo processos financeiros etc. Os jogadores de futebol, atualmente, são produzidos em série nas escolas de futebol; esses jogadores tem preço cotado no mercado futebolístico com lances típicos de mercado financeiro desde a mais tenra idade etc.

O esporte amador foi incorporado pelas grandes empresas. Nas camisas dos jogadores de vôlei é possível ver estampada a marca de produtos. É o jogo do Banco BB contra a Fabrica de produtos alimentícios N. Nas arquibancadas, o público previamente preparado com camisetas coloridas da cor do banco e da indústria pula e torce. Serão eles torcedores, consumidores ou operários?.

Por que digo tudo isso? Para que possamos entender ao menos um pouco, nesse pequeno espaço, a questão do Halloween no Brasil.

O que, afinal de contas, as crianças brasileiras têm a ver com essa festa pagã? Nada. Trata-se de uma importação sem qualquer fundamento ou justificativa local. É apenas algo que o mercado deseja. Para se ter uma idéia do que está em jogo, nos Estados Unidos, a festa do terror, das bruxas e dos fantasmas já se tornou o segundo maior momento de faturamento do mercado, perdendo apenas para o Natal.

Lembro que há três anos, no fim de outubro, estava na casa de amigos, quando bateram à porta crianças fantasiadas de bruxas, caveiras, duendes e o que o valha. A porta foi aberta e eles disseram: “travessuras ou gostosuras”. E lá foi meu amigo entregar saquinhos que tinha previamente preparado com doces, balas e chocolates. E depois daquelas crianças vieram muitas outras. Uma grande bobagem.

Se ainda existisse algum significado simbólico ou ritualístico na festa, vá lá. Mas, nem as crianças-vítimas ou seus pais sabem do que se trata. É apenas um momento de gasto inútil de dinheiro em fantasias, doces e gorduras, contribuindo para cáries e a obesidade infantil. Afora o fato de que, as crianças saem sozinhas batendo na casa de desconhecidos e podem ingerir doces de origem duvidosa. (Torço para que nenhuma criança entenda o significado do que fala e, quando não ganhar doces não resolva cumprir a promessa de fazer, de fato, travessuras na casa de desconhecidos, pois o resultado pode ser catastrófico).

Cada vez mais a cultura (e a sociedade brasileira) vai cedendo espaço àquilo que não nos pertence. Aos poucos e continuamente, vamos preenchendo nossos espaços com tradições de outros povos e que, nesse caso, sequer é algo relevante, pois se trata de uma evidente imposição do mercado que, como já disse, só pensa em faturar, nem que para isso deva inventar arranjos obscuros como esses. É o domínio dos grandes conglomerados e poderosos países capitalistas, como mostrou Ignácio Ramonet. Como é que isso acontece?

O processo é lento, mas constante. Aqueles que atuam no mercado são espertos o suficiente para entender um pouco a alma do consumidor e acabam descobrindo a necessidade de preencher os espaços existentes no lar, no convívio doméstico, na relação entre pais e filhos. Daí, na presente hipótese, oferecem, com essa estranha “comemoração” de horror, mais uma boa desculpa de ocupação desse tempo, que fica, como quase sempre intermediado pelo dinheiro gasto.

É. Parece inexorável. Nós consumidores brasileiros, catequizados, como macacos imitadores, não conseguimos sair dessa condição. É o consumismo enlatado e alienante, esteja ou não de acordo com nossas tradições e nossas leis.

* Fonte:
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4752319-EI11353,00.html

* Nota: Rizzatto Nunes é mestre e doutor em Filosofia do Direito e livre-docente em Direito do Consumidor pela PUC/SP. É desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Autor de diversos livros, lançou recentemente “Superdicas para comprar bem e defender seus direitos de consumidor” (Editora Saraiva) e o romance “O abismo” (Editora da Praça).

Google exibe símbolo Pé-de-Galinha em imagem sobre o Natal e o Ano Novo

Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

Por Gustavo Guerrear, do Tabernaculonet - 25/12/2009

Entre as imagens do Google sobre o Natal e o Ano Novo, uma exibe o símbolo Pé-de-Galinha:

Google

Símbolo Pé-de-Galinha / Cruz de Nero:

Google

* Informações:
Símbolos Diversos: “Pé-de-Galinha” ou “Cruz de Nero”

* Colaboração: R. C. (nome preservado), via email.

Carnavalesco fala sobre ligação com orixás, usa roupa a pedido de Iansã e desfila descalço a pedido de Exu

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

G1 / Globo.com - 24/02/2009

Atendendo um pedido dos orixás, o carnavalesco da Viradouro, Milton Cunha, decidiu desfilar descalço na frente da escola. Segundo ele, os orixás vão acompanhar todo o desfile da escola.

“Estou descalço porque Exu mandou. Fui rezar na encruzilhada antes de entrar na avenida e Exu disse que não vai deixar nada de mau vai passar pela escola”, disse Milton, autor do enredo “Vira Bahia, pura energia”.

Vídeo de reportagem completa com entrevista  no link abaixo:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM971656-7823(…).html

* Fonte / foto:
http://colunas.g1.com.br/aovivo/2009/02/24/a-pedido-dos-orixas/

Integrantes pedem permissão de orixás para não incorporar na Avenida

Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Jornal O Dia - 21/02/2009

RIO - Que religião e Carnaval sempre andam juntos — nem sempre de mãos dadas —, todo mundo sabe. Todos os anos, santos, anjos e orixás marcam presença na Passarela. Agora não será diferente: quatro das 12 escolas do Grupo Especial vão apresentar enredos que abordam temas ligados ao candomblé e à umbanda: Império Serrano, Beija-Flor, Salgueiro e Viradouro. Com tanta entidade invocada pelos foliões, é preciso cuidado para não incorporar em plena Sapucaí. Pedir licença aos orixás é a palavra de ordem.

Em 1976, com o enredo ‘Lenda das sereias, rainha do mar’, reeditado este ano pelo Império, várias baianas, filhas de Iemanjá, receberam santo e dançaram no ritmo lento da entidade. “Muitas delas incorporaram. Até hoje, quando a música começa, a gente sente a força que vem do alto, sente a realeza subindo. Em 1976, isso só trouxe riqueza para nosso desfile”, lembra Vicente Mattos, 69 anos, único compositor vivo do samba-enredo.

Última escola a desfilar amanhã, a Viradouro, que vai falar da Bahia, já sentiu a força dos orixás. Em seu único desfile técnico na Marquês de Sapucaí, dia 25 de janeiro, um homem que assistia ao ensaio da arquibancada recebeu um santo. Carnavalesco da escola de Niterói, Milton Cunha garante que não foi o único: “Soube de umas 15 pessoas que estavam com o canal aberto e receberam. Houve um arrepio coletivo”.

Milton conta que a concepção do desfile da Viradouro é mística, intuitiva, com canal direto para a África. “Eu tinha desenhado o sexto carro (Nanã) com uma única cabeça virada para trás, com quatro braços. Tive uma visão em que apareciam duas cabeças, uma nova e uma velha. Depois, fui a um terreiro e vi uma escultura igual ao meu sonho. Meu sonho foi confirmado e o carro, modificado”, explicou o carnavalesco.

Na Beija-Flor, que conta a história do banho, todo o último setor falará do banho de axé e terá 18 alas em homenagem a orixás. Segundo o diretor de Carnaval e Harmonia da escola, Laíla, todos os integrantes das alas foram avisados de que é obrigatório pedir licença: “Senão, não participa. Doutrinamos para que as pessoas não peguem santo na Avenida. Pedimos a elas que vão aos terreiros obter permissão para desfilar”. Para o líder da comissão de Carnaval da bicampeã, não pode haver risco de pegar santo e atrapalhar o desfile.

Na escola há 19 anos, o bailarino Cássio Ramos, 32, será o último componente da Beija-Flor a pisar na Passarela. Umbandista, Cássio teve que pedir à sua mãe-de-santo, tia Nadir Amanço, 92 anos, autorização para se caracterizar como Oxaguiã, o Oxalá novo: “Primeiro ela perguntou ao santo se eu poderia desfilar. Depois, jogou para saber o que eu deveria fazer. Faço isso porque posso entrar na Avenida sem medo para o desfile”, contou Cássio, sem revelar o trabalho que teve de fazer: “É uma coisa muito particular”. Em 2007, o bailarino também teve que se proteger, pois desfilou na comissão de frente representando Exu. “Muitas pessoas dizem que eu venho incorporado, mas, na verdade, a entidade vem ao meu lado. Eu sou um instrumento”.

TAMBOR CHAMA OS SANTOS NA AVENIDA

Sempre inovando, o mestre de bateria da Unidos do Viradouro, Ciça, vai levar para a Avenida, pela primeira vez, 20 ogãs tocando atabaques junto com os ritmistas. Eles são os responsáveis pelos toques rituais nos terreiros de umbanda e candomblé. O instrumento é a ponte sonora para chamar os orixás, o que pode fazer com que algumas pessoas incorporem. “Os atabaques podem chamar os santos e fazer com que as pessoas entrem em transe”, explica o carnavalesco Milton Cunha.

Tema do Salgueiro, o tambor vai marcar presença em toda a escola. Os integrantes da bateria comandada por Mestre Marcão estarão vestidos de ogãs. Antes de todo desfile, Marcão também pede licença para que tudo corra bem. “Aos meus santos e a todos os santos. Os dois recuos da bateria têm muita energia. São duas encruzilhadas abertas”, explica o mestre, que tem tatuada nas costas uma imagem do malandro Zé Pilintra.

* Fonte:
http://odia.terra.com.br/carnaval/htm/(…).asp

* Comentário: Se alguém dizia que carnaval não tem a ver com religião (algo óbvio), depois dessa não tem como negar!

* Exemplo: Vejam abaixo a letra do samba da escola de samba Viradouro neste ano. É muito demônio numa música só! Fora as referências como “buscar na mata [orixás das matas]”, “recebo do chão [terreiro] a energia”, “bate bem forte o tambor [atabaque]”…

Vira, Bahia, pura energia

Quando Orum se encontra com Ayê
Oh! Mãe-Pátria! Salve a sabedoria
Eu quero caminhar com a Natureza
Me ensina a desvendar toda essa riqueza
Recebo do seu chão a energia
E bate bem forte o tambor
Nas ruas de São Salvador
Conduz os meus passos, Senhor do Bonfim
Olorum mandou cuidar do seu jardim
E disse mais, vai buscar na mata
No biocumbustível a nossa proteção
Filha do sertão no Tabuleiro
Dendê, meu dengo, óleo de cheiro

Um dia Oxalá iluminou
Tocou no coração da nossa gente
O acordo do bem se faz oração
O mar não pode invadir o meu sertão

Sopra um vento nos canaviais
Brota a doce esperança de paz
Na força do trabalho dessa gente
Do bagaço nasce um tesouro
O lixo se veste de luxo, reluz em ouro
A água deixa o céu e se abraça com o chão
Renova a energia sob as bençãos de um trovão
Vermelho e branco, que paixão

A Viradouro pede axé
Caô, Xangô, Iansã, Yalodé
Vira-Bahia, pura energia
Explode num canto de fé

Carnaval? Tô fora!

“Abstende-vos de toda aparência do mal.” (I Tessalonicenses 5:22)

MV-Brasil protesta contra Halloween no Rio

Domingo, 28 de Outubro de 2007

MV-Brasil

O MV-Brasil, movimento de valorização da cultura, realiza nas ruas do Rio de Janeiro um protesto contra o Halloween (Dia das Bruxas), festa pagã com origem nos Estados Unidos, comemorada no dia 31 de outubro.

O protesto, que é realizado pelo movimento desde 2003, conta com 400 cartazes espalhados por 80 bairros do Rio, Niterói e São Gonçalo desde o dia 19.

Os cartazes estampam em letras garrafais o dizer “Halloween é satanismo, Brasil País cristão!”.

FONTE:
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2028093-EI306,00.html