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Alunos de escola do Peru sofrem constantemente de Histeria Coletiva

Sexta-feira, 20 de Maio de 2016

Por Rede TV / Daily Mail

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Cerca de 80 alunos do colégio Perea Flores, em Tarapoto, no Peru, já foram internados após sofrerem convulsões ao longo das últimas semanas. O caso que está acontecendo aleatoriamente desde 29 de abril tem sido descrito pela população como uma série de “possessões demoníacas”. As informações são do Daily Mail.

Em um vídeo registrado por um estudante que testemunhou uma das cenas, é possível ver alguns adolescentes gritando e se contorcendo enquanto colegas tentam ajudá-los.

À emissora Panamericana TV, o médico Antony Choy comentou o caso. “Não entendemos como isso aconteceu. Sabemos que começou em abril e continua até hoje. Agora temos aproximadamente 80 crianças que passaram por isso”, disse.

Uma das alunas afetadas relatou a experiência. “É muito perturbador relembrar isso. Eu via um homem alto, vestido todo de preto e com uma barba grande, e parecia que ele tentava me estrangular. Meus amigos disseram que eu estava gritando desesperadamente, mas eu não me lembro disso”, descreveu. Outras vítimas também alegaram ter visto a imagem do mesmo homem. Moradores disseram que eram comuns os “jogos” de invocação de espíritos durante os intervalos.

Para o parapsicólogo Franklin Steiner, o caso está ligado com o passado do local onde a escola foi construída. “Anos atrás houve um monte de vítimas de terrorismo mortas nesse lugar. Quando o colégio foi construído, alguns ossos e cadáveres foram encontrados”, afirmou.

Segundo o tabloide britânico, ainda não se sabe ao certo o que está causando essas convulsões.

* Fonte:
http://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/da-para-acreditar/alunos-tem-convulsoes-demoniacas-em-escola-no-peru

* Fonte original (em inglês):
http://www.dailymail.co.uk/news/article-3596516/Eighty-children-treated-hospital-outbreak-demonic-possession-Peruvian-school-pupils-say-visions-man-black-trying-kill-them.html

* Fonte citada no texto - Panamericana TV - com vídeos das reportagens (em espanhol):
http://panamericana.pe/alsextodia/nacionales/206157-tarapoto-extrano-fenomeno-aterrorizado-toda-poblacion

* Outra fonte (em espanhol):
http://elcomercio.pe/peru/san-martin/continuan-desmayos-masivos-colegio-tarapoto-noticia-1898799

* Comentário: Neste tipo de caso tudo indica ser mesmo um problema psicológico chamado Histeria Coletiva (clique aqui para ver outros casos e explicações). Porém como há relatos de que nesta escola é comum alunos praticarem “rituais de invocação de espíritos” (como a “brincadeira do copo” ou a tábua de Ouija - que de brincadeiras não tem nada, principalmente para crianças que não tem noção de com o que estão lidando), somado ao fato da escola ter sido construída em cima de um cemitério onde supostamente foram enterrados membros da máfia, terroristas ou algo do tipo, pode ser que no meio do problema psicológico existam alguns casos de problema espiritual (atuação demoníaca). De longe, só lendo informações passadas indiretamente, não é possível chegar a uma conclusão. O ideal seria a escola ensinar às crianças que não devem fazer esse tipo de brincadeira, pois mesmo que não afetem o lado espiritual, certamente psicologicamente estarão muito mais propícias a ter supostas “visões” de “seres”, “espíritos” e outras reações do tipo. Crianças são facilmente sugestionáveis e impressionáveis. Por isso estes casos de Histeria Coletiva ocorrem geralmente com elas.

Escola na Malásia fecha portas por histeria coletiva após aparição misteriosa

Quarta-feira, 20 de Abril de 2016

Por BBC News

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Uma escola no norte da Malásia foi temporariamente fechada depois do que a imprensa local chamou de um caso de “histeria coletiva”.

O problema começou na semana passada, quando vários estudantes e professores de uma escola na cidade de Kota Bharu alegaram ter visto espíritos ou ter vivenciado experiências sobrenaturais.

A escola, chamada SKM Pengkalan Chepa 2, fica no Estado de Kelantan, uma região muito tradicional e de religiosidade marcante.

Autoridades do setor educacional decidiram fechar a escola e chamar especialistas em tradição islâmica, acadêmicos e até feiticeiros para fazer sessões de orações e “exorcismos”.

No domingo, a escola foi reaberta e as autoridades disseram que a situação voltou ao normal. No entanto, nem todas as perguntas relativas ao episódio foram respondidas e o caso ainda desperta muito interesse no país.

‘Silhueta escura’

Na semana passada, um pequeno grupo de estudantes começou a alegar que tinha visto uma “silhueta escura” nos corredores da escola. Depois disso, mais estudantes e até professores disseram ter visto a mesma figura ou sentido uma presença sobrenatural na escola.

Uma professora disse ao canal local Astro Awani que sentiu uma presença “pesada” se agarrando a ela. Outra afirmou que uma “silhueta escura” estava tentando entrar no corpo dela.

Um estudante disse ao jornal local Sinar Harian que sentiu dormência nas mãos enquanto sua mente estava “dispersa”.

Uma funcionária da escola confirmou à BBC que cerca de cem pessoas, a maioria estudantes, foram afetadas.

“Nossos estudantes foram possuídos e perturbados (por estes espíritos). Não sabemos exatamente por que aconteceu. Não sabemos o que nos afetou”, disse a funcionária, sem se identificar.

“Nossos estudantes foram possuídos e perturbados (por estes espíritos). Não sabemos exatamente por que aconteceu. Não sabemos o que nos afetou”, disse a funcionária, sem se identificar.

“Mas o lugar é meio velho e crianças às vezes são desobedientes, às vezes elas jogam o lixo dentro da escola. Talvez elas tenham acertado alguns ‘djinns’ (fantasmas) e ofendido os espíritos”.

A escola fechou na quinta-feira e convidou religiosos islâmicos a recitar o Corão e fazer orações dentro de suas instalações. Autoridades locais também estão enviando consultores para a escola nesta semana.

Já o Departamento Estadual de Educação de Kelantan não respondeu aos pedidos de entrevista da BBC.

O que é histeria coletiva?

Com base nas informações da imprensa, Robert Bartholomew, sociólogo que pesquisou histeria coletiva na Malásia, disse à BBC que este é um caso típico: histeria coletiva (ou ilusão coletiva) é definida por crenças falsas ou exageradas se espalhando rapidamente dentro de uma população.

Tais episódios geralmente ocorrem dentro de pequenos grupos de pessoas, todas muito próximas, em ambientes fechados.

Vários casos famosos de histeria coletiva já foram registrados no mundo todo, inclusive um suposto “surto de dança” séculos atrás, quando pessoas começavam a dançar incontrolavelmente durante horas.

Em 2012, a cidade de LeRoy, em Nova York, EUA, foi parar no noticiário depois que estudantes começaram a apresentar estranhos tiques ou momentos de fala ininterrupta, sem nenhuma causa aparente.

Depois, o Departamento Estadual de Saúde de Nova York descobriu que os estudantes afetados, em sua maioria meninas, estavam sofrendo de uma espécie de “distúrbio de conversação”, uma forma de histeria coletiva.

No sudeste da Ásia, durante a década de 1970, foram registrados vários casos de histeria coletiva em fábricas de Cingapura e na Malásia.

Bartholomew afirmou que o fenômeno é comum em áreas rurais malaias.

Em 1987, houve um caso envolvendo 36 meninas muçulmanas em um abrigo do país. O sociólogo afirmou que esse caso durou cinco anos.

“Os incidentes envolviam gritar, correr e (episódios) de confusão mental, choro, movimentos estranhos, transes e possessão por espíritos. As meninas, com idades entre 13 e 17 anos, reclamavam que havia muita religião e estudos e pouca recreação”, afirmou.

“Malaios são suscetíveis por causa de suas crenças em uma variedade de espíritos”, acrescentou Bartholomew, afirmando ainda que geralmente esses incidentes ocorrem mais em colégios internos femininos, que são os mais severos.

Causas?

Medos ou crenças já existentes com frequência influenciam o que as pessoas apontam como causas para a histeria coletiva. No episódio de quatro anos atrás em LeRoy, Nova York, as suspeitas recaíram sobre uma vacina contra o HPV e um vazamento em uma indústria química da região.

Em Kota Bahru, autoridades estão responsabilizando eventos sobrenaturais.

Mas, em alguns casos, trata-se de uma única pessoa desencadeando um episódio coletivo, que então é exacerbado ou prolongado por fatores diversos.

No caso de LeRoy, alguns médicos argumentaram que a histeria coletiva teria começado com um estudante diagnosticado com síndrome de Tourette, distúrbio que se manifesta em tiques múltiplos.

Bartholomew disse, por sua vez, que sua pesquisa aponta para causas mais profundas nos incidentes com meninas de colégios internos na Malásia.

“Elas não gostam de frequentar essas escolas, superlotadas e sem privacidade. A frustração e raiva se acumulam durante semanas ou meses. Em um certo momento uma estudante fica ‘possuída’ e isso se torna um catalisador para o drama”, afirmou.

Para as autoridades, a solução foi buscar feiticeiros.

“O uso de muitos curandeiros nativos pode ser uma faca de dois gumes, especialmente se eles fracassam. Pois eles legitimam o aspecto sobrenatural do incidente. Como resultado, o incidente provavelmente vai se prolongar”, opina Bartholomew.

A repercussão desses casos em redes sociais também ajuda a exacerbá-los.

O acadêmico Wan Zumusni Wan Mustapha, que morou e lecionou em Kelantan por 13 anos, crê que o incidente foi exagerado.

“(A aparição da figura misteriosa) pode ter sido causada pelo calor, estresse ou névoa”, afirmou.

* FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160420_malasia_histeria_escola_fn

Livro infanto-juvenil com conteúdo controverso causa revolta entre mães nas redes sociais

Sábado, 19 de Julho de 2014

Jornal de Brasília - 08/07/2014

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A literatura nos leva a lugares inusitados, tem a liberdade de brincar com mensagens subliminares não captadas no primeiro olhar. No mundo da ficção, principalmente a infantil, esse “tempero” pode gerar polêmica e chamar a atenção de pais, professores e adultos. No clássico Cinderela, da Disney, por exemplo, a encantadora princesa é referência para meninas até hoje. No entanto, o encanto pode ser quebrado quando se descobre que Cinderela tem um gato chamado Lúcifer. Na história, a personagem defende o bichano em diálogo com seu cãozinho: “Lúcifer tem seu lado bom… Ora, ele não pode ser tão mau assim”.

Não podemos esquecer Satanás, nome escolhido por Dona Clotilde para batizar seu cão de estimação, que apavorava Chaves e cia. no clássico exibido pelo SBT, entre outros.

A polêmica em torno de conteúdos que mencionam conteúdos considerados inadequados em obras infantis tomou conta das páginas do Facebook recentemente. O motivo é o livro infanto-juvenil  A Máquina de Brincar (editora Bertrand), do escritor gaúcho Paulo Bentancur.

Poemas

A obra menciona a figura do diabo como “um bom parceiro”, com mensagens como “Sossega! Vão falar mal aqueles que não estão contigo. Que não foram convidados pelo diabo, meu grande amigo”. Os 25 poemas têm ainda desenhos de diabinhos, com cara de sapeca.

A Máquina de Brincar, no entanto, não aborda somente o “coisa ruim”. Dividido em duas partes, o livro fala também de Deus. Para Ler no Claro, com páginas brancas e poemas mais leves; e Para Ler no Escuro, em páginas pretas, mais pesado.

Mães acusam, mas autor nega apologia

A segunda parte do livro é justamente a que assustou algumas mães no Facebook. Janilda Prata, de Vitória, compartilhou uma mensagem em repúdio ao livro, que – segundo ela – teria causado espanto em sua filha de nove anos. Até o fechamento desta edição, o post condenando a obra chegava a seis mil compartilhamentos.

Para a advogada Tássia Goulart, que tem um filho de cinco anos, é inadmissível que crianças dessa idade tenham acesso a obras com conteúdo como esse. “Devemos ter muito cuidado com o que nossos filhos leem. A criança absorve as coisas. E ainda corre o risco de se traumatizar”, coloca.

Em entrevista ao JBr.,  o escritor Paulo Bentancur defende sua narrativa e seus personagens. “Quis fazer um livro diferente. As crianças de hoje são inteligentes, gostam de suspense, de figuras lendárias. E qual o problema de brincar com Deus e o diabo? Não faço apologia ao demônio, apenas brinco com o lado bom e o lado mau das coisas”, pontua.

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Apenas brincadeira

Paulo Betancur questiona o lugar da literatura, que deveria dar espaço para falar do “surreal”. Para o autor, a religião tem podado a liberdade dos artistas e escritores, que muitas vezes fazem  apenas uma “brincadeira”.  “Os pequenos sabem que existe esse mito em torno de Deus e do diabo. O que fiz foi jogar uma piada, de forma leve”, frisa. 

Pontos de vista

Doutora especializada em psicologia infantil, Raquel Manzini defende a liberdade dos escritores de mostrarem o lado “ruim” e o lado “ bom” das coisas, mesmo em obras feitas para crianças. Para ela, o ponto crucial está na forma em que os responsáveis orientam a criança em determinada leitura. “Não tem que jogar o livro na fogueira porque ele menciona o diabo, ou outras coisas. Minha orientação é que os pais avaliem o que o filho vai ler. E caso a criança leia, que eles mostrem o lado positivo, questionem o que acham de pesado. Abrem diálogo com a criança e o que poderia ser pesado, pode virar uma obra de orientação. De questionamento da própria criança para com o mundo”, analisa.

Da redação do Jornal de Brasília.

* Fonte:
http://www.jornaldebrasilia.com.br/entretenimento/cultura/559123/livro-infanto-juvenil-com-conteudo-controverso-causa-revolta-entre-maes-nas-redes-sociais/ 

Após proibir palmadas, Suécia “sofre” com geração de crianças mimadas

Domingo, 3 de Novembro de 2013

Portal Terra / AFP - 29/10/2013

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[Foto: AFP]

A Suécia, primeira nação do mundo a proibir as palmadas na educação das crianças, se pergunta agora se não foi longe demais e criou uma geração de pequenos tiranos.

“De uma certa forma, as crianças na Suécia são extremamente mal educadas”, afirma à AFP David Eberhard, psiquiatra e pai de seis filhos. “Eles gritam quando adultos conversam à mesa, interrompem as conversas sem parar e exigem o mesmo tratamento que os adultos”, ressalta.

O livro “Como as crianças chegaram ao poder”, escrito por Eberhard, explica porque a proibição das punições físicas - incorporada de forma pioneira ao código penal da Suécia em 1979 - levou, pouco a pouco, a uma interdição de qualquer forma de correção das crianças.

“É óbvio que é preciso escutar as crianças, mas na Suécia isso já foi longe demais. São elas que decidem tudo nas famílias: quando ir para a cama, o que comer, para onde ir nas férias, até qual canal de televisão assistir”, avalia ele, considerando que as crianças suecas são mal preparadas para a vida adulta.

“Nós vemos muitos jovens que estão decepcionados com a vida: suas expectativas são muito altas e a vida se mostra mais difícil do que o esperado por eles. Isso se manifesta em distúrbios de ansiedade e gestos de autodestruição, que aumentaram de maneira espetacular na Suécia”, diz o psiquiatra.

Suas teses são contestadas por outros especialistas, como o terapeuta familiar Martin Forster, que sustenta que, numa escala mundial, as crianças suecas estão entre as mais felizes. “A Suécia se inspirou sobretudo na ideia de que as crianças deveriam ser ouvidas e colocadas no centro das preocupações”, afirma Forster. Segundo ele, “o fato de as crianças decidirem muitas coisas é uma questão de valores. Pontos de vista diferentes sobre a educação e a infância geram culturas diferentes”.

O debate sobre o mau comportamento das crianças surge regularmente nas discussões sobre a escola, onde os problemas de socialização ficam mais evidente.

No início de outubro, o jornalista Ola Olofsson relatou seu espanto após ter ido à sala de aula de sua filha. “Dois garotos se xingavam, e eu não fazia ideia de que com apenas 7 anos de idade era possível conhecer aquelas palavras. Quando eu tentei intervir, eles me insultaram e me disseram para eu ir cuidar da minha vida”, conta à AFP.

Quase 800 internautas comentaram a crônica de Olofsson. Entre os leitores, um professor de escola primária relatou sua rotina ao passar tarefas a alunos de 4 e 5 anos: “Você acha que eu quero fazer isso?”, disse um dos alunos. “Outro dia uma criança de quatro anos cuspiu na minha cara quando eu pedi para que ela parasse de subir nas prateleiras”.

Após um estudo de 2010 sobre o bem estar das crianças, o governo sueco ofereceu aos pais em dificuldade um curso de educação chamado “Todas as crianças no centro”. Sua filosofia: “laços sólidos entre pais e filhos são a base de uma educação harmoniosa de indivíduos confiantes e independentes na idade adulta”.

Um de seus principais ensinamentos é que a punição não garante um bom comportamento a longo prazo, e que estabelecer limites que não devem ser ultrapassados, sob pena de punição, nem sempre é uma panaceia.

“Os pais são instruídos a adotar o ponto de vista da criança. Se nós queremos que ela coopere, a melhor forma de se obter isso é ter uma relação estreita”, afirma a psicóloga Kajsa Lönn-Rhodin, uma das criadoras do curso governamental. “Eu acredito que é muito mais grave quando as crianças são maltratadas (…), quando elas recebem uma educação brutal”, avalia.

Marie Märestad e o marido, pais de duas meninas, fizeram o curso em 2012, num momento em que eles não conseguiam mais controlar as crianças à mesa. “Nós descobrimos que provocávamos nelas muitas incertezas, que elas brigavam muito (…) Nós tínhamos muitas brigas pela manhã, na hora de colocar a roupa para sair”, relembra essa mãe de 39 anos. “Nossa filha caçula fazia um escândalo e nada dava certo (…) Nós passamos por momentos muito difíceis, até decidirmos que seria bom se ouvíssemos especialistas, conselheiros”, conta Märestad, que é personal trainer em Estocolmo.

O curso a ajudou a “não lutar em todas as frentes de batalha” e a dialogar melhor. Mas para ela, as crianças dominam a maior parte dos lares suecos. “Nós observamos muito isso nas famílias de nossos amigos, onde são as crianças que comandam”.

Segundo Hugo Lagercrantz, professor de pediatria na universidade Karolinska, de Estocolmo, a forte adesão dos suecos aos valores de democracia e igualdade levou muitos a almejarem uma relação de igual para igual com seus filhos. “Os pais tentam ser muito democráticos (…) Eles deveriam se comportar como pais e tomar decisões, e não tentarem ser simpáticos o tempo todo”, diz Lagercrantz.

Ele vê, contudo, algumas vantagens nesse estilo de educação. “As crianças suecas são muito francas e sabem expressar seu ponto de vista”, afirma. “A Suécia não valoriza a hierarquia e, de uma certa forma, isso é bom. Sem dúvida, esta é uma das razões pelas quais o país está relativamente bem do ponto de vista econômico”.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/apos-proibir-palmadas-suecia-sofre-com-geracao-de-criancas-mimadas,477a68fadb402410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Aluna é expulsa da escola por recusar monitoramento por chip eletrônico

Sexta-feira, 2 de Agosto de 2013

GospelPrime.com.br - 29/07/2013

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Aos 15 anos de idade, a evangélica Andrea Hernandez, está no centro de um debate nos Estados Unidos sobre segurança e liberdade de expressão. Ela foi expulsa no final de 2012 da escola de ensino médio John Jay, em San Antonio, Texas, porque não aceitou receber o que chama de “marca da besta”.

Trata-se de um microchip de rastreamento que faz parte dos novos crachás de identificação dos alunos. Ele serve para indicar a localização dos alunos durante o tempo que eles permanecem na escola. Através de dispositivos de leitura ‘escondidos’ em lugares como portas, paredes, telas e pisos da escola, as informações contidas nos chips RFID são lidas. Andrea acredita que isso é uma ofensa a sua fé cristã, pois seria uma forma de monitoramento previsto no Livro de Apocalipse.

Sua postura gerou um grande debate depois que recebeu atenção da mídia. De um lado a escola assegura que é uma medida de segurança para os alunos. Por outro, muitos evangélicos da cidade apoiaram a adolescente, exigindo que lhe seja garantido o direito de expressão e o de culto.

Uma batalha judicial está sendo travada no tribunal do Texas e a primeira vitória de Andrea já ocorreu. De maneira preventiva, a escola decidiu interromper o “programa de monitoramento de estudantes” até a decisão legal definitiva. O projeto de San Antonio era um piloto que deveria ser expandido para todas as escolas do Texas num futuro próximo.

De acordo com funcionários da escola, a repercussão do caso de Andrea motivou outros alunos a não quererem ser monitorados pela escola. O Instituto Rutherford está defendendo a família Hernandez, que exige que a filha seja readmitida e possa concluir seus estudos.

Os primeiros 4.200 estudantes das escolas John Jay High School e Jones Middle School foram obrigados a usar o chamado “SmartID”, um crachá com chip RFID (Identificação por Radio- Frequência). Essa tecnologia faz com que o chip envie sinais para um receptor que indica a localização da pessoa dentro da escola, controlava a presença nas aulas e dava acesso à biblioteca.

Quando Andrea pediu que seu crachá não tivesse esse chip, a escola a alertou que haveria sérias consequências se ela se negasse. Por ser cristã, ela temia que esse seria o primeiro passo para a “marca da besta” e alegou seu direito à liberdade religiosa. Não foi ouvida e posteriormente expulsa.

Os advogados do Instituto Rutherford, especializado em defender questões de fé nos EUA, alegaram a violação de direitos segundo a Constituição norte-americana. Recentemente, o juiz distrital deu ganho de causa a Andrea. Mas o tribunal de apelações do Distrito de San Antonio, não aceitou o argumento religioso e deu ganho à escola.

Apoiado por membros de diversas igrejas da cidade, Andrea disse que continuará lutando pelo seu direito de não ser monitorada.

Os RFID estão disponíveis no mercado com opções subcutâneas. Já são usados em larga escala, por exemplo, para o rastreamento de animais de estimação. Recentemente, um programa parecido com esse tipo de chip RFID colocado sob a pele, foi testado pelo exército americano.

Porém, também sofreu críticas e foi interrompido. Há propostas nos EUA que chips desse tipo  fossem usados na área da saúde. Eles contendo o histórico de saúde dos pacientes e poderiam facilitar os atendimentos em hospitais e clínicas. Na Arábia Saudita eles já são usados para controle nos aeroportos.

Aqui no Brasil, o uso desses chips está previsto no Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos, criado em 2006 e que tem como objetivo fiscalizar o tráfego em tempo real. A colocação compulsória em automóveis deve iniciar em breve.

Esse chip carrega várias informações: identificação da placa, categoria, espécie e tipo do veículo. Com isso, a polícia poderá identificar se existem problemas com a documentação do carro ou multas pendentes, por exemplo. Poderá ainda ser um substituto dos cartões de pedágios. Com informações Charisma News e Closed Truth.

* Fonte:
http://noticias.gospelprime.com.br/aluna-crista-expulsa-marca-da-besta/

De sexo a palavrões: veja polêmicas envolvendo livros escolares

Terça-feira, 5 de Julho de 2011

Portal Terra - 05/07/2011

Livros com mapas incorretos, conta de matemática errada, palavrões, sexo e o uma polêmica envolvendo a “linguagem popular”. Nos últimos anos, pelo menos oito livros provocaram bate-boca entre professores, pais e administração pública por levarem às salas de aula conteúdos questionáveis.

A maior parte dos títulos acabou considerada inadequada e foi recolhida das escolas. Mas ainda há quem defenda a utilidade dos livros, argumentando que algumas doses de vida real não fazem mal à sala de aula.

Especialistas defendem ainda que o livro não é o único, e nem o principal, instrumento de ensino a ser usado pelos professores. Para o diretor de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno de Araújo Filho, o preparo dos professores é o item mais importante a ser avaliado. “A educação de qualidade não se baseia no livro, que é um instrumento auxiliar”.

Veja o infográfico no link abaixo:

http://www.terra.com.br/noticias/educacao/infograficos/livros-didaticos/

Na Bahia, Chico Bento de boca suja

Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Jornal O Globo - 31/07/2009

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BRASÍLIA - Uma revista distribuída a professores da rede pública pela Secretaria de Educação da Bahia contém uma tira em que o personagem Chico Bento, num diálogo adulterado, usa linguagem chula. Primeiro, um menino fala: “Meu pai tem 800 cabeças de gado”. E Chico Bento responde: “Fala para ele enfiar tudo no …”.

A história está na página 51 da revista “Viva!”, uma coletânea de experiências pedagógicas de escolas baianas que tem como objetivo servir de apoio aos professores da rede estadual. O secretário de Educação, Adeum Sauer, faz parte do conselho pedagógico da publicação.

Segundo Adeum, dez mil exemplares de “Viva!”, da tiragem de 60 mil, já tinham sido distribuídos quando o problema foi constatado. A secretaria decidiu então cobrir a frase chula com um carimbo e prosseguiu na entrega do restante.

Adeum afirma que o erro inicial foi cometido pela diagramadora da revista, uma funcionária terceirizada. A tira foi selecionada para ilustrar uma reportagem sobre o programa “Letramento Prazer: Chico Bento em ação”, desenvolvido pelo Colégio Estadual Professora Felicidade de Jesus Magalhães.

- A revista circulou só entre professores. Nenhum aluno recebeu. Os professores são inteligentes o suficiente para deduzir que foi um erro. Não teve consequência nenhuma - diz o secretário.

A tira, com o diálogo já adulterado, teria sido copiada de um site na internet. Em sua versão original, disponível no site da Maurício de Sousa Produções, a conversa tem um desfecho bem diferente: o garoto diz: “Meu pai tem 800 cabeças de gado. E o seu?”. Chico Bento responde, com seus característicos erros de português: “O meu pai só tem um boi, mais (sic) ele tá inteirinho”.

Procurado pelo GLOBO, Maurício de Sousa não foi localizado. Em seu Twitter, ele comentou nesta sexta-feira o episódio:

- É óbvio, mas vou explicar: eu nunca cometeria uma grosseria dessas, como os meus leitores bem sabem.

No Instituto Maurício de Sousa, presidido por sua filha, Mônica, a reação foi de surpresa e revolta.

Adeum afirma que os professores baianos gostaram da revista e que o caso da tira de Chico Bento só ganhou repercussão após ser denunciado pelo pré-candidato a governador Paulo Souto, que faz oposição ao governo de Jaques Wagner.

- É interesse político-eleitoreiro. A repercussão negativa que poderia ter era entre os professores, e eles só mandaram parabéns. É como se fosse um erro de grafia. Não tem nada a ver com o conteúdo.

A revista foi distribuída durante a jornada pedagógica promovida pelo governo em fevereiro. O objetivo é difundir práticas que ajudem a melhorar o aprendizado. Procurada pelo GLOBO, a Secretaria de Educação da Bahia enviou um exemplar da revista à redação do jornal.

* Fonte:
http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2009/07/31/na-bahia-chico-bento-de-boca-suja-757053867.asp

* Recebido via email. Enviado por C. M. (nome preservado). Agradecemos a colaboração.

Alunos da rede pública de SP terão livros de Harry Potter nas escolas

Quarta-feira, 11 de Março de 2009

G1 / Globo.com - 09/03/2009

A Secretaria da Educação de São Paulo irá disponibilizar, a partir do segundo semestre, livros de séries famosas para incentivar crianças e adolescentes a lerem. Com isso, os estudantes poderão ter acesso a exemplares da série Harry Potter e de “Crepúsculo”, por exemplo. O governo estadual promete comprar dois milhões de livros, com investimento estimado de R$ 19,3 milhões.

De acordo com a secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, os sucessos tem a função de “convocar” os alunos para a leitura. Além dos livros direcionados a esse fim, a secretaria diz que comprará obras para complementar o que foi ensinado em sala de aula e clássicos considerados indispensáveis da literatura mundial.

Os títulos foram selecionados por educadores da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (Cenp), órgão da secretaria. As 356 escolas que atendem apenas alunos de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental irão receber juntas cerca de 80 mil exemplares. As 205 de Ensino Médio ganharão 56 mil livros. As escolas que atendem alunos de 5ª a 8ª e do Ensino Médio terão cerca de 1,8 milhão de livros. O que sobrou irá para as 91 diretorias de ensino.

De acordo com a secretaria, alunos, professores e funcionários das escolas estaduais poderão emprestar as obras do novo acervo. Os 220 novos títulos estarão disponíveis nas salas de leitura das 4.200 escolas da rede pública. Além das séries famosas, o governo estadual irá comprar exemplares de obras como “Capitães de Areia”, “O Mundo de Sofia”, “O Pequeno Príncipe”, “Crônica de Uma Morte Anunciada” e “Ensaio sobre a Cegueira”.

* Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1035669-5605,00(…).html

* Comentários: Lamentável! Quando vários países baniram a série Harry Potter o Brasil o adota como se fosse algo maravilhoso. Querem ensinar bruxaria às nossas crianças e adolescentes! Essa é a realidade!

* Artigos sobre Harry Potter:
http://www.tabernaculonet.com.br/luz.php?facho=m0066

Professor é demitido por exibir filme dos Simpsons

Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

Autoridades escolares da cidade de New Haven, no Estado americano de Connecticut, demitiram um professor substituto que exibiu o filme dos Simpsons para estudantes com idade entre 9 e 10 anos. A justificativa é que o conteúdo da obra não é apropriado para crianças, informou o site de notícias The Boston Channel.

O professor Aquil Abdul-Salaam teria sido alertado para não exibir o filme, mas admitiu tê-lo feito entre os meses de setembro e outubro deste ano. A escola em que ele trabalhava ensina alunos do jardim de infância e da elementary school, o ensino fundamental nos EUA.

O filme foi considerado inapropriado para crianças abaixo de 13 anos por conter “profanação leve”, nudez e humor adulto, inclusive uma cena em que dois policiais se beijam e outra na qual Bart Simpson anda de skate nu pelas ruas da cidade.

FONTE:
http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI2004497-EI8266,00.html