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Rússia exige que usuários de redes sem fio públicas se identifiquem

Domingo, 10 de Agosto de 2014

Reuters - 08/08/2014

A Rússia ampliou o controle sobre a Internet nesta sexta-feira, ao exigir que as pessoas que utilizam redes públicas sem fio se identifiquem, uma política que gerou a ira de blogueiros e confusão entre operadoras de telecomunicação sobre a sua aplicação.

O decreto, assinado pelo primeiro-ministro Dmitry Medvedev em 31 de julho, mas publicado nesta sexta-feira, também exige que as companhias declarem quem está usando suas redes da web. A legislação pegou a indústria de surpresa e as companhias disseram que não estar claro como serão aplicadas as regras.

Uma série de novas leis regulando o uso da Internet, que já foi livre na Rússia, foi condenada pelos críticos do presidente Vladimir Putin, que consideram uma tentativa de reprimir os dissidentes, depois que os sites de dois de seus rivais foram bloqueados este ano.

Putin, que alarmou os líderes da indústria em abril ao dizer que a Internet é um “projeto da CIA”, disse que as leis são necessárias para lutar contra o “extremismo” e o “terrorismo”.

O ministro das Comunicações, Nikolai Nikiforov, disse que a exigência de identificação dos usuários da Internet é normal. “A identificação de usuários (via cartões de banco, números de celular e etc), com acesso a Wifi público é uma prática no mundo todo”, publicou no Twitter.

Um parlamentar pró-Kremlin disse que a medida é necessária para evitar propaganda contra a Rússia no estilo da Guerra Fria.

“É sobre a segurança. Uma guerra de informação está em andamento. O acesso anônimo à Internet em áreas públicas permite que atividades ilegais sejam realizadas impunimente”, disse o vice-presidente da comissão de tecnologia da informação do Parlamento, Vadim Dengin, citado pelo jornal estatal Izvestia.

(Por Anastasia Teterevleva, Alissa de Carbonnel e Maria Kiselyova)
© Thomson Reuters 2014 All rights reserved.

* Fonte:
http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRKBN0G900320140809 

NSA monitora até computadores sem internet através de dispositivo implantado secretamente

Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014

New York Times / Associated Press / Estadão.com.br - 15/01/2014

A Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) instalou um software em cerca de 100 mil computadores em todo o mundo - mas não nos Estados Unidos - que permite que a agência vigie essas máquinas, publicou o jornal New York Times.

Em sua matéria, o diário cita documentos da NSA, especialistas em computadores e autoridades norte-americanas para falar a respeito de tecnologia secreta que usa ondas de rádio para acessar os computadores que outros países tentam proteger de espiões ou ataques cibernéticos.

Segundo o jornal, a rede de softwares pode também criar um caminho digital para o lançamento de ataques cibernéticos. A tecnologia, usada pela agência durante muitos anos, apóia-se no uso de ondas de rádio que podem ser transmitidas de pequenas placas de circuito e pen drives inseridos secretamente nos computadores.

A NSA considera a medida uma ação de “defesa ativa” e tem usado a tecnologia para monitorar unidades do Exército chinês, as Forças Armadas russas, cartéis de drogas, instituições de comércio no interior da União Europeia (UE) e às vezes parceiros dos Estados Unidos contra o terrorismo como Arábia Saudita, Índia e Paquistão, afirma o jornal.

Dentre os alvos mais frequentes da NSA e do Comando Cibernético dos Estados Unidos está o Exército da China. O governo norte-americano tem acusado os chineses de lançarem ataques regulares contra alvos industriais e militares dos Estados Unidos, geralmente para roubar segredos e propriedade intelectual.

Mas quando os chineses instalaram softwares semelhantes em sistemas de empresas ou agências do governo norte-americano, autoridades dos Estados Unidos protestaram, lembra o New York Times.

A NSA afirma que a tecnologia não é usada em computadores no interior dos Estados Unidos.

“As atividades da NSA são concentradas e especificamente usadas contra - e apenas contra - alvos válidos de inteligência estrangeiros em resposta a pedidos da inteligência”, declarou Vanee Vines, porta-voz da agência, em comunicado ao jornal. “Não usamos a capacidade de inteligência externa para roubar segredos comerciais de empresas estrangeiras em nome de - ou fornecemos as informações - para empresas norte-americanas para aumentar sua competitividade internacional ou elevar seu faturamento”. Fonte: Associated Press.

* Fonte:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,nsa-instalou-software-espiao-em-100-mil-computadores,1118706,0.htm

* Título original: “NSA instalou software espião em 100 mil computadores”.

* Fonte original / mais informações técnicas (em inglês):
http://www.nytimes.com/2014/01/15/us/nsa-effort-pries-open-computers-not-connected-to-internet.html?_r=0

‘Se seu carro tem um GPS, sabemos o que você faz’, diz vice da Ford

Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2014

Portal Terra - 10/01/2014

Carros modernos produzem uma grande quantidade de informações a cada segundo e as grandes montadoras têm acesso a isso, de acordo com declarações do vice-presidente global da divisão de marketing e vendas da Ford, Jim Farley, durante palestra em uma feira de comércio na cidade americana de Las Vegas, nesta quarta.

“Nós sabemos todos que descumprem a lei, sabemos quando estão fazendo isso. Se há um GPS no seu carro, sabemos o que você faz”, declarou o representante da montadora, que fez uma ressalva: “mas, que seja dito, não repassamos essas informações para qualquer um”.

Segundo ele, esses dados poderiam ser utilizados no futuro para o benefício dos motoristas, permitindo que técnicos solucionassem problemas de trânsito, como evitar a formação de congestionamentos.

Pela análise do jornalista Jim Edwards, da revista Business Insider, que estava presente na palestra, as revelações de Farley foram “preocupantes e óbvias”. “Os carros com GPS permitem que a Ford saiba quando os motoristas estão correndo. Mas a questão é até que ponto os dados podem ser compartilhados. Agora que já sabemos de vigilância em nosso computadores, podemos vivenciar um ambiente semelhante nas estradas”, escreveu, lembrando os recentes vazamentos divulgados por Edward Snowden, ex-funcionário Agência de Segurança Nacional americana (NSA).

Em entrevista ao The New York Times, Khaliah Barnes, do Centro de Privacidade das Informações Eletrônicas admitiu: “esses carros são equipados com computadores que captam todo tipo de informação. Sem proteções, isso pode ser usado de forma abusiva”.

* Fonte:
http://economia.terra.com.br/carros-motos/se-seu-carro-tem-um-gps-sabemos-o-que-voce-faz-diz-vice-da-ford,06b2bb1c55a73410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

Aluna é expulsa da escola por recusar monitoramento por chip eletrônico

Sexta-feira, 2 de Agosto de 2013

GospelPrime.com.br - 29/07/2013

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Aos 15 anos de idade, a evangélica Andrea Hernandez, está no centro de um debate nos Estados Unidos sobre segurança e liberdade de expressão. Ela foi expulsa no final de 2012 da escola de ensino médio John Jay, em San Antonio, Texas, porque não aceitou receber o que chama de “marca da besta”.

Trata-se de um microchip de rastreamento que faz parte dos novos crachás de identificação dos alunos. Ele serve para indicar a localização dos alunos durante o tempo que eles permanecem na escola. Através de dispositivos de leitura ‘escondidos’ em lugares como portas, paredes, telas e pisos da escola, as informações contidas nos chips RFID são lidas. Andrea acredita que isso é uma ofensa a sua fé cristã, pois seria uma forma de monitoramento previsto no Livro de Apocalipse.

Sua postura gerou um grande debate depois que recebeu atenção da mídia. De um lado a escola assegura que é uma medida de segurança para os alunos. Por outro, muitos evangélicos da cidade apoiaram a adolescente, exigindo que lhe seja garantido o direito de expressão e o de culto.

Uma batalha judicial está sendo travada no tribunal do Texas e a primeira vitória de Andrea já ocorreu. De maneira preventiva, a escola decidiu interromper o “programa de monitoramento de estudantes” até a decisão legal definitiva. O projeto de San Antonio era um piloto que deveria ser expandido para todas as escolas do Texas num futuro próximo.

De acordo com funcionários da escola, a repercussão do caso de Andrea motivou outros alunos a não quererem ser monitorados pela escola. O Instituto Rutherford está defendendo a família Hernandez, que exige que a filha seja readmitida e possa concluir seus estudos.

Os primeiros 4.200 estudantes das escolas John Jay High School e Jones Middle School foram obrigados a usar o chamado “SmartID”, um crachá com chip RFID (Identificação por Radio- Frequência). Essa tecnologia faz com que o chip envie sinais para um receptor que indica a localização da pessoa dentro da escola, controlava a presença nas aulas e dava acesso à biblioteca.

Quando Andrea pediu que seu crachá não tivesse esse chip, a escola a alertou que haveria sérias consequências se ela se negasse. Por ser cristã, ela temia que esse seria o primeiro passo para a “marca da besta” e alegou seu direito à liberdade religiosa. Não foi ouvida e posteriormente expulsa.

Os advogados do Instituto Rutherford, especializado em defender questões de fé nos EUA, alegaram a violação de direitos segundo a Constituição norte-americana. Recentemente, o juiz distrital deu ganho de causa a Andrea. Mas o tribunal de apelações do Distrito de San Antonio, não aceitou o argumento religioso e deu ganho à escola.

Apoiado por membros de diversas igrejas da cidade, Andrea disse que continuará lutando pelo seu direito de não ser monitorada.

Os RFID estão disponíveis no mercado com opções subcutâneas. Já são usados em larga escala, por exemplo, para o rastreamento de animais de estimação. Recentemente, um programa parecido com esse tipo de chip RFID colocado sob a pele, foi testado pelo exército americano.

Porém, também sofreu críticas e foi interrompido. Há propostas nos EUA que chips desse tipo  fossem usados na área da saúde. Eles contendo o histórico de saúde dos pacientes e poderiam facilitar os atendimentos em hospitais e clínicas. Na Arábia Saudita eles já são usados para controle nos aeroportos.

Aqui no Brasil, o uso desses chips está previsto no Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos, criado em 2006 e que tem como objetivo fiscalizar o tráfego em tempo real. A colocação compulsória em automóveis deve iniciar em breve.

Esse chip carrega várias informações: identificação da placa, categoria, espécie e tipo do veículo. Com isso, a polícia poderá identificar se existem problemas com a documentação do carro ou multas pendentes, por exemplo. Poderá ainda ser um substituto dos cartões de pedágios. Com informações Charisma News e Closed Truth.

* Fonte:
http://noticias.gospelprime.com.br/aluna-crista-expulsa-marca-da-besta/

Mundo inteiro sob vigilância total

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

Voz da Rússia - 15/02/2013

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Colocando na Internet suas fotos pessoais com comentários diversos, a maioria de utentes nem sequer adivinha que, involuntariamente, corre o risco de ficar sob o controle de muitas pessoas e entidades interessadas. Uma série de companhias especializadas em software está desenvolvendo aplicações para vigiar a atividade de pessoas por meio de dados disponíveis em redes sociais.

Para evitar discussões desnecessárias, tais trabalhos se efetuam em segredo. Jornalistas do jornal britânico The Guardian publicaram materiais dedicados ao novo programa RIOT (Rapid Information Overlay Technology), criado pela empresa militar Raytheon. Processando e conferindo as informações recolhidas nos sítios como Twitter, Facebook, Foursquare e outros tantos, o soft pode reproduzir em pleno o cotidiano dos vigiados. Um observador recebe um esquema pormenorizado das relações do indivíduo com seus colegas, companheiros e familiares. Como aditamento, segue um mapa de deslocações com os itinerários indicados. Em resumo, o programa RIOT é capaz de compor um retrato psicológico-moral da pessoa, incluindo seus hábitos, qualidades e características e atépontos fracos e motivações de comportamento.

Conforme os peritos da Raytheon, o respetivo know-how aindanão foi vendido. No entanto, de acordo com as normas de regulação das exportações, o programa RIOT entra na categoria “EAR99″ que, na maioria dos casos, admite o fornecimento de produtos sem licenciamento prévio.

Em princípio, há já muito que todo o mundo se encontra vigiado, assevera em entrevista à Voz da Rússia o perito médico Anton Korobkov-Zemlianski.

“Os dados disponíveis na Internet e aos quais temos acesso livre podem ser recolhidos com ajuda de sistemas de pesquisa sem falar de software específico. Por isso, a questão que se coloca é quem é que pode estar interessado nisso”.

Os órgãos de segurança e os serviços especiais podem, mediante as redes sociais, seguir de perto a vida das pessoas, exercendo o controle sobre a sua atividade, frisou o diretor-geral da Agência de Tecnologias de Informação R-Tehno (Р-Техно, sigla russa), Roman Romachev. Claro que se trata de um vigia total, adiantou entrevistado pela emissora Voz da Rússia.

“Se você coloca qualquer informação sobre si mesmo em redes sociais, tem que estar pronto para os cenários em que esta informação poderá vir a ser utilizada contra você. Por exemplo, não se recomenda disponibilizar informações sobre a família, publicar fotos familiares e dos locais que você costuma visitar, bem como dados referentes aos bens imóveis e aos meios de transporte”.

Em opinião de Romachev, a criação de tais programas como RIOT não passa de uma mera etapa na evolução da chamada Teia Mundial.

De qualquer maneira, está perto a altura em que a vigilância será praticamente total, isto é, seremos vigiados tanto no espaço real, como virtual. Hoje em dia, nas maiores cidades e centros industriais foram instalados, em cada esquina, webcams diversas. Nos EUA a companhia DARPA se empenha na projeção de um complexo cibernético, capaz de identificar potenciais criminosos no meio de grandes concentrações de pessoas. Num banco de dados eletrônico, serão inseridos padrões de comportamento normal e suspeito. Não se exclui a hipótese de gradual realização do enredo do filme utópico de Steven Spielberg Minority Report no qual uma simples intenção ou ideia de cometer um crime pode servir de pretexto para a detenção ou a neutralização do possível transgressor da lei.

Todavia, se acreditarmos em previsões de peritos, nessa etapa, os cidadãos comuns não devem ter motivos para receios desde que não tenham problemas com a justiça e não ostentem o seu luxo. Se se comportarem bem, estarão fora do alcance de serviços secretos, ladrões internacionais, criminosos e terroristas.

* Fonte:
http://portuguese.ruvr.ru/2013_02_15/Mundo-inteiro-sob-a-vigia-total/

Marinha americana prepara sistema de laser para neutralizar inimigos

Terça-feira, 9 de Abril de 2013

Agência AFP / Portal Terra - 09/04/2013

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[Fotos: AP]

A Marinha dos Estados Unidos anunciou que está desenvolvendo um sistema de laser no mar capaz de neutralizar pequenos barcos inimigos e derrubar drones (veículos aéres não-tripulados) de vigilância. O sistema será utilizado a partir de 2014, dois anos antes do previsto, a bordo do USS Ponce, um navio de transporte anfíbio, anunciou a Marinha.

O almirante Matthew Klunder, diretor de pesquisa naval (ONR), informou que o custo de um disparo laser de “energia dirigida” poderia ser inferior a um dólar. “Comparem isto com as centenas de milhares de dólares que custa um disparo de míssil e verão os méritos do sistema”, disse o almirante.

A Marinha já testou com sucesso o sistema contra alvos móveis no mar e contra um drone.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/marinha-americana-prepara-sistema-de-laser-para-neutralizar-inimigos,ed757a21e96ed310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

HAARP: o projeto militar dos EUA que pode ser uma arma geofi­sica

Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012

TecMundo.com.br - 26/01/2011

Em 1993, começou a funcionar no Alasca (Estados Unidos) o HAARP, um projeto de estudos sobre a ionosfera terrestre. O HAARP, que significa “Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência”, visa a compreender melhor o funcionamento das transmissões de ondas de rádio na faixa da ionosfera, parte superior da atmosfera.

Segundo relatos oficiais, o projeto tem como objetivo principal ampliar o conhecimento obtido até hoje, sobre as propriedades físicas e elétricas da ionosfera terrestre. Com isso, seria possível melhorar o funcionamento de vários sistemas de comunicação e navegação, tanto civis quanto militares (o que gera desconfiança em grande parte dos conhecedores do HAARP).

Para realizar estes estudos, as antenas de alta frequência do HAARP enviam ondas para a ionosfera visando a aquecê-la. Assim são estudados os efeitos das mais diversas interações de temperaturas e condições de pressão.

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[Fonte da imagem: www.haarp.alaska.edu]

Por que no Alasca?

A criação das instalações foi possível graças a uma parceria entre a Força Aérea Americana, A Marinha dos Estados Unidos e também da Universidade do Alasca. Esta última foi escolhida a dedo, graças à localização: a ionosfera sobre o Alasca é pouco estável, o que garante uma maior gama de condições para os estudos.

Outro fator que pendeu para que os pesquisadores escolhessem o Alasca é a ausência de grandes cidades nas proximidades. Assim, não há ruídos na captura de imagens e sinais, pois os sensores ficam localizados ao alto de algumas montanhas.  Também há informações de que este local sofreria o menor impacto ambiental entre as áreas candidatas a receber o HAARP.

Ionosfera: íons e mais íons

Esta faixa recebe este nome porque é bastante ionizada, ou seja, perde e ganha elétrons com facilidade, o que a deixa em constante carregamento elétrico. O grande agente ionizador da ionosfera é o sol, que irradia muita carga na direção da Terra, mas meteoritos e raios cósmicos também influenciam bastante na presença dos íons.

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[Fonte da imagem: Wikipedia.org]

A densidade dos íons livres é variável e apresenta alterações de acordo com vários padrões temporais, hora do dia e estação do ano são os principais pontos de variação da ionosfera. Outro fenômeno interessante acontece a cada 11 anos, quando a densidade dos elétrons e a composição da ionosfera mudam drasticamente e acabam bloqueando qualquer comunicação em alta frequência.

Reflexão ionosférica

Há frequências de ondas que são, quase, completamente refletidas pela ionosfera quando aquecida pelas antenas HAARP. Os pesquisadores do HAARP pretendem provar que essa reflexão pode ser utilizada como um satélite para enviar informações entre localidades, facilitando as comunicações e também a navegação, melhorando os dispositivos GPS utilizados atualmente.

O problema é que ainda não se conhecem as reais propriedades da reflexão ionosférica. Além disso, há o fato de as propriedades da ionosfera se modificarem durante a noite, por exemplo, quando a altitude dela aumenta e as densidades ficam mais baixas. Essas variações tornam difícil uma padronização para o envio de ondas, independente do comprimento delas.

HAARP: um novo modo de estudo

Há várias formas de estudo das faixas da atmosfera terrestre. Para as camadas mais baixas, até mesmo balões podem ser utilizados para capturar dados sobre diferenças nas condições naturais. A camada de ozônio, por exemplo, é verificada com balões meteorológicos que realizam medições das taxas de radiação que ultrapassam pela atmosfera.

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[Fonte da imagem: www.haarp.alaska.edu]

Por ficar muito mais acima, balões meteorológicos e satélites não podem ser utilizados para realizar medições e análises sobre a ionosfera. Por isso o HAARP é tão importante, já que utiliza a maneira mais eficiente de contatar o setor: antenas de emissão de ondas de frequência altíssima.

Os resultados são utilizados para entender como o sol influencia no sinal de rádio em diversas faixas de frequência. Utiliza-se também um “Aquecedor Ionosférico”, conhecido como “Instrumento de Investigação Ionosférica”, ele transmite frequências altas para modificar a ionosfera e entender os processos produzidos em sua composição.

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[Fonte da imagem: www.haarp.alaska.edu]

As antenas do Instrumento de Investigação emitem sinais para altitudes entre 100 e 350 Km. Outros aparelhos do mesmo projeto são responsáveis pela recepção dos sinais, interpretando-os e permitindo a criação de relatórios sobre a dinâmica do plasma ionosférico e também sobre a interação entre o planeta e o sol.

Aquecendo a ionosfera: riscos?

O HAARP não é o único aquecedor ionosférico do planeta. Há também um localizado na Noruega e outro na Rússia. Todos eles realizam o mesmo processo: utilizam antenas de alta frequência para aquecer a ionosfera e criar uma aurora artificial.

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[Fonte da imagem: www.haarp.alaska.edu]

Essa aurora artificial é muito aquecida, o que pode gerar elevação nas temperaturas em determinadas localidades do planeta. Em uma espécie de efeito estufa ionosférico, locais abaixo da ionosfera atingida pelas antenas do HAARP podem ter suas temperaturas elevadas em alguns graus centígrados.

O outro lado da moeda: as conspirações

Assim como boa parte de tudo o que é produzido sob tutela de alguma das forças armadas norte-americanas, o HAARP também gera uma série de desconfianças por parte das mentes mais conspiratórias. Ameaça global ou apenas melhorias nas tecnologias de comunicação? Confira as teorias de conspiração que envolvem este projeto.

Arma geofísica: a denúncia russa

E nem todas estas teorias surgem de movimentos independentes. A prova disso aconteceu em 2002, quando o parlamento russo apresentou ao então presidente Vladimir Putin documentos que afirmavam veementemente que os Estados Unidos estariam produzindo um novo aparelho, capaz de interferir em todo o planeta, a partir de pontos isolados.

O relatório dizia que o HAARP seria uma nova transição na indústria bélica, que já passou pelas fases de armas brancas, armas de fogo, armas nucleareas, armas biológicas e chegaria então ao patamar de armas geofísicas. Segundo estas teorias, seria possível controlar placas tectônicas, temperatura atmosférica e até mesmo o nível de radiação que passa pela camada de ozônio.

Todas estas possibilidades podem gerar uma série de problemas para as populações atingidas. Atingindo países inteiros, desastres naturais podem minar economias, dizimar concentrações populacionais e gerar instabilidade e insegurança em toda a Terra.

Terremoto no Haiti

Quais seriam os efeitos dos controles de frequência sobre as placas tectônicas? Segundo a imprensa venezuelana a resposta é: terremoto. O jornal “Vive” afirma que teve acesso a documentos que comprovam a utilização do HAARP para manipular a geofísica caribenha e ocasionar os terremotos do Haiti, que causaram a morte de mais de 100 mil pessoas.

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[Fonte da imagem: www.usaid.gov]

Caso esteja se perguntando os motivos para a escolha de um país tão pobre, as teorias conspiratórias também possuem a resposta para esta pergunta. Os Estados Unidos precisavam de um local para testar o potencial de sua nova arma. Os testes oceânicos não davam informações suficientes e atacar os inimigos no oriente médio seria suicídio comercial.

Afinal de contas, terremotos poderiam destruir poços de petróleo muito valiosos. Assim, o governo norte-americano viu no Haiti, um país já devastado, o perfeito alvo para seus testes. Sem potencial econômico e sem possuir desavenças com outros países, dificilmente haveria uma crise diplomática com a destruição do Haiti.

Bloqueio militar

Outra teoria bastante defendida diz que os Estados Unidos poderiam causar um completo bloqueio militar a todas as outras nações do mundo. Causando interferências nas ondas habituais, impedindo que qualquer frequência seja refletida pela atmosfera e até mesmo que dispositivos de localização possam ser utilizados.

Para isso, a defesa norte-americana só precisaria aquecer a ionosfera com seus aquecedores HAARP. Com a potencia correta, todo o planeta ficaria em uma completa escuridão geográfica. Então, apenas quem possui o controle do aquecedor ionosférico poderia ter acesso aos dados de localização e navegação de seus veículos militares.

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[Fonte da imagem: Wikimedia.org / Marku 1988]

Também se fala em mapeamentos de todo o planeta em pouco minutos, pois as ondas de frequências extremas poderiam criar relatórios completos de tudo o que existe na superfície terrestre. Elementos vivos ou não, tudo poderia ser rastreado pelas ondas do HAARP. Pelo menos é o que dizem as teorias conspiratórias.

Controle mental

Existem ondas de rádio em diversas frequências, por mais que não sintonizemos nossos rádios para captá-las, elas estão no ar. O som também é emitido em frequências e há amplitudes delas que os ouvidos humanos não são capazes de captar, mas isso não quer dizer que elas não existam. Somando estes dois pontos, temos mais uma teoria conspiratória.

Utilizando uma mescla de ondas de rádio com frequência sonora, os Estados Unidos poderiam manipular a mente coletiva para que algum ideal fosse defendido ou algum governo rival fosse atacado. Enviando as informações para toda a população em frequências que não poderiam ser captadas por aparelhos, não demoraria para que a “lavagem cerebral” estivesse concluída.

Há quem diga que este tipo de manipulação será utilizado em breve no Irã. O governo atual não é favorável às políticas norte-americanas, portanto seria vantajoso que o povo se rebelasse contra os seus líderes. Mensagens antigoverno seriam incutidas na mente do povo iraniano com o auxílio das antenas HAARP.

Pura ficção?

No desenho G.I. Joe: Resolute, o programa HAARP é capturado por vilões que desejam transformar o potencial do projeto em uma arma de destruição em massa. Além dos danos que citamos nas teorias conspiratórias, nesta história as antenas transformavam-se também em canhões de energia.

Enviando enormes quantidades de energia para a ionosfera, que refletia toda a energia, os vilões poderiam acabar com qualquer lugar do planeta, apenas mirando e concentrando o poder energético das antenas de frequências altíssimas localizadas no Alasca.

Quando se fala no mundo real, tudo o que se tem de concreto sobre o HAARP é que estudos são feitos constantemente sobre a ionosfera terrestre para que ela possa ser transformada em uma antena de transmissão de informações, beneficiando as comunicações e sistemas de navegação.

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[Fonte da imagem: www.haarp.alaska.edu]

Mas será que é somente para isso que os investimentos bilionários do governo norte-americano estão sendo utilizados? Nunca foram revelados dados concretos sobre o dinheiro empregado no projeto, mas há especulações de que mais de 200 milhões de dólares sejam gastos por ano com as antenas do HAARP.

* Fonte:
http://www.tecmundo.com.br/tecnologia-militar/8018-haarp-o-projeto-militar-dos-eua-que-pode-ser-uma-arma-geofisica.htm

Máquina pode ler pensamentos e extrair informações confidenciais

Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012

Portal Terra - 27/08/2012

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Cientistas descobriram uma maneira de ler pensamentos que pode ser utilizada para extrair informações confidenciais como senhas e dados bancários através de uma ferramenta simples: um aparelho semelhante a um fone de ouvido, à venda por US$ 299. Essa tecnologia é parecida com aquela utilizada para detectar os movimentos de uma pessoa, disponível em games como o Kinect e o Wii. As informações são do TechCrunch.

A aplicação imediata dessa tecnologia, para os pesquisadores, seria na área de segurança, permitindo que investigadores descubram se um suspeito tem familiaridade com outro possível criminoso ou não. Sua aplicação na descoberta de informações confidenciais é menos precisa: foi possível “hackear” o cérebro e identificar o primeiro número de uma senha, por exemplo, apenas 40% das vezes.

O dispositivo, chamado Emotiv, funciona da seguinte maneira: através das ondas cerebrais, os cientistas leem os dados captados pela máquina e são capazes de descobrir quando alguém reconhece objetos, rostos ou locais familiares e assim “adivinhar” informações pessoais. Com o avanço da tecnologia, a expectativa é de que seja possível transformar as ondas cerebrais em imagens que filtrem melhor a busca pelos dados procurados.

* Fonte:
http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI6106616-EI12882,00-Maquina+pode+ler+pensamentos+e+extrair+informacoes+confidenciais.html

Steve Jobs reencarnou como um ente divino, diz seita budista

Quinta-feira, 23 de Agosto de 2012

AFP / Huffington Post / Portal Terra - 23/08/2012

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Um movimento budista tailandês afirmou que o falecido fundador da Apple, Steve Jobs, reencarnou como uma divindade de médio porte em um universo paralelo. O abade de um templo em Bangkok fez um sermão sobre a jornada do americano no pós-vida, de acordo com um jornal local.

A declaração do religioso tailandês foi dada em resposta ao pedido de Tony Tseung, budista e engenheiro sênior da sede da Apple em Cupertino. O autor da afirmação é Phra Thepyanmahamuni, abade do templo de Wat Phra Dhammakaya. O funcionário da Apple teria perguntado se ele sabia onde - e como - estava Jobs, que morreu aos 56 anos, vítima de um câncer no pâncreas que vinha tratando desde 2003.

“Depois que o sr. Steve Jobs partiu, ele reencarnou como um ente divino (…) sua reencarnação é uma ‘Thepphabhut Phumadeva’ (divindade) de médio porte - metade Witthayathorn, metade yak - que vive em um universo paralelo não muito longe de onde ele estava como um humano”, disse o budista.

Jobs era adepto do zen budismo e quase foi para um monastério para se tornar monge. Ele se casou com Laurene Powell em 1991 em um templo budista. De acordo com o Asian Correspondent, o abade descreveu o espaço em que Steve Jobs estaria vivendo, bem como seus vizinhos e o modo como ele passaria seus dias - tudo revelado através da prática de meditação.

“Sobre o alojamento desse novo ente divino: é um local muito limpo, simples e de médio porte, com seis andares de altura, construída com metal prateado e cristais em grandes quantidades. (…) Ele tem cerca de 20 servos celestiais a seu serviço, que vêm do karma obtido por sua natureza caridosa como humano ao doar dinheiro, objetos e conhecimento para a sociedade”, teria afirmado Phra Thepyanmahamuni.

O movimento Dhammakaya, que opinou sobre a pós-vida de Steve Jobs, tem sido alvo de suspeitas por concentrar seus esforços na captação de recursos e ligações políticas com membros da família real tailandesa, segundo um livro intitulado “Novos Movimentos Budistas na Tailândia”. O Bangkok Post noticiou que o grupo acumula controvérsias devido a seu envolvimento com doações de campanha no país e alegações de milagres.

Com informações do Huffington Post.

* Fonte:
http://tecnologia.terra.com.br/stevejobs/noticias/0,,OI6095902-EI18952,00-Steve+Jobs+reencarnou+como+um+ente+divino+diz+seita+budista.html