Arquivo da Categoria ‘Big Brother’

Mundo inteiro sob vigilância total

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

Voz da Rússia - 15/02/2013

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Colocando na Internet suas fotos pessoais com comentários diversos, a maioria de utentes nem sequer adivinha que, involuntariamente, corre o risco de ficar sob o controle de muitas pessoas e entidades interessadas. Uma série de companhias especializadas em software está desenvolvendo aplicações para vigiar a atividade de pessoas por meio de dados disponíveis em redes sociais.

Para evitar discussões desnecessárias, tais trabalhos se efetuam em segredo. Jornalistas do jornal britânico The Guardian publicaram materiais dedicados ao novo programa RIOT (Rapid Information Overlay Technology), criado pela empresa militar Raytheon. Processando e conferindo as informações recolhidas nos sítios como Twitter, Facebook, Foursquare e outros tantos, o soft pode reproduzir em pleno o cotidiano dos vigiados. Um observador recebe um esquema pormenorizado das relações do indivíduo com seus colegas, companheiros e familiares. Como aditamento, segue um mapa de deslocações com os itinerários indicados. Em resumo, o programa RIOT é capaz de compor um retrato psicológico-moral da pessoa, incluindo seus hábitos, qualidades e características e atépontos fracos e motivações de comportamento.

Conforme os peritos da Raytheon, o respetivo know-how aindanão foi vendido. No entanto, de acordo com as normas de regulação das exportações, o programa RIOT entra na categoria “EAR99″ que, na maioria dos casos, admite o fornecimento de produtos sem licenciamento prévio.

Em princípio, há já muito que todo o mundo se encontra vigiado, assevera em entrevista à Voz da Rússia o perito médico Anton Korobkov-Zemlianski.

“Os dados disponíveis na Internet e aos quais temos acesso livre podem ser recolhidos com ajuda de sistemas de pesquisa sem falar de software específico. Por isso, a questão que se coloca é quem é que pode estar interessado nisso”.

Os órgãos de segurança e os serviços especiais podem, mediante as redes sociais, seguir de perto a vida das pessoas, exercendo o controle sobre a sua atividade, frisou o diretor-geral da Agência de Tecnologias de Informação R-Tehno (Р-Техно, sigla russa), Roman Romachev. Claro que se trata de um vigia total, adiantou entrevistado pela emissora Voz da Rússia.

“Se você coloca qualquer informação sobre si mesmo em redes sociais, tem que estar pronto para os cenários em que esta informação poderá vir a ser utilizada contra você. Por exemplo, não se recomenda disponibilizar informações sobre a família, publicar fotos familiares e dos locais que você costuma visitar, bem como dados referentes aos bens imóveis e aos meios de transporte”.

Em opinião de Romachev, a criação de tais programas como RIOT não passa de uma mera etapa na evolução da chamada Teia Mundial.

De qualquer maneira, está perto a altura em que a vigilância será praticamente total, isto é, seremos vigiados tanto no espaço real, como virtual. Hoje em dia, nas maiores cidades e centros industriais foram instalados, em cada esquina, webcams diversas. Nos EUA a companhia DARPA se empenha na projeção de um complexo cibernético, capaz de identificar potenciais criminosos no meio de grandes concentrações de pessoas. Num banco de dados eletrônico, serão inseridos padrões de comportamento normal e suspeito. Não se exclui a hipótese de gradual realização do enredo do filme utópico de Steven Spielberg Minority Report no qual uma simples intenção ou ideia de cometer um crime pode servir de pretexto para a detenção ou a neutralização do possível transgressor da lei.

Todavia, se acreditarmos em previsões de peritos, nessa etapa, os cidadãos comuns não devem ter motivos para receios desde que não tenham problemas com a justiça e não ostentem o seu luxo. Se se comportarem bem, estarão fora do alcance de serviços secretos, ladrões internacionais, criminosos e terroristas.

* Fonte:
http://portuguese.ruvr.ru/2013_02_15/Mundo-inteiro-sob-a-vigia-total/

Wikileaks: governos fazem espionagem em massa de celulares e computadores

Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011

Portal UOL - 02/12/2011

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O site Wikileaks divulgou nesta quinta-feira (1) um sistema de espionagem em massa realizado por governos de diversos países em telefones celulares, computadores e também nos perfis de redes sociais de seus cidadãos. A prática, diz o documento, é adotada por ao menos 25 nações (entre elas o Brasil) por intermédio de 160 empresas de inteligência.

“Na prática, essa indústria [de espionagem] não é regulamentada. Agências de inteligências, forças militares e autoridades policiais podem, de forma silenciosa, em massa e secretamente, interceptar ligações e controlar computadores sem a ajuda ou conhecimento de empresas de telecomunicações. A localização física do usuário pode ser traçada se ele tiver um telefone celular, mesmo que o aparelho esteja em stand by”, afirma o documento do Wikileaks.

Esse vazamento foi chamado de projeto Spy Files (arquivos espiões) e, segundo o Wikileaks, mais informações serão publicadas sobre esse tipo de espionagem ainda nesta semana e também no próximo ano. O projeto fala ainda sobre a existência de muitas empresas que vendem equipamentos de espionagem em massa para agências de inteligência.

“Nos últimos dez anos, sistemas para espionagem indiscriminada em massa tornaram-se a regra. Empresas de inteligência como a VasTech vendem secretamente equipamentos que registram de forma permanente chamadas telefônicas de nações inteiras. Outras gravam a localização de cada telefone celular em uma cidade (…). Sistemas para infectar cada usuário do Facebook ou de smartphone de um grupo inteiro de pessoas estão no mercado de inteligência”, diz o documento do Wikileaks.

Brasil

O UOL Tecnologia entrou em contato com a Suntech, única empresa brasileira listada pelo site, que negou fazer interceptação de dados em massa – algo ilegal no país. Em seu site, a companhia baseada em Florianópolis define ser uma “empresa global que fornece inteligência em comunicações e soluções líderes de mercado para interceptação legal, retenção de dados e gerenciamento de rede para importantes fornecedores de serviços de comunicação e governos”.

Segundo a equipe de marketing da Suntech, só são interceptados dados de indivíduos mediante autorização judicial e isso nunca é feito em massa. A empresa brasileira acredita ter parado na lista porque – assim como as outras companhias que aparecem no mapa divulgado pelo Wikileaks – participa regularmente de um evento do setor chamado ISS (Intelligent Support Systems).

“Ditadores”

Para exemplificar como esse mercado funciona, o documento afirma que quartos com equipamentos de escuta foram encontrados neste ano, quando os ditadores do Egito e Líbia caíram – esses sistemas seriam responsáveis por monitorar os cidadãos no telefone e também na internet.

Outras companhias internacionais são citadas como desenvolvedoras de softwares que se instalam em computadores e smartphones (iPhones, Blackberries e modelos com plataformas Android) para registrar todo tipo de uso desses dispositivos, movimentos feitos por seus usuários e até mesmo os sons nos ambientes onde os aparelhos se encontram.

* Fonte:
http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/12/02/wikileaks-governos-fazem-espionagem-em-massa-de-celulares-computadores-e-redes-sociais.jhtm

Encontrado em smartphones sistema oculto que coleta informações

Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

Jornal O Globo - 30/11/2011

Uma recente celeuma ocorrida nos EUA demonstra claramente o quão somos reféns dos fabricantes de smartphones e das operadoras de telefonia celular. Uma empresa de software de monitoramento foi desmascarada por um desenvolvedor e reagiu agressivamente com ameaça de abertura de processo judicial. O desenvolvedor apelou para a EFF (Electronic Frontier Foundation) e documentou-se com provas em vídeo. Diante das evidências irrefutáveis, a empresa não teve saída senão enfiar os rabo entre as pernas — retirou a ameaça de ação penal e desculpou-se deslavadamente.

Tudo começou em 14 de novembro, quando Trevor Eckhart, desenvolvedor Android, publicou em seu site a acusação de que a CarrierIQ, empresa que monitora o desempenho de celulares inteligentes, vende software malicioso que vem sorrateiramente instalado em smartphones americanos vendidos pelas operadoras Sprint e Verizon, entre outras. Os telefones afetados incluem aparelhos Android, Blackberry, HTC, Nokia, Samsung e vários modelos de tablets.

Eckhart estudou manuais de treinamento da CarrierIQ, publicamente disponíveis na web, e analisou cuidadosamente o tipo de informações que o software enxerido captura. Diante de seus achados, chamou o tal programa de “rootkit” — ofensa suprema a uma peça de software, representando uma acusação frontal de que o desenvolvedor do programa foi movido por má-fé. Um rootkit é um software que se mantém dissimulado enquanto obtém acesso privilegiado ao sistema, podendo fazer a festa que quiser no aparelho. Eckhart terminou sua explanação afirmando que só alguém muito bem preparado seria capaz de remover o rootkit do smartphone. Ou seja, para nós mortais não haveria saída.

Diante da variedade de informações que o rootkit da CarrierIQ suga, a descoberta de Eckhart assume um vulto ainda mais grave, considerando que fabricantes como Samsung e HTC são o xodó da grande Google, que, apesar de seu famoso lema “Não seja mau”, tem como missão organizar a informação do mundo inteiro e torná-la universalmente acessível e útil. Detalhezinho adicional… e arrepiante: a sede da CarrierIQ fica em Mountain View, coladinha na gigante das buscas.

Dois dias depois da publicação do material no site de Eckhart, a CarrierIQ ficou mordida e soltou um comunicado de imprensa, declarando que só captura informações estatísticas dos smartphones, nada de pessoal. Em paralelo, a empresa instruiu seu advogado a entregar ao desenvolvedor a famosa carta “cease-and-desist”, peça jurídica tão aguda e ameaçadora que é capaz de fazer qualquer marmanjo molhar as calças.

Mas a CarrierIQ mexeu com o cara errado. Eckhart não se intimidou. Apelou para a EFF, famosa por abraçar causas de gente miúda acossada por tubarões. Marcia Hofmann, advogada da fundação, preparou uma resposta à altura, ainda mais afiada, e, uma semana depois, a CarrierIQ jogou a toalha. Anulou a carta, contatou Eckhart e a EFF para pedir desculpas e divulgou um mea culpa, pedindo penico da maneira mais plácida possível.

Só que cometeu um errinho básico. Achando que era uma boa oportunidade, já que estava se retratando e dando uma de boazinha, a CarrierIQ resolveu esclarecer o que seu software fazia e o que não fazia. Em seu documento de desculpas, de 23 de novembro, a empresa jurou de pé junto que: (1) não intercepta e grava teclas digitadas no smartphone; (2) não provê ferramentas de rastreamento; (3) não inspeciona nem relata o conteúdo de e-mails nem de mensagens SMS; (4) não fornece dados em tempo real para nenhum cliente; e (5) não vende dados para terceiros.

Teria sido melhor a empresa ficar calada quanto a este finalzinho. Soltando fumaça pelas ventas, Eckhart enfezou-se e publicou uma longa resposta ontem mesmo por meio do site “Geek.com”, pela pena de Russell Holly. O desenvolvedor gravou um vídeo de si mesmo ligando um smartphone HTC Evo 3D usando uma ROM limpinha, ou seja, fornecida diretamente pelo fabricante do aparelho. Com isso, provou que o rootkit da CarrierIQ se mantém realmente oculto, não apresentando nada na tela durante a o processo de inicialização do telefone. Mesmo assim, se o usuário descobre o rootkit, não há como desativá-lo da maneira oficial que o Android oferece.

Mas a coisa piora ainda mais. Eckhart prova por A + B que o software da CarrierIQ intercepta e transmite o corpo das mensagens SMS. Comprova também que o rootkit grava as teclas digitadas no aparelho. Mas a constatação mais grave é que, quando o usuário está conectado apenas via rede Wi-Fi privada, ou seja, nada a ver com a operadora, o rootkit continua gravando todo o fluxo da navegação na web, incluindo informações de segurança, URL, senhas e tudo mais.

É um escândalo saber que todas essas informações são literalmente roubadas do smartphone pelo malware da CarrierIQ e entregues de mão beijada ao cliente da empresa, seja lá qual for. Holly observa que, obviamente, essa atividade escondida não é mencionada em ponto algum das longas licenças de uso e declarações de privacidade.

“Parece que estão mentindo para nós, nossas informações estão sendo gravadas, e não há nada que possamos fazer a respeito disso”, complementa Russell Holly. Quanto a Trevor Eckhart, ele deu um banho de conhecimentos — publicou seu vídeo e um detalhado relatório sobre seus bombásticos achados em seu site.

* Fonte:
http://oglobo.globo.com/blogs/cat/posts/2011/11/30/smartphones-nossa-privacidade-nao-vale-nada-419229.asp

Anatel terá acesso total a dado sigiloso de telefones

Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

Folha de S.Paulo - 19/01/2011

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) se prepara para monitorar via internet as chamadas telefônicas fixas e móveis, informa reportagem de Julio Wiziack para a Folha desta quarta-feira.

O objetivo, segundo a agência, seria “modernizar” a fiscalização para exigir das teles o cumprimento das metas de qualidade.

A agência terá acesso irrestrito a documentos fiscais com os números chamados e recebidos, data, horário e duração das ligações, além do valor de cada chamada.

Advogados consultados pela Folha afirmam que a proposta é ilegal. A Constituição garante a privacidade dos registros telefônicos. Qualquer exceção deverá ser autorizada pela Justiça.

Dados cadastrais dos clientes também serão manipulados por funcionários da agência num prazo de até cinco anos.

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Outro Lado

A Anatel afirma que o monitoramento de chamadas somente será realizado com a autorização dos consumidores.

Contudo, em nenhum trecho do novo regulamento de fiscalização está escrito que o cliente será consultado. Segundo José Joaquim de Oliveira, gerente-geral de fiscalização da Anatel, esse “detalhamento” será incluído no texto quando esse for submetido à aprovação do conselho diretor.

* Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/862698-anatel-tera-acesso-total-a-dado-sigiloso-de-telefones.shtml

* Comentário: Óbvio que esse papo de “não acessaremos nada sem pedir” é a mais descarada mentira! Tudo caminha para o monitoramento total do governo aos cidadãos.