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Polícia encontra 4 quilos de cocaína em carro do Vaticano

Sábado, 20 de Setembro de 2014

Veja / Daily Telegraph - 16/09/2014

Dois italianos foram presos pela polícia francesa transportando quatro quilos de cocaína e 200 gramas de maconha em um carro oficial do Vaticano. O veículo pertence ao cardeal argentino Jorge Maria Mejía, de 91 anos, bibliotecário emérito da Santa Sé.

O veículo havia sido encaminhado a uma oficina mecânica, para passar por uma revisão, e os dois italianos resolveram usá-lo para viajar até a Espanha e comprar drogas, supondo que um carro oficial não seria parado. Ao cruzarem os Alpes Franceses, contudo, policiais decidiram examinar o veículo. Constataram que nenhum dos dois homens tinha passaporte diplomático e encontraram a droga em bolsas e malas. Os italianos tentaram argumentar que eram apenas motoristas e não sabiam da existência da droga, mas foram presos em flagrante e serão processados pela Justiça francesa por tráfico de drogas.

Ao jornal argentino La Nación, o padre Luis Alberto Duacastella, o ajudante do cardeal, disse que “sua culpa foi ter confiado em uma pessoa que conhece há dez anos” e que já teve problemas com a polícia. O carro foi entregue na sexta-feira e deveria ser devolvido no domingo, o que não ocorreu. Ele também lamentou o episódio. “Estou muito mal, destroçado, é uma coisa maluca o que aconteceu, não desejo a ninguém”, disse. “Colocaram o cardeal em evidência por algo com o qual ele não tem obviamente nada a ver”.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, defendeu nesta terça-feira o cardeal Mejía: “Posso dizer que as prisões não envolvem pessoas da Santa Sé nem o cardeal. Cabe às autoridades policiais prosseguirem com as investigações”.

Nomeado cardeal em 2001 por João Paulo II, Mejía foi uma das primeiras pessoas a receberem uma visita do papa Francisco depois de eleito sumo pontífice. Na ocasião, em março do ano passado, o cardeal estava internado se recuperando de um infarto.

Guerra às drogas

Francisco tem se mostrado um ferrenho opositor à legalização das drogas. Em junho, o papa disse que o vício em substâncias ilícitas é “maligno”. “Eu reafirmo o que tenho dito em outras ocasiões: digam ‘não’ para as drogas. Simplesmente isso”, afirmou Francisco, durante uma conferência em Roma. Ele também declarou que o tráfico de drogas tem crescido graças a um “comércio deplorável que transcende as fronteiras nacionais”, conforme reportou o jornal Daily Telegraph.

* Fonte:
http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/italianos-sao-presos-por-levar-drogas-em-carro-do-vaticano 

BBC: A crise na Crimeia pode ser a origem de uma nova ordem mundial?

Sexta-feira, 28 de Março de 2014

BBC - 25/10/2014

Sob a liderança do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, os presidentes do grupo - que também inclui Alemanha, Canadá, França, Japão, Itália e Reino Unido - se reuniram em Haia, na Holanda, sem a delegação russa, em represália à anexação da Crimeia por Moscou.

O ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, assegurou que a decisão é uma “grande tragédia” para seu país.

Os acontecimentos na Ucrânia mudaram profundamente as percepções ocidentais em relaçãoà Rússia, e é muito difícil imaginar uma volta rápida à normalidade.

Ao chegar à Holanda para a reunião, Obama disse que os EUA e a Europa haviam se unido na imposição de sanções que traria “consequências significativas para a economia russa”.

O ex-embaixador da ONU em Moscou, Michael McFaul, escreveu que o presidente russo, Vladimir Putin, “se aproveita do embate com o Ocidente…(e) mudou sua estratégia”.

Mesmo assim, o ministro das Relações Exteriores da Suécia, Carl Bildt, disse no Twitter que o prognóstico sombrio de McFaul subestima o problema já que o presidente russo estava “se baseando em ideias ortodoxas profundamente conservadoras”.

Quando os responsáveis pelas boas relações entre Oriente e Ocidente falam dessa forma, não é um bom sinal.

Será que isso é uma segunda Guerra Fria ou apenas um reajuste na política mundial?

A resposta dependerá em boa parte das decisões que serão tomadas nos próximos dias: uma invasão do leste da Ucrânia poderia gerar uma grande guerra, mas a consolidação da mão firme russa na Crimeia, com ações secretas de apoio a grupos militares russos em Donetsk ou Jarkov, criaria um dilema ainda mais difícil para os governos ocidentais.

Clima de tensão

Mesmo assim, como o Kremlin parece não ter intenção de mudar de posição quanto à Crimeia e abriu a possibilidade de uma intervenção para apoiar os russos na Moldávia ou nas repúblicas do mar Báltico (que são membros da OTAN), é evidente que o novo clima de tensão não vai ser atenuado rapidamente e ainda pode se agravar.

Até agora, a percepção pública da dependência europeia em relação ao comércio com a Rússia levou muitas pessoas a considerarem improvável que sejam impostas sanções significativas.

Mas quem tem essa opinião pode estar subestimando o quanto os líderes europeus estão em acordo (até o momento de forma privada) sobre tomar medidas mais duras. Ou o quanto de culpa sentem por não ter agido com mais eficiência há anos.

As “medidas específicas” promulgadas até o momento pelos EUA e a União Europeia (UE) simplesmente penalizam alguns amigos de Putin e seus aliados políticos. As sanções que foram a princípio combinadas entre os líderes da UE na semana passada contra empresas russas poderiam levar a uma verdadeira guerra comercial.

Também na semana passada, a Comissão Europeia se comprometeu a intensificar seu esforço em reduzir a dependência energética em relação à Rússia. E é nesta área que os líderes europeus têm mostrado seu ressentimento por terem sido enganados por Putin e terem permitido que as coisas voltassem ao normal.

A interrupção do fornecimento de gás russo em 2006 e a guerra de 2008 com a Geórgia já havia levado a promessas de reduzir a dependência energética.

Mas, na época, muitos culparam a Geórgia por provocar os militares russos e queriam rapidamente voltar a fazer negócios com os países do bloco conhecido como BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), que estavam em seu auge.

A postura de Merkel

Agora, a possibilidade de reduzir as importações de gás russo vem sendo levada a sério, destacando-se a capacidade da Ucrânia de fazer o mesmo, e de tomar essas medidas antes da próxima movimentação russa, não depois.

Como disse o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, ao programa Newsnight da BBC no início do mês, uma guerra comercial pode ferir mais à Rússia que à UE.

A Rússia representa 7% das exportações europeias, mas o que o país importa do resto do continente representa 21% de seu comércio.

Angela Merkel é quem personifica mais essa sensação de querer evitar ser enganada de novo pelo Kremlin. Sua posição política se endureceu nos últimos dias.

Não está claro até onde vai isso, inclusive se medidas militares serão tomadas pela Rússia contra a Ucrânia ou a Moldávia.

Se o projeto da UE de reduzir sua dependência da Rússia der frutos, é possível que o recente crescimento do comércio que atravessa a antiga cortina de ferro retroceda.

Outros debates ainda dominarão as conversas dos líderes do G7 nos corredores do edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia e da OTAN: em que medida os compromissos diplomáticos firmados anteriormente com Putin agora são prejudiciais? Como é possível reforçar a aliança com a Ucrânia? A grande queda com gastos de defesa pela Europa deve ser revista?

Algumas das respostas são cada vez mais claras. Não haverá reunião do G8 em Sochi, já que a Rússia não faz mais parte desse clube exclusivo, que se tornou, assim, o novo G7.

Poderá haver novas medidas contra o círculo próximo de Putin e se manterá o aumento das forças levadas pela OTAN às repúblicas bálticas.

Mas existe muita incerteza, inclusive no patamar mais extremo dessas conjecturas, sobre se uma ação militar russa poderia levar a sanções em grande escala, a um aumento das tropas americanas na Europa e a uma nova era de gelo da diplomacia internacional.

* Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/03/140325_crimeia_russia_exclusao_rb.shtml

Observatório Vaticano não nega possibilidade de vida extraterrena

Segunda-feira, 24 de Março de 2014

Portal Terra - 02/12/2012

Por Rafael Belincanta

A relação entre fé e ciência deixou de ser tabu na Igreja Católica há muito tempo. De fato, isso começou a acontecer quando em 1578 o papa Gregorio VIII determinou a construção da Torre dos Ventos - que está no Vaticano até hoje, mas é fechada a visitas - para que sacerdotes matemáticos e astrônomos estudassem o tempo e reformulassem o calendário transformando-o, alguns anos depois, no gregoriano usado até hoje.

Contudo, ao longo dos séculos a Igreja Católica não deixou de ser apontada como contrária ao progresso científico e, numa tentativa de provar o contrário, o papa Leão XIII criou em 1891, atrás da Basílica de São Pedro, o Observatório Vaticano. As luzes da Cidade Eterna, porém, se faziam cada vez mais intensas, o que impedia uma perfeita observação do céu. Foi quando o papa Pio XI resolveu transferir os astrônomos para as Colinas de Albano, ao sul de Roma, em 1935. 

Do alto das montanhas, por algumas décadas, o Observatório não sofreu interferências do progresso humano. Todavia, Roma havia se expandido tanto em 1981 que acabara comprometendo as observações. Naquele ano, então, o Observatório Vaticano expandiu suas fronteiras e se instalou nos Estados Unidos com o Vatican Observatory Research Group.

O diretor do Observatório Vaticano, padre José Gabriel Funes, sacerdote jesuíta argentino, recebeu a reportagem do Terra. Formado em Astronomia pela Universidade de Córdoba e doutor em pesquisas pela Universidade de Pádua, na Itália, está à frente do Observatório Vaticano desde 2006.

“O Observatório Vaticano mantém uma estreita colaboração com a Universidade do Arizona, em Tucson. Com o telescópio vaticano em Mont Graham, um dos lugares ideais para observação do universo em nosso planeta, podemos realizar as nossas pesquisas, principalmente aquelas que dizem respeito às estrelas de nossa galáxia e àquelas das galáxias vizinhas”, afirma.

Além dos Estados Unidos, o Observatório Vaticano mantém telescópio e pesquisas no Deserto do Atacama, no norte do Chile. Na Itália, está o Laboratório de Meteoritos que, de acordo com padre Funes, é um importante recurso para compreender a formação do sistema solar e do próprio universo. “Ao entender como se forma nosso sistema solar, podemos confrontar esses dados com outros sistemas estelares. Aqui realizamos ainda estudos de cosmologia, da origem do universo, e sobre a Teoria das Cordas, que é uma das possibilidades para entender como nosso universo se formou”, explica. 

No que diz respeito às explorações em Marte, onde existem fortes indícios existência de água em forma líquida, padre Funes diz que a sonda Curiosity tem condições para realizar experimentos que as missões Viking em 1976 poderiam apenas sonhar. “Talvez poderemos encontrar algum sinal de que ali realmente existia água, talvez encontrar algum fóssil, qualquer sinal de que existiu ou ainda existe vida ali, mesmo que seja muito primitiva”, afirma.

Quando questionado sobre a existência de vida extraterrena, o padre recorre a quem chama de “pai da astrofísica moderna”, o também sacerdote jesuíta Angelo Secchi. “Ele viveu por volta de 1860 e já tinha esta ideia de vida extraterrestre, de vida inteligente no universo. Mas até agora não temos nenhuma prova de que exista. Entretanto, em um universo com bilhões de galáxias, cada uma delas com bilhões de estrelas, e cada uma destas estrelas com outros tantos planetas, não podemos negar que possa existir vida em outros lugares”, conclui.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/espaco/observatorio-vaticano-nao-nega-possibilidade-de-vida-extraterrena,fd0859e8f177b310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html 

* Comentário: Há muito tempo especula-se que o Vaticano vai dar a notícia ao mundo informando que “existem seres extraterrestres”. Essas notícias podem indicar isso. Obs.: Esta matéria é de 2012, porém foi publicada mesmo assim para que estivesse aqui registrada e auxiliasse a “montar o quebra-cabeça”.

Vaticano admite que pode haver vida fora da Terra

Segunda-feira, 24 de Março de 2014

G1/Globo.com / BBC - 13/05/2008

(BBC) - O diretor do observatório astronômico do Vaticano, padre José Gabriel Funes, afirmou que Deus pode ter criado seres inteligentes em outros planetas do mesmo jeito como criou o universo e os homens.

“Como existem diversas criaturas na Terra, poderiam existir também outros seres inteligentes, criados por Deus”, disse o diretor do observatório conhecido como Specola Vaticana.

“Isso não contradiz nossa fé porque não podemos colocar limites à liberdade criadora de Deus”, acrescentou Funes, em entrevista ao jornal L’Osservatore Romano, órgão oficial de imprensa da Santa Sé.

Na entrevista ao jornal do papa, o padre Funes, jesuíta argentino de 45 anos de idade, cita São Francisco ao dizer que possíveis habitantes de outros planetas devem ser considerados como nossos irmãos.

“Para citar São Francisco, se consideramos as criaturas terrestres como ‘irmão’ e ‘irmã’, por que não poderemos falar tambem de um ‘irmão extraterrestre’?”, pergunta o padre. “Ele tambem faria parte da criação”.

Perspectiva

Na opinião do astrônomo do Vaticano, podem haver seres semelhantes a nós ou até mais evoluídos em outros planetas, ainda que não haja provas da existência deles.

“É possível que existam. O universo é formado por 100 bilhões de galáxias, cada uma composta de 100 bilhões de estrelas, muitas delas ou quase todas poderiam ter planetas”, afirmou Funes.

“Como podemos excluir que a vida tenha se desenvolvido também em outro lugar?”, acrescentou. “Há um ramo da astronomia, a astrobiologia, que estuda justamente este aspecto e fez muitos progressos nos últimos anos.”

Segundo o cientista, estudar o universo não afasta, mas aproxima de Deus porque abre o coração e a mente e ajuda a colocar a vida das pessoas na “perspectiva certa”.

Padre Funes diz ainda que teorias como a do Big Bang e a do evolucionismo de Darwin, que explicam o nascimento do universo e da vida na Terra sem fazer relação com a existência de Deus, não se chocam com a visão da Igreja.

“Como astrônomo, eu continuo a acreditar que Deus seja o criador do universo e que nós não somos o produto do acaso, mas filhos de um pai bom”, afirma.

“Observando as estrelas, emerge claramente um processo evolutivo, e este é um dado cientifico, mas não vejo nisso uma contradição com a fé em Deus”.

Ateísmo

Na visão do religioso, estudar astronomia não leva necessariamente ao ateísmo.

“É uma lenda achar que a astronomia favoreça uma visão atéia do mundo”, disse o padre. “Nosso trabalho demonstra que é possível fazer ciência seriamente e acreditar em Deus. A Igreja deixou sua marca na história da astronomia”.

Diretor da Specola Vaticana desde 2006, padre Funes lembrou na entrevista que astrônomos do Vaticano fizeram importantes descobertas como o “raio verde”, o rebaixamento de Plutão e trabalhos em parceria com a Nasa, por meio do centro astronômico do Vaticano em Tucson, nos Estados Unidos.

A sede do observatório do Vaticano se localiza em Castelgandolfo, cidade próxima de Roma, onde fica situado o palácio de verão do papa, desde 1935.

O interesse dos pontífices pela astronomia surgiu com o papa Gregório 13, que promoveu a reforma do calendário em 1582, dividindo o ano em 365 dias e 12 meses e introduzindo os anos bissextos.

* Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL468362-5603,00-VATICANO+ADMITE+QUE+PODE+HAVER+VIDA+FORA+DA+TERRA.html 

* Comentário: Há muito tempo especula-se que o Vaticano vai dar a notícia ao mundo informando que “existem seres extraterrestres”. Essas notícias podem indicar isso. Obs.: Esta matéria é de 2008, porém foi publicada mesmo assim para que estivesse aqui registrada e auxiliasse a “montar o quebra-cabeça”.

Ampola com o sangue de João Paulo II é roubada de igreja na Itália e caso pode envolver sociedades secretas

Segunda-feira, 24 de Março de 2014

Reuters / The Telegraph - 27/01/2014

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[Foto: AFP]

ROMA, 27 Jan (Reuters) - Ladrões invadiram uma pequena igreja nas montanhas a leste de Roma durante o fim de semana e roubaram um relicário que continha o sangue do papa João Paulo 2º, afirmou uma guardiã do local nesta segunda-feira.

Franca Corrieri disse que descobriu uma janela quebrada no domingo de manhã e chamou a polícia. Quando os policiais entraram na pequena igreja de pedra, perceberam a falta do relicário de ouro e de um crucifixo.

João Paulo 2º, que morreu em 2005, amava as montanhas da região de Abruzzo, a leste de Roma. Alguma vezes ele escapava secretamente do Vaticano para caminhar e esquiar na área e rezar na igreja.

O polonês João Paulo, cujo papado durou 27 anos, deve ser santificado pela Igreja Católica em maio, fazendo com que o relicário se torne mais peculiar e valioso.

Em 2011, o ex-secretário particular de João Paulo, o cardeal Stanislaw Dziwisz, presenteou a comunidade local de Abruzzo com um pouco do sangue do pontífice, como símbolo do amor sentido por ele pela região montanhosa.

O sangue foi depositado em um recipiente de ouro e vidro e mantido em um nicho na pequena igreja de San Pietro della Ienca, perto da cidade de L’Aquila.

Corrieri disse à Reuters que o incidente dá sensação mais de um “sequestro” do que um roubo. “Em certo sentido, uma pessoa foi levada”, disse ela por telefone.

Nada mais foi levado da isolada igreja além do relicário e do crucifixo, embora Corrieri diga que os ladrões provavelmente tiveram tempo para levar outros objetos durante o roubo, realizado à noite.

Bolsas de sangue de João Paulo foram guardadas após uma tentativa de assassinato que quase o matou, na Praça de São Pedro, em 12 de maio de 1981.

(Reportagem de William James)

* Fonte:
http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPEA0S4AV20140127

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Sangue do Papa João Paulo II é roubado em possível roubo ’satânico’

Por Nick Squires

(The Telegraph) - Um relicário religioso contendo sangue do Papa João Paulo II foi roubado de uma igreja numa remota região montanhosa na Itália, com a especulação de que um grupo satânico poderia estar por trás do roubo.

Uma equipe de cerca de 50 policiais Carabinieri com cães farejadores foram ao local na segunda-feira à procura de qualquer vestígio do relicário, que foi roubado da Igreja de São Pedro de Ienca nas montanhas de Abruzzo, no fim de semana.

O objeto ornado com ouro contém um fragmento do material, manchado de sangue, que foi supostamente retirado da roupa usada por João Paulo II depois de ter sido baleado durante o fracassado atentado contra sua vida na Praça de São Pedro, em 1981. Foi doado à igreja em Maio de 2011 por Stanislaw Dzuwisz, um cardeal polonês e ex-secretário pessoal do Papa.

O relicário é apenas um de um punhado no mundo que contém o sangue do papa polonês, que morreu em 2005 e foi sucedido por Bento XVI.

Foi roubado junto com uma cruz da igreja, que fica perto de Gran Sasso, uma montanha com 9.550 pés de altitude nos Apeninos, a leste de Roma.

O roubo foi descoberto no sábado por um sacerdote do santuário religioso, que é dedicado à memória de João Paulo II.

O papa gostava muito da região e costumava passar férias lá, andando, meditando e esquiando na estância vizinha de Campo Imperatore.

Também é famoso como o lugar onde Benito Mussolini foi internado depois de a Itália trocar de lado durante a guerra, e de onde ele foi resgatado por uma equipe de pára-quedistas alemães em Setembro de 1943 durante um ousado ataque aéreo.

“É possível que possa haver seitas satânicas por trás do roubo do relicário”, disse Giovanni Panunzio, o coordenador nacional de um grupo anti-ocultismo chamado Osservatorio Antiplagio.

“Este período do ano é importante no calendário satânico e culmina no ‘ano novo’ satânico em 1º de Fevereiro. Este tipo de sacrilégio muitas vezes ocorre nesta época do ano. Esperamos que os itens roubados sejam recuperados o mais rápido possível”.

O roubo do relicário ocorre junto com os preparativos do Vaticano para canonizar João Paulo II, junto com outro ex-papa, João XXIII, em uma cerimônia em 27 de abril.

No funeral de João Paulo II em 2005, multidões de enlutados gritaram “Santo Subito!” - “Santidade agora” - o que levou o Vaticano a acelerar o caminho do pontífice polonês à canonização.

Em agosto de 2012, outra relíquia que contém um frasco de sangue do falecido Papa foi roubada de um padre católico, enquanto ele estava viajando em um trem ao norte de Roma.

A relíquia estava em sua mochila, que foi fraudado por ladrões, mas mais tarde recuperada em um matagal pela polícia.

* Fonte:
http://www.telegraph.co.uk/news/religion/the-pope/10599604/Blood-of-Pope-John-Paul-II-stolen-in-possible-satanic-theft.html

* Tradução: Gustavo Guerrear, editor do Tabernaculonet.

* Comentário: Há muito tempo existem rumores sobre conspirações envolvendo o ex-papa João Paulo II, incluindo rituais secretos que utilizariam seu sangue. Alguns pesquisadores do assunto chegam a cogitar que João Paulo II seja peça-chave nos acontecimentos relatados no Apocalipse, ressurgindo como o Falso Profeta. Na Itália existe há centenas (ou milhares) de anos uma disputa muito grande entre sociedades secretas satânicas e o Vaticano. Uma parte da história de “Código Davinci” não é apenas ficção… Recomendo que você pesquise e tire suas próprias conclusões.

Espionagem dos EUA teria usado apps como Google Maps e Angry Birds

Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014

Portal Terra - 27/01/2014

A Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos e a parceira britânica GCHQ desenvolveram métodos para coletar informações de usuários de aplicativos populares, como o jogo Angry Birds, e aplicativos de geolocalização como o Google Maps, segundo informaram nesta segunda-feira os jornais The New York Times e The Guardian. As informações são baseadas em arquivos sigilosos divulgados por Edward Snowden, que denunciou ao mundo o esquema de espionagem global promovido pelos EUA.

De acordo com as publicações, os aplicativos de smartphones, incluindo iPhones e Androids de última geração, geram informações “mais ricas” que os browsers de computadores, entre elas o tipo de aparelho, localização e sexo do usuário. Alguns aplicativos podem apontar até a orientação sexual, nível de educação, salário e se o usuário é adepto ao “swing” entre casais ou não. Dois aplicativos foram especialmente citados no relatório obtido pelos jornais: Google Maps e Angry Birds.

Em um documento de 2008, a agência de inteligência britânica afirma que “na prática, qualquer pessoa que faz uso do Google Maps em um smartphone está cooperando com o sistema da GCHQ”. Já o popular jogo Angry Bird pode ter sido alvo da espionagem por meio de publicidade feita pela Millennial Media, que também seria “rica” em informações. A Rovio, criadora do jogo, afirmou que não tem conhecimento de falhas no aplicativo sendo usadas para espionagem.

* Fonte:
http://tecnologia.terra.com.br/espionagem-dos-eua-teria-usado-apps-como-google-maps-e-angry-birds,2c2a7ae4435d3410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html 

NSA monitora até computadores sem internet através de dispositivo implantado secretamente

Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014

New York Times / Associated Press / Estadão.com.br - 15/01/2014

A Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) instalou um software em cerca de 100 mil computadores em todo o mundo - mas não nos Estados Unidos - que permite que a agência vigie essas máquinas, publicou o jornal New York Times.

Em sua matéria, o diário cita documentos da NSA, especialistas em computadores e autoridades norte-americanas para falar a respeito de tecnologia secreta que usa ondas de rádio para acessar os computadores que outros países tentam proteger de espiões ou ataques cibernéticos.

Segundo o jornal, a rede de softwares pode também criar um caminho digital para o lançamento de ataques cibernéticos. A tecnologia, usada pela agência durante muitos anos, apóia-se no uso de ondas de rádio que podem ser transmitidas de pequenas placas de circuito e pen drives inseridos secretamente nos computadores.

A NSA considera a medida uma ação de “defesa ativa” e tem usado a tecnologia para monitorar unidades do Exército chinês, as Forças Armadas russas, cartéis de drogas, instituições de comércio no interior da União Europeia (UE) e às vezes parceiros dos Estados Unidos contra o terrorismo como Arábia Saudita, Índia e Paquistão, afirma o jornal.

Dentre os alvos mais frequentes da NSA e do Comando Cibernético dos Estados Unidos está o Exército da China. O governo norte-americano tem acusado os chineses de lançarem ataques regulares contra alvos industriais e militares dos Estados Unidos, geralmente para roubar segredos e propriedade intelectual.

Mas quando os chineses instalaram softwares semelhantes em sistemas de empresas ou agências do governo norte-americano, autoridades dos Estados Unidos protestaram, lembra o New York Times.

A NSA afirma que a tecnologia não é usada em computadores no interior dos Estados Unidos.

“As atividades da NSA são concentradas e especificamente usadas contra - e apenas contra - alvos válidos de inteligência estrangeiros em resposta a pedidos da inteligência”, declarou Vanee Vines, porta-voz da agência, em comunicado ao jornal. “Não usamos a capacidade de inteligência externa para roubar segredos comerciais de empresas estrangeiras em nome de - ou fornecemos as informações - para empresas norte-americanas para aumentar sua competitividade internacional ou elevar seu faturamento”. Fonte: Associated Press.

* Fonte:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,nsa-instalou-software-espiao-em-100-mil-computadores,1118706,0.htm

* Título original: “NSA instalou software espião em 100 mil computadores”.

* Fonte original / mais informações técnicas (em inglês):
http://www.nytimes.com/2014/01/15/us/nsa-effort-pries-open-computers-not-connected-to-internet.html?_r=0

EUA têm “governo sombra”, diz ex-subsecretária de Bush pai

Quarta-feira, 28 de Agosto de 2013

MSIA.org.br - 17/08/2013

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Catherine Austin-Fitts foi subsecretária de Habitação no início do governo de George Bush pai. Oriunda da diretoria do banco de investimentos Dillon, Read & Co. (posteriormente incorporado pelo suíço UBS), era responsável pela Administração Federal de Habitação (FHA), então o maior fundo de seguros hipotecários do mundo. Em 1990, foi demitida, depois de ter deparado com um vasto sistema de desvio de recursos para o chamado “orçamento negro” (black budget), destinado ao desenvolvimento de projetos de inteligência e tecnológicos sem supervisão do Congresso. Na iniciativa privada, foi uma das primeiras a advertir sobre a expansão da bolha hipotecária que deflagrou a crise de 2007-2008, e tem denunciado sistematicamente as fraudes que ocorrem rotineiramente no sistema financeiro encabeçado pelo Sistema da Reserva Federal, inclusive, a sua estreita vinculação com o tráfico internacional de drogas e outras atividades ilícitas. Em recente entrevista ao jornalista econômico alemão Lars Schall, postada no sítio deste, em 1º de agosto, ela proporciona uma autêntica aula magna sobre a existência e o funcionamento de uma estrutura de governo mundial, que opera, principalmente, nos EUA e na Europa, à qual chama o “governo sombra” (shadow government).

Provocada sobre o fato de que as suas denúncias lhe têm garantido numerosas acusações de ser uma “teórica da conspiração”, devolveu:

Bem, a coisa é que temos uma realidade oficial e a realidade, são duas coisas diferentes… O meu entendimento do mundo emergiu de trabalhar em Wall Street e para o governo. Eu passei vários anos em disputas judiciais com o governo federal e a minha experiência pessoal é a de que o mundo é movido por decisões quietas tomadas silenciosamente em vários grupos e, em seguida, implementadas dessas maneiras – é assim que o mundo funciona, este é o princípio organizacional básico… A linha divisória de classes, nos EUA de hoje, é entre as pessoas que criam, administram e se engajam no que alguns chamam conspirações, enquanto todo o restante é treinado para ser incapaz de fazer o mesmo, porque esta é a base do poder versus a impotência. Então, eu venho de um mundo onde ser capaz de se reunir com outras pessoas, organizar planos, implementar estes planos e fazer isto silenciosa e secretamente, é a base do exercício e do acúmulo de poder mundial. Por isso, quando eu ouço pessoas sendo depreciativas sobre as conspirações, no mundo em que me criei, isto representa, simplesmente, um sintoma de que elas concordaram em ser impotentes e fazer disto um distintivo de honra.

Segundo ela, tais grupos de poder configuram um “governo sombra”:

A coisa contra a qual estamos lutando é que não é realmente claro qual é o sistema de governança no planeta Terra e como ele funciona. O que sabemos é que as nações soberanas têm o poder de cobrar impostos e grandes orçamentos. A realidade é que essas nações soberanas não estão no controle e não estão dirigindo as coisas… Eu acho que o sistema de governo é, na melhor das hipóteses, obscuro e, na minha experiência de trabalho como funcionária governamental, as decisões são tomadas fora do governo e transmitidas ao governo. O governo trabalha para o “governo sombra”… O que estamos presenciando é uma grande centralização de controle político, e parte disto é que a tecnologia permite esse tipo de consolidação fantástica em lugares centralizados. (…)

A propósito das estreitas vinculações entre o sistema financeiro e o aparato de inteligência que foi exposto pelas recentes denúncias sobre a Agência de Segurança Nacional (NSA) estadunidense, afirmou:

Primeiro, lembre-se que, no mundo desenvolvido, nós temos aliados que tanto competem como cooperam entre si. É muito ruim para os negócios deixar os nossos aliados saberem que, basicamente, você está praticando golpes sujos contra eles, no jogo da guerra econômica. Esta é uma realidade particularmente desconfortável para os EUA, porque eu acho que os estadunidenses têm sido muito bons nesse jogo. Segundo, agora, nós temos um sistema financeiro que é muito dependente de um sistema de gerenciamento dos mercados. A NSA e os sistemas de vigilância correlatos já estão muito além, eles não são mais uma maquinaria para treinamento de insiders para a guerra de equipamentos, eles se tornaram algo muito mais pró-ativo. Eles estão descobrindo como gerenciar os mercados, de uma forma ampla e geopoliticamente. Então, temos agora algo que está inventando os mercados, inventando a economia e direcionando a economia… Passamos de uma máquina de vigilância para uma máquina de manipulação dos mercados e para uma máquina de criação de mercados. (…)

Para os que ainda mantêm ilusões sobre o funcionamento “livre” dos mercados financeiros, ela as desfaz com um balde de realidade fria, ao responder uma pergunta sobre os intercâmbios de informações privilegiadas (insider trading) entre bancos e agências de inteligência:

(…) Neste exato momento, o governo federal tem como seu depositário a Reserva Federal de Nova York. Então, você tem um banco privado que é o banqueiro do governo e, essencialmente e de várias maneiras, controla as contas do governo. Agora, este banco central está imprimindo papel e ninguém irá pegar este papel, a menos que as Forças Armadas dos EUA garantam que todos farão isto. Então, estamos falando de um híbrido que é bastante integrado em uma única coisa. A Reserva Federal de Nova York representa, na realidade, os seus bancos membros, que atuam como agentes e, por intermédio da Reserva, estão gerenciando o Fundo de Estabilização de Câmbio, que é a mãe de todos os fundos para operações encobertas e fundos de intervenção nos mercados, mas também estão implementando diretrizes de segurança nacional no mercado… Então, essas agências e instituições estão atuando juntas, como se fossem um único cartel. Isto vai muito além de informações privilegiadas… O que eles criaram, pelo menos nos EUA, é uma maquinaria de colheita. Os EUA têm 3.100 condados e o que temos é uma maquinaria que cultiva cada um deles para uma variedade de propósitos governamentais e do orçamento negro. Em muitos condados, a economia é projetada para gerar dinheiro para o orçamento negro, mais do que para otimizar a economia.

Não obstante, para Austin-Fitts, a crise global representa uma oportunidade, pois

estamos atravessando um extraordinário período de mudanças… Estamos deixando de ser divididos entre desenvolvidos e não-desenvolvidos e entrando numa economia mais mundial. Este reequilíbrio é uma mudança bastante significativa… Estamos mudando o nosso modelo. No mundo desenvolvido, nós dizíamos, basicamente, vamos ser democracias, mas vamos financiar as nossas democracias percorrendo o planeta, matando todo o resto e pegando baratos os seus recursos naturais. Agora, temos que converter-nos num modelo em que o que for feito a um será feito a todos, e isto é parte desse reequilíbrio, acho que é uma grande mudança.

Embora sem proporcionar detalhes, ela comenta ter deparado, em suas investigações, com o desenvolvimento encoberto de tecnologias de propulsão espacial muito mais avançadas do que as oficialmente reconhecidas como sendo o estado da arte dos EUA:

A maneira em como me interessei no programa espacial foi que eu estava seguindo as pistas de fraudes e extraordinárias quantidades de dinheiro que desapareciam dos programas de hipotecas do governo federal e desaparecendo do [Departamento do] Tesouro. Isto me levou a investigar o orçamento negro. Mas quando você começa a investigar o orçamento negro, o que você começa a compreender é que a primeira história de cobertura para ele é a incompetência e a segunda, a corrupção. Porque, de fato, estamos falando de um processo institucionalizado de desviar dinheiro da economia aberta, seja no nível governamental ou nas comunidades, por meio do crime organizado e coisas como as fraudes com hipotecas – e estamos falando de dinheiro numa escala enorme. Não estamos falando de Ferraris e contas em paraísos fiscais para parceiros de Wall Street, estamos falando de trilhões e trilhões de dólares que estão indo para algum lugar. Na medida em que comecei a estudar o orçamento negro e para onde o dinheiro estava indo, numa escala extraordinária, comecei a investigar os diferentes relatos sobre a construção de instalações subterrâneas e a construção de naves espaciais que funcionam como dizem que os funcionam os OVNIs [objetos voadores não-identificados]. (…)

(…) Então, essas tecnologias estão sendo desenvolvidas há algum tempo e um dos nossos desafios, como planeta, é que existe uma enorme divisão na população, entre pessoas que estão avançando rapidamente, fazendo coisas de tecnologia muito avançada, inclusive, por meio do orçamento negro, e uma população muito maior que, se está fazendo algo, está reduzindo as suas habilidades, inteligência e capacidade de lidar com tecnologias avançadas.

Ao final, Schall pediu à ex-subsecretária para apontar os desafios mais importantes para a humanidade, dos quais a grande maioria das pessoas não estaria ciente:

Nos últimos quinhentos anos, temos estado no que [o investidor e analista financeiro] James Turks chama de “modelo centralbanquista-belicista”. Os bancos centrais imprimem dinheiro e os militares se asseguram de que todo mundo fique com ele. Parte disto, como dissemos, era que os colegas no mundo desenvolvido iam ao mundo não desenvolvido e roubavam o que precisavam para mover as suas economias. Agora, teremos que ter um modelo muito mais integrado globalmente. Ou iremos praticar globalmente a não-violação ou não sei o que será. Isto será uma coisa grande para a gente do mundo desenvolvido, se converter, literalmente, para um modelo em que o mesmo conjunto de regras se aplique aos mercados desenvolvidos e emergentes.

Teremos que praticar globalmente a não-violação. Eu acho que um dos desafios mais importantes é uma grande evolução espiritual e cultural. Para mim, a maior oportunidade para o planeta é espiritual. A questão maior em cada sistema legal é quem o aplica. Se vamos nos mover para uma condição em que possamos manejar o tipo de tecnologias que discutimos, então, seremos convocados para fazer uma enorme mudança, de modo a termos o tipo de base espiritual e cultural que possa manejar essas tecnologias tão poderosas. E, na medida em que isto acontecer neste planeta, estaremos em condições de enfrentar uma série de riscos geofísicos, ameaças cósmicas e o que estiver ocorrendo no espaço exterior.

Então, eu diria que os nossos dois desafios mais importantes estão na ascensão espiritual e cultural, para estar à altura da tecnologia, inclusive, praticando globalmente a não-violação, na medida em que chegamos a uma cultura e uma economia muito mais integradas e, assim, atuar como uma sociedade é assumir as responsabilidades para interagir no espaço e entender e gerenciar os nossos riscos geofísicos, no contexto de toda a galáxia.

Evidentemente, ela não espera que tais mudanças ocorram automaticamente. Para finalizar, vejamos a sua “receita”:

A solução é que cada um de nós faça o que chamo “tomar posição” [”come clean”, no original]. Cada um de nós tem que mudar; em outras palavras, não precisamos esperar que as lideranças façam alguma coisa. Nós podemos, simplesmente, começar a mudar nós mesmos… A maneira como vamos construir o futuro é atraindo o que queremos. Vamos passar por uma enorme mudança e não há jeito de que possamos nos esconder num bunker, com nossa comida desidratada e moedas de ouro, e pensar que vai dar tudo certo. Temos que sair para fora, de um jeito ou de outro, e criar soluções.

Após deixar o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Austin-Fitts fundou o bem sucedido banco de investimentos Hamilton Securities Group, que foi forçado a fechar, em 1998, após uma feroz perseguição judicial movida pelo governo federal, com acusações que, posteriormente, se revelaram fraudulentas. Atualmente, dirige a Solari, empresa de consultoria de investimentos, e o sítio The Solari Report, no qual publica artigos, notícias jornalísticas e entrevistas, com foco na crise global e os esforços para a sua superação.

* Fonte:
http://www.msia.org.br/eua-tem-governo-sombra-diz-ex-subsecretaria-de-bush-pai/

Maçonaria à cubana: foice e martelo de um lado, régua e compasso do outro

Quarta-feira, 7 de Agosto de 2013

Brasil 24/7 (www.brasil247.com) - 07/03/2013

Cuba é o único caso de país de regime marxista duro que tolera em todo o seu território uma importante sociedade secreta de fundo esotérico: a maçonaria. Hoje, na bela e conturbada ilha de Fidel e Raul, florescem nada menos que 318 lojas maçônicas, frequentadas abertamente por cerca de 30 mil membros inscritos. Números bastante altos para um país de população tão pequena. A santeria - culto afro-cubano primo-irmão dos nossos candomblé e umbanda - é, em Cuba, o único outro sistema de poder esotérico capaz de concorrer com a maçonaria em termos de existência razoavelmente livre e solta.

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Numa loja maçônica em Cuba o rito da corrente de força, representada pelas mãos dadas e os braços cruzados dos confrades, é símbolo evidente da união e do poder maçônicos. A confraria se prepara para desempenhar papel importante no futuro do país. Foto: Mauro D’Agati, La Repubblica.

Várias histórias correm na ilha, tanto nos meios maçônicos quanto fora deles, para explicar essa curiosa tolerância. Alguns dizem que Fidel e Raul são maçons, mais provavelmente o segundo. Outros afirmam que se trata de um dever de gratidão: durante a revolução cubana, Fidel Castro teria se refugiado numa loja maçônica, onde encontrou abrigo e proteção. Por isso, ele nunca fechou nem um único templo maçônico nem perseguiu os seus membros.

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O imponente Edifício Maçônico, epicentro das atividades da confraria em Cuba, localizado na Avenida Salvador Allende, no centro de Havana.

O fato é que, hoje, a Grande Loja de Cuba - epicentro das atividades da organização no país - é inteiramente regular e reconhecida pela maioria das grandes lojas maçônicas ao redor do mundo.

Fato incontestável, e que talvez tenha a ver com essa tolerância, é que a própria independência de Cuba foi alcançada em boa parte graças à ação de maçons franceses e cubanos. A maçonaria surgiu em Cuba em 1763, a partir de lojas militares inglesas e irlandesas. Quando os ingleses partiram, chegaram os franceses, aos milhares, fugidos da revolução no Haiti em 1791. A primeira loja realmente cubana foi o Templo das Virtudes Teológicas, fundada em Havana em 1804 pela Grande Loja da Luisiana.

O que torna única a presença da maçonaria em Cuba é o papel que ela desempenhou durante as três décadas de luta pela independência do jugo espanhol entre 1868 e 1895. Os três grandes líderes revolucionários – José Martí, Antonio Maceo e o “pai da nação” Carlos Manuel de Céspedes eram, todos eles, maçons. Historiadores dizem hoje que foi impossível para os revolucionários comunistas varreram para embaixo do tapete a afiliação maçônica desses três heróis nacionais. Mas a verdade é que pouco ou nenhum esforço foi feito nesse sentido. A imensa maioria dos presidentes cubanos, começando por Carlos Manuel de Céspedes, foram maçons.

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Ritual em loja maçônica localizada no interior de Cuba. No estandarte verde lê-se a data da sua fundação: 3 de dezembro de 1964.

Há outras características curiosas no comportamento da maçonaria no seio da sociedade cubana. Claro, ela é monitorada pelo governo que quase certamente mantém agentes e informantes infiltrados no interior das lojas. Mas são muito raras as intervenções abertas ou as limitações impostas aos cultos. Para manter esse confortável estado de coisas, os líderes maçons cubanos preferem não adotar posições de confronto com as políticas do regime. Apesar disso, eles recebem de braços abertos em seus quadros um grande número de dissidentes.

Após o esfacelamento da União Soviética – que era o maior parceiro comercial de Cuba – o governo cubano facilitou ainda mais as coisas para a maçonaria, autorizando-a a participar de cerimônias públicas e a abrir várias novas lojas. Todavia, o funcionamento regular de todas as lojas maçônicas ainda está sujeito à permissão por parte das autoridades, e a publicação de livros e panfletos maçônicos é bastante restrita pelos serviços de censura governamental.

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No alto do Edifício Maçônico, o símbolo da Régua e Compasso encimam um enorme globo terrestre.

A Grande Loja de Cuba, conhecida popularmente como o Edifício Maçônico, foi construída por volta de 1955 para as funções de Templo e sede central das entidades maçônicas de Cuba e chegou a albergar a Universidade Maçônica. Trata-se de um edifício imponente, incluído entre as obras arquitetônicas mais significativas da cidade de Havana. Encontra-se na atual Avenida Salvador Allende, no centro da capital cubana. Sem esquecer que o chileno Salvador Allende, amigo e aliado dos irmãos Castro, era maçom convicto.

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Um dos salões da Loja Maçônica na cidade de Banes.

Há pouco, a jornalista italiana Anna Lombardi, do jornal La Repubblica, conseguiu um feito inédito: visitar a Grande Loja de Cuba, em Havana, e vários outros templos maçônicos na ilha. Mas não apenas: Lombardi entrevistou líderes maçons cubanos e participou de rituais fechados da confraria. Seu saboroso relato foi publicado na revista “Il Venerdì di Repubblica”, edição nº 1301, de 22 de fevereiro.

Aqui segue o seu artigo:

AS LOJAS DE CUBA – Assim sobrevivem os maçons na ilha de Fidel

Por: Anna Lombardi (La Repubblica, Itália)

Um edifício numa aldeia perdida na Sierra Maestra, na porta os símbolos maçônicos do esquadro e compasso: dizem que em 1956 nela se esconderam Fidel Castro e seus barbudos apenas desembarcados do Granma. E foi exatamente no interior dessa velha loja maçônica de montanha que o futuro Líder Máximo criou aquele Movimento 26 de Julho que em poucos anos teria varrido para longe a ditadura de Fulgêncio Batista,inspirando-se nos ensinamentos de José Martí, o herói cubano pai do movimento independentista da ilha. Herói e maçom. Como outros revolucionários latino-americanos (e não apenas) do final do oitocentos: de Benito Juarez a Simon Bolívar. Dizem ser por isso que, uma vez no poder Fidel, em reconhecimento, tolerou a maçonaria: confraria misteriosa (os afiliados preferem defini-la “discreta”) que em todo o mundo compartilha ritos e símbolos naquilo que define “incansável busca da verdade”.

Claro, muitas histórias são contadas em Havana. Que a tolerância de Fidel para com a maçonaria deve-se ao seu afeto por um seu professor maçom. Que o padre Angel, famoso proprietário de terras, era um afiliado. Que se trata de um gesto de respeito a seu amigo Salvador Allende, também maçom. Até algumas teorias direitistas, das quais a Internet está cheia, segundo as quais o próprio Fidel é um iniciado. Ou, pelo menos, o seu irmão Raul…

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Diploma de afiliação à Loja Minerva, uma das mais importantes de Cuba.

Qualquer que seja o segredo que se esconde por trás da complacência dos Castro em relação à confraria, é certo que a cubana é a única maçonaria tolerada por um regime totalitário. Foram os franceses em fuga da revolta dos escravos no Haiti em 1791 a levá-la para Cuba.

Mas já em 1859 Cuba se orgulhava de possuir uma loja autônoma, a mesma que opera até hoje. Ela escapou inclusive à homologação cultural pós revolução que aconteceu em 1959, embora alguns “irmãos” tivessem proposto a sua dissolução, sob a alegação de que “no novo contexto político certos ideais não tinham mais razão de existir”. O Grão Mestre daquela época fugiu para a Flórida com todo o seu estado-maior, e a partir de Miami passou a lançar anátemas sobre seus confrades que permaneceram na ilha, desencorajando-os de eleger um novo chefe.

Flechas que caíram ao mar: hoje, na ilha, existem 318 lojas frequentadas por mais de trinta mil afiliados. O número tem aumentado ultimamente: “Depois da queda do Muro de Berlim” contou um ex grão mestre ao New York Times “muitos jovens vieram a nós em busca de respostas que o Estado não tem condições de dar. Eles nos identificam como exemplo social: não discutimos política nem religião”.

Diz Mark Falcoff, experto em América Latina da revista Foreign Affairs, que foi exatamente esse fator que permitiu à maçonaria cubana manter sua autonomia. Evitando a política, a organização pode discutir temas “incômodos” como o aborto e a globalização. E pode acolher em suas fileiras muitos dissidentes do regime: dos 75 presos durante a Primavera Negra, a onda repressora de 2003 que mirou jornalistas, sindicalistas e outros opositores, doze eram maçons. “Mas a Loja não foi envolvida no caso”, contou um deles, o jornalista Jorge Olivera ao jornal Chicago Tribune.

Oficialmente, o governo elogia a maçonaria por estar ligada aos momentos mais nobres da história cubana. Mas a Grande Loja precisa de qualquer modo pedir permissão para qualquer coisa: desde depor uma coroa de flores aos pés da estátua de José Martí até a publicação de um simples manual ritual. Em privado, seus membros se lamentam da presença de infiltrados, fazendo aceno a ameaças veladas quando um estrangeiro frequenta um tanto em excesso a Loja. Mas todos pensam que, no futuro, a maçonaria terá um papel importante no processo de reconciliação das diversas almas do país.

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Loja maçônica Verdad, na cidade cubana de Matanzas.

Certo, nem todas as lojas gozam de boa saúde. Muitas, sobretudo as que estão muito distantes da capital, estão em ruínas. Mas todas citam o Grande Templo Nacional Maçônico, um edifício de onze andares coroado por um esquadro e compasso, situado no número 508 da Avenida Salvador Allende, em Havana. Quando foi inaugurado, em 1955, era um dos mais modernos de Cuba. E um dos mais ricos, como testemunham ainda hoje os pequenos sofás de couro azul ou as colunas encimadas por globos luminosos. É aqui que acontecem os ritos coletivos. É aqui, entre essas paredes, medalhas e espadas, que o Grão Mestre e o Grão Secretário mantêm os seus escritórios. Há também um museu, uma biblioteca aberta ao público e um asilo que abriga os maçons idosos e administra as doações – sobretudo medicamentos – enviadas pelas lojas americanas e europeias.

Nos subterrâneos se localiza a escura “câmera de reflexão”: nela, em companhia de esqueletos e outros símbolos da vanitas (vaidade) humana, o aspirante a iniciado começa o seu aprendizado. “Morre” para depois renascer para uma nova vida no interior da comunidade. Um ritual simbólico que, no país da santeria, o culto sincrético que une elementos africanos a elementos católicos, foi enriquecido com passagens ainda mais macabras.

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Monumento funerário maçônico em cemitério de Havana.

Mas pode ter sido exatamente esse mix o fator que suscitou, ulteriormente, o favor dos Castro. Os irmãos sempre usaram os símbolos da santeria a seu favor. Como aconteceu em 1959 – uma semana depois da fuga de Batista – quando Fidel, durante um comício, fez com que duas pombas brancas – símbolos de Obatalá, versão local de Cristo - pousassem sobre seus ombros.

Santeria e maçonaria, em resumo, para obter consenso na Cuba pós Revolução. A primeira, útil para fascinar a população afro-americana, pouco representada no regime. A segunda, útil para garantir a simpatia da esquerda latino-americana. Foice e martelo de um lado, régua e compasso do outro.

* Fonte:
http://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/95349/