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EUA têm “governo sombra”, diz ex-subsecretária de Bush pai

Quarta-feira, 28 de Agosto de 2013

MSIA.org.br - 17/08/2013

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Catherine Austin-Fitts foi subsecretária de Habitação no início do governo de George Bush pai. Oriunda da diretoria do banco de investimentos Dillon, Read & Co. (posteriormente incorporado pelo suíço UBS), era responsável pela Administração Federal de Habitação (FHA), então o maior fundo de seguros hipotecários do mundo. Em 1990, foi demitida, depois de ter deparado com um vasto sistema de desvio de recursos para o chamado “orçamento negro” (black budget), destinado ao desenvolvimento de projetos de inteligência e tecnológicos sem supervisão do Congresso. Na iniciativa privada, foi uma das primeiras a advertir sobre a expansão da bolha hipotecária que deflagrou a crise de 2007-2008, e tem denunciado sistematicamente as fraudes que ocorrem rotineiramente no sistema financeiro encabeçado pelo Sistema da Reserva Federal, inclusive, a sua estreita vinculação com o tráfico internacional de drogas e outras atividades ilícitas. Em recente entrevista ao jornalista econômico alemão Lars Schall, postada no sítio deste, em 1º de agosto, ela proporciona uma autêntica aula magna sobre a existência e o funcionamento de uma estrutura de governo mundial, que opera, principalmente, nos EUA e na Europa, à qual chama o “governo sombra” (shadow government).

Provocada sobre o fato de que as suas denúncias lhe têm garantido numerosas acusações de ser uma “teórica da conspiração”, devolveu:

Bem, a coisa é que temos uma realidade oficial e a realidade, são duas coisas diferentes… O meu entendimento do mundo emergiu de trabalhar em Wall Street e para o governo. Eu passei vários anos em disputas judiciais com o governo federal e a minha experiência pessoal é a de que o mundo é movido por decisões quietas tomadas silenciosamente em vários grupos e, em seguida, implementadas dessas maneiras – é assim que o mundo funciona, este é o princípio organizacional básico… A linha divisória de classes, nos EUA de hoje, é entre as pessoas que criam, administram e se engajam no que alguns chamam conspirações, enquanto todo o restante é treinado para ser incapaz de fazer o mesmo, porque esta é a base do poder versus a impotência. Então, eu venho de um mundo onde ser capaz de se reunir com outras pessoas, organizar planos, implementar estes planos e fazer isto silenciosa e secretamente, é a base do exercício e do acúmulo de poder mundial. Por isso, quando eu ouço pessoas sendo depreciativas sobre as conspirações, no mundo em que me criei, isto representa, simplesmente, um sintoma de que elas concordaram em ser impotentes e fazer disto um distintivo de honra.

Segundo ela, tais grupos de poder configuram um “governo sombra”:

A coisa contra a qual estamos lutando é que não é realmente claro qual é o sistema de governança no planeta Terra e como ele funciona. O que sabemos é que as nações soberanas têm o poder de cobrar impostos e grandes orçamentos. A realidade é que essas nações soberanas não estão no controle e não estão dirigindo as coisas… Eu acho que o sistema de governo é, na melhor das hipóteses, obscuro e, na minha experiência de trabalho como funcionária governamental, as decisões são tomadas fora do governo e transmitidas ao governo. O governo trabalha para o “governo sombra”… O que estamos presenciando é uma grande centralização de controle político, e parte disto é que a tecnologia permite esse tipo de consolidação fantástica em lugares centralizados. (…)

A propósito das estreitas vinculações entre o sistema financeiro e o aparato de inteligência que foi exposto pelas recentes denúncias sobre a Agência de Segurança Nacional (NSA) estadunidense, afirmou:

Primeiro, lembre-se que, no mundo desenvolvido, nós temos aliados que tanto competem como cooperam entre si. É muito ruim para os negócios deixar os nossos aliados saberem que, basicamente, você está praticando golpes sujos contra eles, no jogo da guerra econômica. Esta é uma realidade particularmente desconfortável para os EUA, porque eu acho que os estadunidenses têm sido muito bons nesse jogo. Segundo, agora, nós temos um sistema financeiro que é muito dependente de um sistema de gerenciamento dos mercados. A NSA e os sistemas de vigilância correlatos já estão muito além, eles não são mais uma maquinaria para treinamento de insiders para a guerra de equipamentos, eles se tornaram algo muito mais pró-ativo. Eles estão descobrindo como gerenciar os mercados, de uma forma ampla e geopoliticamente. Então, temos agora algo que está inventando os mercados, inventando a economia e direcionando a economia… Passamos de uma máquina de vigilância para uma máquina de manipulação dos mercados e para uma máquina de criação de mercados. (…)

Para os que ainda mantêm ilusões sobre o funcionamento “livre” dos mercados financeiros, ela as desfaz com um balde de realidade fria, ao responder uma pergunta sobre os intercâmbios de informações privilegiadas (insider trading) entre bancos e agências de inteligência:

(…) Neste exato momento, o governo federal tem como seu depositário a Reserva Federal de Nova York. Então, você tem um banco privado que é o banqueiro do governo e, essencialmente e de várias maneiras, controla as contas do governo. Agora, este banco central está imprimindo papel e ninguém irá pegar este papel, a menos que as Forças Armadas dos EUA garantam que todos farão isto. Então, estamos falando de um híbrido que é bastante integrado em uma única coisa. A Reserva Federal de Nova York representa, na realidade, os seus bancos membros, que atuam como agentes e, por intermédio da Reserva, estão gerenciando o Fundo de Estabilização de Câmbio, que é a mãe de todos os fundos para operações encobertas e fundos de intervenção nos mercados, mas também estão implementando diretrizes de segurança nacional no mercado… Então, essas agências e instituições estão atuando juntas, como se fossem um único cartel. Isto vai muito além de informações privilegiadas… O que eles criaram, pelo menos nos EUA, é uma maquinaria de colheita. Os EUA têm 3.100 condados e o que temos é uma maquinaria que cultiva cada um deles para uma variedade de propósitos governamentais e do orçamento negro. Em muitos condados, a economia é projetada para gerar dinheiro para o orçamento negro, mais do que para otimizar a economia.

Não obstante, para Austin-Fitts, a crise global representa uma oportunidade, pois

estamos atravessando um extraordinário período de mudanças… Estamos deixando de ser divididos entre desenvolvidos e não-desenvolvidos e entrando numa economia mais mundial. Este reequilíbrio é uma mudança bastante significativa… Estamos mudando o nosso modelo. No mundo desenvolvido, nós dizíamos, basicamente, vamos ser democracias, mas vamos financiar as nossas democracias percorrendo o planeta, matando todo o resto e pegando baratos os seus recursos naturais. Agora, temos que converter-nos num modelo em que o que for feito a um será feito a todos, e isto é parte desse reequilíbrio, acho que é uma grande mudança.

Embora sem proporcionar detalhes, ela comenta ter deparado, em suas investigações, com o desenvolvimento encoberto de tecnologias de propulsão espacial muito mais avançadas do que as oficialmente reconhecidas como sendo o estado da arte dos EUA:

A maneira em como me interessei no programa espacial foi que eu estava seguindo as pistas de fraudes e extraordinárias quantidades de dinheiro que desapareciam dos programas de hipotecas do governo federal e desaparecendo do [Departamento do] Tesouro. Isto me levou a investigar o orçamento negro. Mas quando você começa a investigar o orçamento negro, o que você começa a compreender é que a primeira história de cobertura para ele é a incompetência e a segunda, a corrupção. Porque, de fato, estamos falando de um processo institucionalizado de desviar dinheiro da economia aberta, seja no nível governamental ou nas comunidades, por meio do crime organizado e coisas como as fraudes com hipotecas – e estamos falando de dinheiro numa escala enorme. Não estamos falando de Ferraris e contas em paraísos fiscais para parceiros de Wall Street, estamos falando de trilhões e trilhões de dólares que estão indo para algum lugar. Na medida em que comecei a estudar o orçamento negro e para onde o dinheiro estava indo, numa escala extraordinária, comecei a investigar os diferentes relatos sobre a construção de instalações subterrâneas e a construção de naves espaciais que funcionam como dizem que os funcionam os OVNIs [objetos voadores não-identificados]. (…)

(…) Então, essas tecnologias estão sendo desenvolvidas há algum tempo e um dos nossos desafios, como planeta, é que existe uma enorme divisão na população, entre pessoas que estão avançando rapidamente, fazendo coisas de tecnologia muito avançada, inclusive, por meio do orçamento negro, e uma população muito maior que, se está fazendo algo, está reduzindo as suas habilidades, inteligência e capacidade de lidar com tecnologias avançadas.

Ao final, Schall pediu à ex-subsecretária para apontar os desafios mais importantes para a humanidade, dos quais a grande maioria das pessoas não estaria ciente:

Nos últimos quinhentos anos, temos estado no que [o investidor e analista financeiro] James Turks chama de “modelo centralbanquista-belicista”. Os bancos centrais imprimem dinheiro e os militares se asseguram de que todo mundo fique com ele. Parte disto, como dissemos, era que os colegas no mundo desenvolvido iam ao mundo não desenvolvido e roubavam o que precisavam para mover as suas economias. Agora, teremos que ter um modelo muito mais integrado globalmente. Ou iremos praticar globalmente a não-violação ou não sei o que será. Isto será uma coisa grande para a gente do mundo desenvolvido, se converter, literalmente, para um modelo em que o mesmo conjunto de regras se aplique aos mercados desenvolvidos e emergentes.

Teremos que praticar globalmente a não-violação. Eu acho que um dos desafios mais importantes é uma grande evolução espiritual e cultural. Para mim, a maior oportunidade para o planeta é espiritual. A questão maior em cada sistema legal é quem o aplica. Se vamos nos mover para uma condição em que possamos manejar o tipo de tecnologias que discutimos, então, seremos convocados para fazer uma enorme mudança, de modo a termos o tipo de base espiritual e cultural que possa manejar essas tecnologias tão poderosas. E, na medida em que isto acontecer neste planeta, estaremos em condições de enfrentar uma série de riscos geofísicos, ameaças cósmicas e o que estiver ocorrendo no espaço exterior.

Então, eu diria que os nossos dois desafios mais importantes estão na ascensão espiritual e cultural, para estar à altura da tecnologia, inclusive, praticando globalmente a não-violação, na medida em que chegamos a uma cultura e uma economia muito mais integradas e, assim, atuar como uma sociedade é assumir as responsabilidades para interagir no espaço e entender e gerenciar os nossos riscos geofísicos, no contexto de toda a galáxia.

Evidentemente, ela não espera que tais mudanças ocorram automaticamente. Para finalizar, vejamos a sua “receita”:

A solução é que cada um de nós faça o que chamo “tomar posição” [”come clean”, no original]. Cada um de nós tem que mudar; em outras palavras, não precisamos esperar que as lideranças façam alguma coisa. Nós podemos, simplesmente, começar a mudar nós mesmos… A maneira como vamos construir o futuro é atraindo o que queremos. Vamos passar por uma enorme mudança e não há jeito de que possamos nos esconder num bunker, com nossa comida desidratada e moedas de ouro, e pensar que vai dar tudo certo. Temos que sair para fora, de um jeito ou de outro, e criar soluções.

Após deixar o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Austin-Fitts fundou o bem sucedido banco de investimentos Hamilton Securities Group, que foi forçado a fechar, em 1998, após uma feroz perseguição judicial movida pelo governo federal, com acusações que, posteriormente, se revelaram fraudulentas. Atualmente, dirige a Solari, empresa de consultoria de investimentos, e o sítio The Solari Report, no qual publica artigos, notícias jornalísticas e entrevistas, com foco na crise global e os esforços para a sua superação.

* Fonte:
http://www.msia.org.br/eua-tem-governo-sombra-diz-ex-subsecretaria-de-bush-pai/

Maçonaria à cubana: foice e martelo de um lado, régua e compasso do outro

Quarta-feira, 7 de Agosto de 2013

Brasil 24/7 (www.brasil247.com) - 07/03/2013

Cuba é o único caso de país de regime marxista duro que tolera em todo o seu território uma importante sociedade secreta de fundo esotérico: a maçonaria. Hoje, na bela e conturbada ilha de Fidel e Raul, florescem nada menos que 318 lojas maçônicas, frequentadas abertamente por cerca de 30 mil membros inscritos. Números bastante altos para um país de população tão pequena. A santeria - culto afro-cubano primo-irmão dos nossos candomblé e umbanda - é, em Cuba, o único outro sistema de poder esotérico capaz de concorrer com a maçonaria em termos de existência razoavelmente livre e solta.

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Numa loja maçônica em Cuba o rito da corrente de força, representada pelas mãos dadas e os braços cruzados dos confrades, é símbolo evidente da união e do poder maçônicos. A confraria se prepara para desempenhar papel importante no futuro do país. Foto: Mauro D’Agati, La Repubblica.

Várias histórias correm na ilha, tanto nos meios maçônicos quanto fora deles, para explicar essa curiosa tolerância. Alguns dizem que Fidel e Raul são maçons, mais provavelmente o segundo. Outros afirmam que se trata de um dever de gratidão: durante a revolução cubana, Fidel Castro teria se refugiado numa loja maçônica, onde encontrou abrigo e proteção. Por isso, ele nunca fechou nem um único templo maçônico nem perseguiu os seus membros.

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O imponente Edifício Maçônico, epicentro das atividades da confraria em Cuba, localizado na Avenida Salvador Allende, no centro de Havana.

O fato é que, hoje, a Grande Loja de Cuba - epicentro das atividades da organização no país - é inteiramente regular e reconhecida pela maioria das grandes lojas maçônicas ao redor do mundo.

Fato incontestável, e que talvez tenha a ver com essa tolerância, é que a própria independência de Cuba foi alcançada em boa parte graças à ação de maçons franceses e cubanos. A maçonaria surgiu em Cuba em 1763, a partir de lojas militares inglesas e irlandesas. Quando os ingleses partiram, chegaram os franceses, aos milhares, fugidos da revolução no Haiti em 1791. A primeira loja realmente cubana foi o Templo das Virtudes Teológicas, fundada em Havana em 1804 pela Grande Loja da Luisiana.

O que torna única a presença da maçonaria em Cuba é o papel que ela desempenhou durante as três décadas de luta pela independência do jugo espanhol entre 1868 e 1895. Os três grandes líderes revolucionários – José Martí, Antonio Maceo e o “pai da nação” Carlos Manuel de Céspedes eram, todos eles, maçons. Historiadores dizem hoje que foi impossível para os revolucionários comunistas varreram para embaixo do tapete a afiliação maçônica desses três heróis nacionais. Mas a verdade é que pouco ou nenhum esforço foi feito nesse sentido. A imensa maioria dos presidentes cubanos, começando por Carlos Manuel de Céspedes, foram maçons.

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Ritual em loja maçônica localizada no interior de Cuba. No estandarte verde lê-se a data da sua fundação: 3 de dezembro de 1964.

Há outras características curiosas no comportamento da maçonaria no seio da sociedade cubana. Claro, ela é monitorada pelo governo que quase certamente mantém agentes e informantes infiltrados no interior das lojas. Mas são muito raras as intervenções abertas ou as limitações impostas aos cultos. Para manter esse confortável estado de coisas, os líderes maçons cubanos preferem não adotar posições de confronto com as políticas do regime. Apesar disso, eles recebem de braços abertos em seus quadros um grande número de dissidentes.

Após o esfacelamento da União Soviética – que era o maior parceiro comercial de Cuba – o governo cubano facilitou ainda mais as coisas para a maçonaria, autorizando-a a participar de cerimônias públicas e a abrir várias novas lojas. Todavia, o funcionamento regular de todas as lojas maçônicas ainda está sujeito à permissão por parte das autoridades, e a publicação de livros e panfletos maçônicos é bastante restrita pelos serviços de censura governamental.

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No alto do Edifício Maçônico, o símbolo da Régua e Compasso encimam um enorme globo terrestre.

A Grande Loja de Cuba, conhecida popularmente como o Edifício Maçônico, foi construída por volta de 1955 para as funções de Templo e sede central das entidades maçônicas de Cuba e chegou a albergar a Universidade Maçônica. Trata-se de um edifício imponente, incluído entre as obras arquitetônicas mais significativas da cidade de Havana. Encontra-se na atual Avenida Salvador Allende, no centro da capital cubana. Sem esquecer que o chileno Salvador Allende, amigo e aliado dos irmãos Castro, era maçom convicto.

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Um dos salões da Loja Maçônica na cidade de Banes.

Há pouco, a jornalista italiana Anna Lombardi, do jornal La Repubblica, conseguiu um feito inédito: visitar a Grande Loja de Cuba, em Havana, e vários outros templos maçônicos na ilha. Mas não apenas: Lombardi entrevistou líderes maçons cubanos e participou de rituais fechados da confraria. Seu saboroso relato foi publicado na revista “Il Venerdì di Repubblica”, edição nº 1301, de 22 de fevereiro.

Aqui segue o seu artigo:

AS LOJAS DE CUBA – Assim sobrevivem os maçons na ilha de Fidel

Por: Anna Lombardi (La Repubblica, Itália)

Um edifício numa aldeia perdida na Sierra Maestra, na porta os símbolos maçônicos do esquadro e compasso: dizem que em 1956 nela se esconderam Fidel Castro e seus barbudos apenas desembarcados do Granma. E foi exatamente no interior dessa velha loja maçônica de montanha que o futuro Líder Máximo criou aquele Movimento 26 de Julho que em poucos anos teria varrido para longe a ditadura de Fulgêncio Batista,inspirando-se nos ensinamentos de José Martí, o herói cubano pai do movimento independentista da ilha. Herói e maçom. Como outros revolucionários latino-americanos (e não apenas) do final do oitocentos: de Benito Juarez a Simon Bolívar. Dizem ser por isso que, uma vez no poder Fidel, em reconhecimento, tolerou a maçonaria: confraria misteriosa (os afiliados preferem defini-la “discreta”) que em todo o mundo compartilha ritos e símbolos naquilo que define “incansável busca da verdade”.

Claro, muitas histórias são contadas em Havana. Que a tolerância de Fidel para com a maçonaria deve-se ao seu afeto por um seu professor maçom. Que o padre Angel, famoso proprietário de terras, era um afiliado. Que se trata de um gesto de respeito a seu amigo Salvador Allende, também maçom. Até algumas teorias direitistas, das quais a Internet está cheia, segundo as quais o próprio Fidel é um iniciado. Ou, pelo menos, o seu irmão Raul…

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Diploma de afiliação à Loja Minerva, uma das mais importantes de Cuba.

Qualquer que seja o segredo que se esconde por trás da complacência dos Castro em relação à confraria, é certo que a cubana é a única maçonaria tolerada por um regime totalitário. Foram os franceses em fuga da revolta dos escravos no Haiti em 1791 a levá-la para Cuba.

Mas já em 1859 Cuba se orgulhava de possuir uma loja autônoma, a mesma que opera até hoje. Ela escapou inclusive à homologação cultural pós revolução que aconteceu em 1959, embora alguns “irmãos” tivessem proposto a sua dissolução, sob a alegação de que “no novo contexto político certos ideais não tinham mais razão de existir”. O Grão Mestre daquela época fugiu para a Flórida com todo o seu estado-maior, e a partir de Miami passou a lançar anátemas sobre seus confrades que permaneceram na ilha, desencorajando-os de eleger um novo chefe.

Flechas que caíram ao mar: hoje, na ilha, existem 318 lojas frequentadas por mais de trinta mil afiliados. O número tem aumentado ultimamente: “Depois da queda do Muro de Berlim” contou um ex grão mestre ao New York Times “muitos jovens vieram a nós em busca de respostas que o Estado não tem condições de dar. Eles nos identificam como exemplo social: não discutimos política nem religião”.

Diz Mark Falcoff, experto em América Latina da revista Foreign Affairs, que foi exatamente esse fator que permitiu à maçonaria cubana manter sua autonomia. Evitando a política, a organização pode discutir temas “incômodos” como o aborto e a globalização. E pode acolher em suas fileiras muitos dissidentes do regime: dos 75 presos durante a Primavera Negra, a onda repressora de 2003 que mirou jornalistas, sindicalistas e outros opositores, doze eram maçons. “Mas a Loja não foi envolvida no caso”, contou um deles, o jornalista Jorge Olivera ao jornal Chicago Tribune.

Oficialmente, o governo elogia a maçonaria por estar ligada aos momentos mais nobres da história cubana. Mas a Grande Loja precisa de qualquer modo pedir permissão para qualquer coisa: desde depor uma coroa de flores aos pés da estátua de José Martí até a publicação de um simples manual ritual. Em privado, seus membros se lamentam da presença de infiltrados, fazendo aceno a ameaças veladas quando um estrangeiro frequenta um tanto em excesso a Loja. Mas todos pensam que, no futuro, a maçonaria terá um papel importante no processo de reconciliação das diversas almas do país.

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Loja maçônica Verdad, na cidade cubana de Matanzas.

Certo, nem todas as lojas gozam de boa saúde. Muitas, sobretudo as que estão muito distantes da capital, estão em ruínas. Mas todas citam o Grande Templo Nacional Maçônico, um edifício de onze andares coroado por um esquadro e compasso, situado no número 508 da Avenida Salvador Allende, em Havana. Quando foi inaugurado, em 1955, era um dos mais modernos de Cuba. E um dos mais ricos, como testemunham ainda hoje os pequenos sofás de couro azul ou as colunas encimadas por globos luminosos. É aqui que acontecem os ritos coletivos. É aqui, entre essas paredes, medalhas e espadas, que o Grão Mestre e o Grão Secretário mantêm os seus escritórios. Há também um museu, uma biblioteca aberta ao público e um asilo que abriga os maçons idosos e administra as doações – sobretudo medicamentos – enviadas pelas lojas americanas e europeias.

Nos subterrâneos se localiza a escura “câmera de reflexão”: nela, em companhia de esqueletos e outros símbolos da vanitas (vaidade) humana, o aspirante a iniciado começa o seu aprendizado. “Morre” para depois renascer para uma nova vida no interior da comunidade. Um ritual simbólico que, no país da santeria, o culto sincrético que une elementos africanos a elementos católicos, foi enriquecido com passagens ainda mais macabras.

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Monumento funerário maçônico em cemitério de Havana.

Mas pode ter sido exatamente esse mix o fator que suscitou, ulteriormente, o favor dos Castro. Os irmãos sempre usaram os símbolos da santeria a seu favor. Como aconteceu em 1959 – uma semana depois da fuga de Batista – quando Fidel, durante um comício, fez com que duas pombas brancas – símbolos de Obatalá, versão local de Cristo - pousassem sobre seus ombros.

Santeria e maçonaria, em resumo, para obter consenso na Cuba pós Revolução. A primeira, útil para fascinar a população afro-americana, pouco representada no regime. A segunda, útil para garantir a simpatia da esquerda latino-americana. Foice e martelo de um lado, régua e compasso do outro.

* Fonte:
http://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/95349/

Software da NSA pode coletar praticamente qualquer coisa online

Sexta-feira, 2 de Agosto de 2013

The Guardian / Tecmundo - 31/07/2013

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Já se vê ao longe, hoje, a época em que o potencial de sondagem da NSA (Agência de Segurança Nacional, na sigla em inglês) era apenas fruto de teorias da conspiração — fomentadas por inúmeros anos de cinema hollywoodiano. Entretanto, caso o escândalo recente envolvendo escutas telefônicas em território estadunidense tenha feito você pensar “Ok, é isso”, é melhor olhar novamente: a agência tem algo ainda mais poderoso nas mangas.

Trata-se do software conhecido como X-Keyscore, o qual se diz ser capaz de acessar “praticamente qualquer coisa” em ambiente online. A existência do programa foi revelada pelo agente da NSA Edward Snowden. Segundo ele, o X-Keyscore é capaz de vasculhar qualquer coisa através da internet — desde que essa coisa se utilize do protocolo HTTP.

Entretanto, é ressaltado que, embora a agência possa pescar qualquer coisa do ambiente online, ela não necessariamente o faz. A garantia? Um protocolo bastante simples: o agente interessado em investigar alguém internet afora simplesmente entra com um texto, justificando o expediente — o que não dependerá do aval de superiores ou de qualquer tipo de corte. Sim, isso é bem pouco reconfortante.

Confira os atributos do poderoso X-Keyscore:

- Realizar escutas em qualquer telefone — de forma praticamente instantânea —, podendo ainda registrar todo o histórico de emails;
- Conferir em tempo real cada passo que você dá em ambiente online;
- Ler o email de qualquer um;
- Monitorar conversas no Facebook;
- Ver praticamente qualquer coisa que você faz na internet; e
- Obter os endereços de IP de qualquer site com o protocolo HTTP.

* Fonte:
http://www.tecmundo.com.br/seguranca-de-dados/42635-software-da-nsa-pode-coletar-praticamente-qualquer-coisa-online.htm

* Fonte original:
http://www.theguardian.com/world/2013/jul/31/nsa-top-secret-program-online-data

FBI mata homem suspeito de ligação com atentado em Boston

Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

Reuters / Portal Terra - 22/05/2013

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Um agente do FBI atirou e matou nesta quarta-feira um homem da Flórida suspeito de ligação com o atentado na Maratona de Boston, informou a emissora NBC News.

A NBC disse que o suspeito estava sendo interrogado e inicialmente estava cooperando, mas foi morto a tiros após atacar o agente.

O jornal Orlando Sentinel disse que um amigo do homem morto o identificou como Ibragim Todashev, 27 anos, morador de Orlando.

O amigo, Khusn Taramiv, disse ao jornal que Todashev estava sendo investigado como suspeito de participação nos atentados de Boston e conhecia Tamerlan Tsarnaev, suspeito de realizar o atentado, uma vez que ambos eram lutadores de artes marciais.

O porta-voz do FBI Dave Couvertier não confirmou a identidade do homem morto nem a eventual ligação dele com o atentado em Boston.

“No momento, estamos respondendo a um incidente com tiros envolvendo um agente especial do FBI”, disse à Reuters por email. “O incidente ocorreu em Orlando, Flórida. O agente encontrou o suspeito durante a realização de suas funções oficiais. O suspeito está morto. Nós não temos mais detalhes neste momento.”

Tsarnaev, 26 anos, morreu em um tiroteio com a polícia. Seu irmão Dzhokhar Tsarnaev foi encontrado escondido em um barco em Watertown, nos arredores de Boston, quatro dias depois das explosões que mataram três pessoas e feriram outras 264 na linha de chegada da Maratona de Boston, em 15 de abril.

Dzhokhar Tsarnaev, 19 anos, foi baleado na garganta antes de ser preso e está recebendo tratamento em um hospital da prisão. Ele enfrenta acusações que podem levar à pena de morte se for condenado.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/fbi-mata-homem-suspeito-de-ligacao-com-atentado-em-boston-diz-tv,3ad72278212ce310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Governo dos EUA faz experiências perigosas com vírus na Geórgia

Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

Voz da Rússia - 07/05/2013

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A população da Geórgia está em perigo. Esta declaração sensacional foi feita pelo ex-assessor do presidente da Geórgia e jornalista americano Jeffrey Silverman. Segundo ele, num laboratório nos arredores de Tbilisi estão desenvolvendo vírus perigosos, que são depois testados em moradores locais.

O laboratório nos arredores de Tbilisi tem o nome do senador norte-americano Richard Lugar. E não por acaso. Ele foi aberto com a ajuda do governo dos EUA. Segundo dados oficiais, aqui estudam a genética de micróbios e vírus. No entanto, o ex-conselheiro do presidente da Geórgia Jeffrey Silverman tem a certeza de que o laboratório não apenas estuda vírus, mas cria-os.

“O laboratório foi construído com o dinheiro dos militares. Ele custou 50 milhões de dólares. Seu propósito é estudar armas biológicas. E este laboratório está aqui porque é perigoso mantê-lo nos Estados Unidos”.

Lembremos que em 2001-2003, Silverman esteve ajudando Mikheil Saakashvili em sua campanha eleitoral. No entanto, mais tarde seus caminhos se separaram. A última declaração do ex-assessor presidencial de que os habitantes da Geórgia se tornaram objeto de experimentos perigosos é uma das notícias mais discutidas no país hoje. Segundo Silverman, não é de excluir que foram justamente os experimentos com vírus que levaram à disseminação no país de tais doenças perigosas como a gripe suína e o sarampo. No entanto, o vice-diretor da Agência Nacional de Controle de Doenças Paata Imnadze diz que a crescente incidência das doenças nada tem a ver com a existência do laboratório.

“Hoje em dia os adultos adoecem porque não têm imunidade. Ainda em 2008 nós tínhamos planejado uma campanha de vacinação em massa. Na altura estávamos planejando vacinar um milhão. Apenas 500 mil se vacinaram. Então, agora vemos as consequências”.

No governo georgiano chamaram de delírio as alegações de estudos secretos. A deputada do parlamento georgiano Irina Imerlishvili diz que o laboratório nos arredores de Tbilisi é um instituto de pesquisa, e não um departamento de armas biológicas do Ministério da Defesa dos EUA.

“Este laboratório foi inaugurado durante o governo do presidente Mikheil Saakashvili. A cerimônia de abertura contou com a presença do próprio. Claro, agora todos vão dizer que Saakashvili não ama o seu povo e adora experimentar com ele. No entanto, penso que este não é o caso”.

A declaração escandalosa do ex-assessor do presidente não encontrou qualquer prova. A entrada de estranhos no território do laboratório é estritamente proibida. Os próprios funcionários entram no prédio após várias etapas de verificação. Mas Silverman está preparado para ir até o fim. Ele prometeu que em breve contará aos georgianos toda a verdade sobre o seu líder.

* Fonte:
http://portuguese.ruvr.ru/2013_05_07/Experi-ncias-perigosas-com-v-rus-na-Ge-rgia/

O atentado em Boston já estava previsto em um livro?

Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

Libertar.in / The Huffington Post - 17/04/2013

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Não é um oráculo, mas que simplesmente um escritor de ficção dramática Tom Lonergan publicou em 2002 “Heartbreak Hill: O Thriller da maratona de Boston” (Monte da angústia: o Terror da maratona de Boston). É o título da obra que, paradoxalmente, antecipou os sinistros fatos ocorridos na última segunda-feira 15 de abril.

Em entrevista ao site The Huffington Post, disse: “eu tive uma reação profunda a esses acontecimentos: ‘Oh meu Deus, como eu previ’”.

O livro conta a história de um ataque que seria realizado por um grupo de extrema-direita americano, que teria lugar em plena maratona de Boston, com a intenção de matar e ferir os atletas e o público presente. No entanto, um policial de uma brigada de homicídios consegue desmontar a operação a tempo.

“Fiquei com medo de que uma bomba fosse explodir a qualquer hora do dia,” disse o autor.

Lonergan disse que ele não poderia evitar e “senti muito, que de alguma forma alguém poderia ter sido inspirado pela minha ficção”.

* Fonte:
http://www.libertar.in/2013/04/o-atentado-em-boston-ja-estava-previsto.html

* Fonte original:
http://www.huffingtonpost.com/tom-lonergan/my-novel-predicted-boston_b_3097154.html

* Tradução: Libertar.in / 24horas.cl

FBI interrogou em 2011 suspeito de cometer explosões em Boston

Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

Reuters / Portal Terra - 19/04/2013

A polícia federal americana (FBI) interrogou em 2011 o mais velho dos dois irmãos suspeitos de cometer os atentados em Boston no início desta semana, atendendo ao pedido de um governo estrangeiro não identificado, disse uma fonte de segurança dos Estados Unidos nesta sexta-feira.

As relações do FBI com Tamerlan Tsarnaev, que morreu durante a noite passada em um tiroteio com a polícia, não produziram qualquer informação “depreciativa”, e o assunto foi colocado de lado, disse a fonte, falando sob condição de anonimato.

A revelação é a primeira indicação de que Tamerlan Tsarnaev e seu irmão mais novo, Dzhokhar, eram conhecidos por autoridades de segurança dos Estados Unidos antes das explosões de segunda-feira na Maratona de Boston, disseram autoridades norte-americanas.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/fbi-interrogou-em-2011-suspeito-de-cometer-explosoes-em-boston,49177bcad9e1e310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

Amiga diz que mãe de suspeitos era fanática religiosa e duvidava do 11/09

Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

Portal Terra - 20/04/2013

Antiga frequentadora do apartamento da família Tsarnaev, Alyssa Lindley Kilzer, atualmente morando na Escócia, postou em uma rede social um longo relato sobre suas lembranças da convivência com os chechenos acusados pelos atentados que mataram três pessoas e deixaram mais de cem feridas na maratona de Boston, na última segunda-feira.

Ela conta que costumava fazer tratamentos faciais com a mãe dos garotos, Zubeidat Tsarnaeva, em uma clínica estética. Quando Tsarnaeva foi demitida, Alyssa começou a visitar a casa da família, onde esteve ‘cerca de três vezes por ano entre 2008 e 2012″.

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Apesar do bom relacionamento na época, a jovem conta que o “crescente fervor religioso” de Tsarnaeva a incomodava: “ela fazia teorias da conspiração, dizia que o 11 de setembro foi criado pelo governo americano para fazer americanos odiarem muçulmanos. Dizia que os filhos dela sabiam tudo sobre o tema e que eu deveria pesquisar na internet”.

Ela conta ter feito intimidade com as duas filhas de Tsarnaeva e o mais novo, Dzhokhar. O mais velho, Tamerlan, que foi morto por policiais, quase não aparece nos relatos. “Encontrei Tamerlan apenas duas vezes, ele não era muito amigável. A mãe sofreu quando ele quis sair de casa, indo contra a tradição muçulmana de morar com os pais até se casar”, conta.

Já Dzhokhar foi descrito com um adolescente “legal”: “uma vez ele manobrou meu carro, o que me deixou muito apreensiva, já que a vaga de estacionamento era bastante pequena. Sim, eu dava as chaves do meu carro para ele!”

Alyssa diz acreditar que Tsarnaeva voltou para a Rússia por saber que seus filhos planejavam um ataque terrorista, apesar de indícios mostrarem que ela foi visitar o marido doente. Ao fim do relato, a americana se declara disposta a usar todo o seu conhecimento sobre a família para auxiliar a investigação do caso.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/amiga-diz-que-mae-de-suspeitos-era-fanatica-religiosa-e-duvidava-do-1109,d8b1a6e91a62e310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html

Reporter da InfoWars pergunta sobre ataque de falsa bandeira ao vivo na CNN

Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

Infowars.com / Forum Anti-NOM - 15/04/2013

Durante conferência de imprensa sobre as explosões em Boston, Dan Bidondi, repórter da Info-Wars faz perguntas “difíceis” para as autoridades presentes:

“Porque os alto-falantes estava dizendo para a audiência para se acalmar momentos antes de a bomba explodir? Este é um outro ataque de falsa bandeira da Homeland Security (Segurança Nacional) para tirar nossas liberdades civis enquanto enfia suas mãos em nossas calças pela rua?”

A pergunta ecoou comentários feitos por Alex Jones no Twitter logo após os atentados, que utilizaram a hashtag#falseflag” e previu que a TSA (Agência de Segurança de Transportes dos EUA) estaria “tateando você em eventos esportivos em breve.”

O homem que de alguma forma recebeu a primeira pergunta na conferência de imprensa fazendo referência aos alto-falantes dizendo para os espectadores “terem calma” momentos antes das explosões acontecerem. O Governador Patrick rapidamente respondeu: “Não, próxima pergunta”, sem reconhecer o que parecia ser uma teoria da conspiração sobre os motivos e os autores dos atentados.

Veja o vídeo:

* Fonte:
http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-atualiza%C3%A7%C3%B5es-explos%C3%B5es-na-maratona-de-boston-um-ataque-de-falsa-bandeira?pid=109370#pid109370