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MP-RJ denuncia seita que usava ‘fim do mundo’ para abusar de jovem

Sábado, 26 de Janeiro de 2013

Portal Terra - 25/01/2013

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou nesta sexta-feira o líder de uma seita religiosa e outras quatro pessoas que o teriam ajudado a abusar sexualmente de uma adolescente de 17 anos em dezembro de 2012 em Niterói. Segundo o MP, o crime ocorreu após a vítima ser submetida a longo processo de manipulação, que consistia em tortura psicológica envolvendo o ‘fim do mundo’.

Ailton Aires Araujo Junior, líder de um grupo denominado Centro de Estudos de Autoconhecimento, que prega doutrinas místicas, teve a prisão preventiva decretada, assim como Fábio Vasconcelos, integrante da seita. Os outros denunciados são Livia Vasconcelos, Jansen Lima Araujo e Maria Madalena Batista Vasconcelos.

Fábio e Lívia são acusados de ajudar Ailton, que está foragido, a abusar da vítima no dia 12 de dezembro de 2012, em uma residência no bairro Badu, em Niterói. Segundo o MP, durante seis anos, eles “doutrinaram” a adolescente com ideias esotéricas e ocultistas, associadas a previsões catastróficas quanto ao fim do mundo, a partir de interpretação distorcida do calendário maia. Segundo eles, o mundo acabaria entre os dias 21 e 23 de dezembro do ano passado.

Na denúncia, ajuizada pelo promotor de Justiça Rubem Vianna, da 7ª Promotoria de Investigação Penal da 2ª Central de Inquéritos, o MP relata que, “valendo-se da fragilidade da vítima”, Ailton e os demais denunciados “a convenceram de que, para que ela fosse salva da catástrofe mundial, deveria ser submetida a uma série de sacrifícios e determinadas provas, dentre as quais o relacionamento sexual”.

De acordo com as investigações, não houve conjunção carnal. No entanto, foram cometidos diversos atos sexuais com a jovem em mais de uma ocasião, tudo sob o argumento de que ela “ultrapassaria o ’sol’ e atingiria a purificação e a iluminação” ao se submeter aos “rituais”.

Segundo o promotor, ainda com a ajuda de Madalena e Jansen, Ailton coagiu a adolescente a fugir da casa de seus pais no dia 20 de dezembro e encontrá-lo em um abrigo, onde estaria protegida do “apocalipse”.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/mp-rj-denuncia-seita-que-usava-fim-do-mundo-para-abusar-de-jovem,7d6263094347c310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html#tarticle

“Fim do mundo”: guru fala em Atlantis, tsunami e “energia de luz”

Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2012

Portal Terra - 17/12/2012

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Com exatos 70 anos, o japonês Masuteru Hirota faz “revelações” e “alertas” sobre o “fim do mundo” por meio de palestras e de uma página na internet. Desde os seis anos, ele acredita ter o dom de se comunicar com uma força sobrenatural que ele denomina “Energia de Luz” e fazer a intermediação com essa manifestação, levando a cura de pessoas - e tem muita gente que acredita em Hirota. No Brasil desde os 20 anos de idade, Hirota ficou conhecido em Atibaia (SP) pelo suposto dom da cura.

O guru, que prefere não atribuir a si próprio nenhum título, vive desde julho na cidade goiana de Pirenópolis, região que acredita que resistirá a uma grande inundação que devastará quase todo o planeta. Em entrevista ao Terra, ele explicou as “revelações” que diz receber. Abaixo, os principais momentos da entrevista:

Terra - De que maneira o mundo vai acabar?

Masuteru Hirota - Uma onda de 1,5 mil m vai destruir quase toda a Terra. No Brasil, só a região central vai escapar. A região onde fica Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará.

Terra - E no resto do planeta?

Hirota - O centro da África, parte da Austrália e parte do Japão.

Terra - Mas há lugares mais de relevo mais elevado, como o Himalaia ou os Andes, por exemplo…

Hirota - Tudo vai afundar e acabar. O mundo já acabou antes. Há mais de 1 milhão de anos, Atlantis afundou. Cerca de 500 mil anos atrás, acabou de novo.

Terra - Por que o mundo vai acabar?

Hirota - O egoísmo humano não tem fim. O pensamento negativo e sujo que atrai o fim do mundo. Já chegou a vassoura para limpar o mal. O propósito do fim do mundo é a limpeza.

Terra - Mas algumas pessoas vão sobreviver, já que nem tudo será devastado?

Hirota - Ainda que sobrem humanos, não haverá comida e haverá matança de humanos para alimentação. O ser humano vai virar - na verdade já virou - demônio.

Terra - Por isso o senhor recomenda em suas palestras que as pessoas estoquem comida por dois anos?

Hirota - Sim, até que a agricultura seja restabelecida.

Terra - Alguém mais no mundo recebeu as revelações que o senhor recebeu?

Hirota - Como eu, não existe ninguém no mundo. Eu não tenho egoísmo comigo. Os profetas maias e Nostradamus não tinham nada de egoísmo.

Terra - E como o senhor se comunica com essa energia de luz?

Hirota - O profeta não pensa: “eu quero saber o futuro”. Todos os profetas são assim, sem querer nem saber, as revelações chegam à cabeça.

Terra - Muitas pessoas são céticas a seus ensinamentos e suas palavras são motivo de zombaria…
Hirota - São seres não evoluídos, por isso não entendem. Há 108 dimensões, o ser humano ainda está na terceira, abaixo dele só os animais.

Terra - O senhor não tem medo da morte?

Hirota - Não. O que o humano leva da vida de material? Nada. Uma coisa só dá para levar: sua beleza e a limpeza do seu espírito.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/fim-do-mundo/noticias/0,,OI6386242-EI21082,00.html

* Comentário: Estou publicando matérias e notícias de todos os tipos sobre o suposto “fim do mundo” para que você, leitor, com todas estas informações tire suas próprias conclusões.

A 4 dias do “fim do mundo”: grupo foge para cidade goiana

Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2012

Portal Terra - 17/12/2012

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É na pacata cidade interiorana de Pirenópolis (GO), a 142 km de Brasília e 128 km de Goiânia, que o professor Masuteru Hirota e parte de seus seguidores pretendem se salvar do “fim do mundo”. Desde julho, ele vive em uma casa alugada numa região periférica da cidade, onde estoca alimentos para dois anos e explica: “Uma onda de 1,5 mil m vai destruir quase toda a Terra. No Brasil, só a região central (Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará) vai escapar”.

Hirota não parece estar preocupado com um colapso que deverá cobrir quase todo o globo terrestre com água na semana que vem. Ele assistia a um filme de samurai em japonês em um aparelho de blu-ray deitado no sofá, quando parou para conversar com a reportagem do Terra. Na sala de estar, visitantes, sobretudo vindos de Alto Paraíso, se preparavam para o Bon Odori, um festival de tradição budista com origens na China.

“Há mais de 1 milhão de anos, Atlantis afundou. Há 500 mil anos o mundo acabou de novo. O fim do mundo na verdade é uma vassoura para limpar o mal do planeta”, diz o guru, entre uma e outra tragada de cigarro. Ele diz que recebe revelações de uma “Energia de Luz”, com quem se comunica e se compara aos profetas maias e Nostradamus. “Como eu, não existe ninguém no mundo”, afirma.

Segundo as “revelações” de Hirota, a região central do Brasil, parte do centro da África, parte do Japão e da Austrália resistirão à inundação. O guru diz que o estoque de alimentos será necessário por um período de grande escassez. “Quem não se preparar”, acrescenta, “terá de se alimentar de outros humanos e, assim, deixará se ser humano. Vai se tornar demônio”.

As palavras de Hirota já foram ouvidas por milhares de pessoas. Há mais de 30 anos ele atua na suposta cura de doenças e aproveita o contato com as pessoas sensibilizadas para proferir palestras. Foi assim que o paulistano Luiz Nakagawa, 66 anos, conheceu o guru. “Eu fui curado de um problema no joelho e na coluna. Estava todo travado”, conta. Luiz se mudou de São Paulo e, por recomendação de Hirota, vive hoje em Alto Paraíso (GO).

Nobol Yamada também se diz curado pelo guru antes de se tornar seguidor. Ele lamenta que a faixa etária dos seguidores seja mais avançada. “Os jovens têm outro pensamento, então é difícil que eles entendam”, diz. A paulista Nadir Lima vive com seus dois filhos na mesma casa de Hirota. É seu marido, que mora em Atibaia, o provedor da casa. Ela conta que as visitas em busca de cura ou palestra são bem menos frequentes na cidade goiana. “Em Pirenópolis, eles não conhecem muito. São muito católicos e não querem saber dos ensinamentos do professor”.

Ao contrário da também goiana Alto Paraíso, Pirenópolis não é uma cidade envolvida pelo misticismo, apesar de ser recorrente a visita de anunciadores do apocalipse, segundo relatos da população local.

“Desde que era menino, fico vendo isso que o mundo vai acabar. Há dois anos teve uns aqui dizendo isso, mas a cidade continua tranquila”, conta Pompeu de Pina, morador conhecido da cidade, com 78 anos. “Loucos têm muitos. Um ou outro fica vendo assombração, mas eu não acredito nisso, não”, acrescenta, aos risos, o morador que se denomina católico.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/fim-do-mundo/noticias/0,,OI6386211-EI21082,00.html

* Comentário: Estou publicando matérias e notícias de todos os tipos sobre o suposto “fim do mundo” para que você, leitor, com todas estas informações tire suas próprias conclusões.

Cientista: vivemos o mundo da espetacularização

Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2012

Portal Terra - 13/12/2012

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Precisamos de mais educação e informação científica - só assim ideias como a do fim do mundo não ganharão força. Essa é a opinião de Ulisses Capozzoli, doutor em história da ciência pela Universidade de São Paulo (USP) e editor-chefe da revista Scientific American Brasil. Para aqueles que acreditam no ocaso da humanidade no próximo dia 21, Capozzoli já “prevê” o futuro: “No dia 22, as pessoas deveriam morrer de vergonha de acreditar em uma coisa tão tola como o fim do mundo”.

Para o jornalista, os motivos para teorias apocalípticas ainda terem tanta força nos dias de hoje - afinal, 12% dos americanos acreditam neste “fim do mundo” - são muito complexos. Uma das causas são as crises atuais - como a econômica e a climática. Combinado a isso, temos as rápidas mudanças tecnológicas que ocorrem todos os dias.

“Eu acho que a gente está vivendo essa época de mudanças muito rápidas do ponto de vista tecnológico. Qualquer uma dessas geringonças que você vê compra aí de smartphone, dura um mês, dois meses. Tem outra versão, tem isso, tem aquilo. Não dá tempo de as pessoas aceitarem. (…) Se a gente der uma olhadinha, analisar, a gente vai ver que existe uma crise mais ou menos generalizada. As coisas que eram de uma maneira funcionavam de uma determinada maneira, não funcionam mais. Isso produz uma crise de identidade nas pessoas. Nesse caso, (ocorre) o retorno de, digamos, desses conceitos mágicos”.

Para o editor-chefe da Scientific American Brasil, o apego a teorias apocalípticas é uma forma de “colocar ordem nas coisas”. “Essa complexidade do mundo, e essa mudança, essa transformação, que a gente passa nessa época, traz às pessoas certa angústia emocional”. A teoria apocalíptica, para muitas pessoas, apareceria como uma solução mágica, quase bíblica, para os problemas do mundo. Para elas, depois do “fim”, viria uma “época de ouro”.

“Isso acontece em escala pessoal e em escala social. Países inteiros tiveram experiências dramáticas. Se você pegar o nazismo na Alemanha, você vai ver como é que a loucura se expressou. Em termos de cultura de massa, essa cultura de massa em que a gente vive neste momento, essas soluções fáceis ‘resolvem’ o problema. E elas se propagam, as pessoas querem acreditar que seja assim”.

Contribui para isso a falta de conhecimento, de esclarecimento científico. E Capozzoli não poupa em críticas as universidades (que não conseguiriam da formação científica para as pessoas), nem a mídia. “O noticiário que sai nos jornais, sai com muitos problemas. Outro dia, por exemplo, a moça do tempo disse que a maior proximidade da Terra em relação ao Sol, por causa da órbita elíptica, é o que causa a estação do ano. É uma coisa que a gente aprendeu na escola”.

O jornalista diz que estamos saturados de ciência de tecnologia, mas essas coisas não fazem sentido para muita gente. Ele cita uma teoria espalhada pela internet de que o planeta Marte estaria se aproximando da Terra e chegaria a um ponto de ficar do tamanho da Lua Cheia. “Isso é uma evidência muito clara de que as pessoas não têm a mínima, mas não têm a mínima ideia de como as coisas funcionam. Qual força que vai deslocar Marte da órbita dele para chegar próximo da Terra? Se você tivesse uma coisa dessas, você tumultua o Sistema Solar inteiro. Não tem pé, não tem cabeça, não tem a mínima possibilidade”.

“A gente vive um mundo da espetacularização, da superficialidade total das coisas. Você abre o jornal e está escrito lá que a fulaninha está com o namorado na praia. Gente sem nenhuma importância. Ou a coisa dos ‘famosos’. Cara, ninguém está interessado nos famosos. Você quer uma informação que tem certa relevância social. Que te explique um pouco porque a terra treme. Porque o céu é azul. Isso te insere na natureza. Isso diz respeito à sua vida, onde você está, o que você está fazendo. Se você fizer uma enquete na rua, você vai descobrir que as pessoas não têm a mínima ideia. As pessoas não sabem que o Sol é uma estrela! É um analfabetismo científico. Uma crueldade enorme. É uma impotência da ciência em se aproximar das pessoas”.

Retorno à Idade Média

Para Capozzoli, um fenômeno como o de 2012 traz como perigo o retorno a um pensamento místico por parte da população, algo que ocorria muito na Idade Média, antes de Isaac Newton explicar o movimento dos corpos celestes.

“Antes disso, toda vez que aparecia um cometa no céu, os padres badalavam os sinos da igreja e anunciavam o fim do mundo. Eles fizeram isso inúmeras vezes. O que acontecia: as pessoas, especialmente as pessoas mais ricas, iam lá e faziam doações. E os padres aceitavam, apesar de o mundo estar perto de acabar. É um terrorismo barato. (…) O que está acontecendo agora é um retorno desse pensamento mágico”.

A era da internet

A internet é uma ferramenta com muito potencial. Mas a maior parte do que encontramos na rede em nada contribui para a formação do pensamento crítico das pessoas. O editor-chefe chama boa parte do conteúdo da web de “tolices, as mais imbecis”, coisas que se escreve nas paredes de banheiro público. “Mas não quer dizer que a internet seja só lixo. O problema não é a internet em si, mas o uso que a gente faz dela. Você encontra conteúdos interessantes”.

“A busca de informação mais relevante depende do nível daquele que está precisando. Como todo mundo tem acesso, você vê, nessas coisas do dia a dia, nos comentários: primeiro os caras não sabem escrever. E as opiniões são quase sempre rasas, as mais simplórias”.

Esoterismo e realidade

Para o jornalista, o esclarecimento científico acaba com o esoterismo e outras ideias míticas. Capozzoli afirma que a natureza é espetacular o suficiente para que não precisemos de coisas mágicas. “Não preciso de um esoterismo. A realidade é maior que qualquer esoterismo que eu possa criar”.

“No fundo, a ciência que está aí e que explica coisas fascinantes não está ao alcance mínimo das pessoas, e elas são mantidas em uma ignorância. Ou as pessoas, para ter algum amparo, algum sentido na vida, elas correm para a igreja, ou elas ficam desamparadas. A gente nem pode censurar, ninguém pode criticar alguém por ter uma religião. É um direito natural dela. Agora, quando é exploração (…) você tem uma grande carência, as pessoas acreditam em qualquer tolice, qualquer coisa que seja fácil de imaginar”.

Depois dos maias

Para quem ainda acredita no fim do mundo supostamente previsto pelos maias, Ulisses Capozzoli dá um recado: “No dia 22, todas as pessoas que acreditaram nessa tolice deveriam fazer uma reflexão com elas mesmas: ‘como eu pude acreditar numa ideia tão besta?’ E em todas as manhãs que vierem, que elas olhem a beleza do céu. Olhem o Sol nascendo. Que compreendam minimante o funcionamento e a manifestação da natureza para que elas não fiquem presas ao obscurantismo da Idade Média”.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/fim-do-mundo/noticias/0,,OI6375972-EI21082,00-A+dias+do+fim+do+mundo+vivemos+o+mundo+da+espetacularizacao.html

* Comentário: Estou publicando matérias e notícias de todos os tipos sobre o suposto “fim do mundo” para que você, leitor, com todas estas informações tire suas próprias conclusões.

Para acalmar população, Rússia dá declaração sobre o fim do mundo

Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2012

Portal Terra - 03/12/2012

O governo da Rússia decidiu “avisar” os cidadãos que o mundo não vai acabar no dia 21 de dezembro, como muitos acreditam. O Ministro de Situações de Emergência está alerta ao pânico crescente entre muitas pessoas que acham que a data é verdadeira. De acordo com os antigos Maias, um ciclo de 5.125 anos será fechado na data marcada no calendário Maia.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, algumas pessoas estão acumulando a cada dia mantimentos como açúcar, fósforos e velas para garantir a sobreviência. Prisioneiros até relataram que experimentaram uma “psicose coletiva” nas celas. Um arco enorme no estilo Maia está sendo construído com gelo no sul da Rússia, em Chelyabinsk. Atitudes como estas alarmaram o governo, que tomou a decisão de emitir uma declaração afirmando que o fim do mundo não está próximo.

O ministro afirmou ter acesso a “métodos de monitoramento do que está acontecendo na Terra”, e poderia dizer com confiança de que tudo ficará bem. No entanto, russos também foram avisados de que ainda podem enfrentar ameaças de “nevascas, tempestades de gelo, colapsos na temperatura, na eletricidade e no fornecimento de água.” Um oficial da Igreja Russa também falou à população para acalmar os mais assustados.

Segundo o jornal americano The NY Times, a Rússia não é o único país a enfrentar problemas como este. Autoridades da França planejam barrar o acesso à montanha Bugarach, na região sul, para manter distante visitantes que acreditam que o local seja sagrado e que vá oferecer proteção do fim do mundo a “alguns sortudos”. O patriarca da Igreja Ortodoxa da Ucrânia recentemente anunciou que o dia do juízo final está prestes a chegar, mas que será provocado pelo declínio moral da raça humana, e não pelo fim do planeta ou do calendário Maia.

No estado de Yucatán, no México, onde existe uma grande população de maias, oficiais planejam um festival cultural no dia 21 de dezembro para mostrar que tudo ficará bem após esse dia. Os russos, no entanto, podem ser movidos pela emoção facilmente. Foi o que o reverendo Tikhon Irshenko presenciou durante uma visita em uma prisão no país, onde os diretor do local lhe contou que a ansiedade em torno da profecia maia estava crescendo há dois meses, causando confusão no local por “pensamentos perturbadores” por conta dos presos.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/fim-do-mundo/noticias/0,,OI6350045-EI21082,00-Para+acalmar+populacao+Russia+da+declaracao+sobre+o+fim+do+mundo.html

* Comentário: Estou publicando matérias e notícias de todos os tipos sobre o suposto “fim do mundo” para que você, leitor, com todas estas informações tire suas próprias conclusões.

A 25 dias do “fim do mundo”: para prefeito, Brasil não está preparado

Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012

Portal Terra - 26/11/2012

Na Serra Gaúcha, o prefeito de São Francisco de Paula, a 110 km de Porto Alegre, não se acanha em falar sobre o calendário maia e as supostas repercussões planetárias que ocorreriam a partir do dia 21 de dezembro de 2012. Pelo contrário: prefeito pela terceira vez na cidade, Décio Antônio Colla acha importante informar e alertar a população sobre as catástrofes que estão por vir. De acordo com o mandatário, a cidade, por estar a 900 m acima do nível do mar, já está servindo como refúgio para quem teme tsunamis.

O prefeito não gosta da expressão “fim do mundo”. Mas tsunamis são apenas parte do cenário de destruição que se aproxima, segundo ele. Completam a lista: aquecimento global, erupções de grandes vulcões, “cinturão de fótons” e ventos solares. “Eu acredito que o ser humano tem uma consciência imortal, que nós estamos evoluindo, aprendendo. A Terra é uma energia materializada, e energia nunca se perde. Nós temos que acreditar nessa consciência imortal. Não adianta ter medo e sofrer. Precisamos colocar nas mãos de Deus e nos precaver”, explica.

Por isso, o prefeito recomendou à população da cidade que fizesse reserva de lenha, fósforos, velas, lampiões e um pouco de alimento e água. “Quando eu alertei meu povo, foi para informá-lo dos fatos que eu sabia e hoje todos sabem, porque está na internet e na TV. Eu fiz o alerta para que eles não sofressem ou sofressem menos”, justifica.

Por outro lado, enquanto Colla orienta a população de São Francisco de Paula, ele alega que o Brasil não está preparado para as alterações planetárias. “O Brasil não está preparado para nada. O Brasil só pensa em Copa do Mundo. Os governos não têm interesse em se prevenir”, reforça.

Confira a seguir a entrevista completa com o prefeito:

Terra - Em março, foram veiculadas notícias sobre suas orientações à população, para que eles se preparassem para o fim do mundo. Você ainda acha que o mundo vai acabar?

Décio Antônio Colla - Eu nunca usei a expressão “fim do mundo” - a mídia é que usou. Eu acredito na evolução física e espiritual do ser humano. O que eu fiz foi alertar o meu povo para esses riscos e essas possibilidades que nós já conhecemos hoje, que são veiculadas na internet e na TV. Uma série de informações: Cinturão de fótons, ventos solares, entre outros. Eu apenas alertei o meu povo para essas possibilidades. E no dia 21 de dezembro, não quer dizer que vai acontecer tudo junto. Mas é nessa data que o cinturão de fótons vai estar mais perto. É nessa data também que acontece o alinhamento com o sol central, na data prevista pelo calendário Maia: dia 21 de dezembro. O que se percebe hoje são alterações planetárias. O metrô e as ruas de Nova York nunca estiveram debaixo da água, como agora, assim como a cidade de Veneza. Ou seja, está acontecendo uma série de coisas. Quando os ventos solares emitirem as descargas magnéticas, nós vamos sentir muito. O sol de agora não é o mesmo de 10 anos atrás. Tudo isso que está acontecendo são alterações importantes.

Terra - Que grandes catástrofes estão para acontecer?

Colla - Nós temos duas “bombas” prestes a explodir. A primeira é o aquecimento global, que não é culpa só do homem. O centro de Terra está ficando mais quente. E nós temos dois grandes vulcões, terríveis, um em Yellowstone e o outro nas Ilhas Canárias. Se esse último entrasse em erupção, seria o fim das nossas praias. Milhares de pessoas poderiam morrer se essas “porcarias” explodissem.

Terra - De onde vem essa sua convicção? Você estudou esses fenômenos?

Colla - Eu acredito que o ser humano tem uma consciência imortal, que nós estamos evoluindo, aprendendo. A Terra é uma energia materializada, e energia nunca se perde. Sobre as minhas convicções, se vocês fossem entrevistar astrofísicos, eles pensariam da mesma forma, e vocês ficariam até com mais medo. Pessoas podem, sim, morrer com as catástrofes. Mas nós não podemos incutir medo nas pessoas, isso só leva à dor. Nós temos que ter consciência clara das possibilidades - não devemos nos preocupar. A gente se preocupa pelo apego, pelo egoísmo. “Ai, vou perder a minha casa na praia, as pessoas que eu amo”. Nós temos que acreditar nessa consciência imortal. Não adianta ter medo e sofrer. Precisamos colocar nas mãos de Deus e nos precaver. Quando eu alertei meu povo, foi para informá-lo dos fatos que eu sabia e hoje todos sabem, porque está na internet e na TV. Eu fiz o alerta para que eles não sofressem ou sofressem menos.

Terra - Você acredita que o Brasil está preparado para essas alterações planetárias?

Colla - O Brasil não está preparado para nada. O Brasil só pensa em Copa do Mundo. Quando está quente, as pessoas acham bom, porque vai ter praia no final de semana. Os governos não têm interesse em se prevenir. Outros países estão se preparando para o que está por vir. Mesmo assim, essa preparação é só para a elite ou para quem sabe dos fatos, não para as grandes massas.

Terra - No início do ano, o senhor orientou a população a estocar comida. Você também está se precavendo nesse sentido?

Colla - Eu prefiro não falar, por questão de segurança pessoal.

Terra - Mas você ainda orienta a população para estocar comida?

Colla - Sempre orientei, e não só comida. Aqui a gente usa fogão à lenha, eu falo para as pessoas que elas devem ter lenha, fósforos, velas, lampiões e um pouco de alimento e água. Com os supermercados, fica mais fácil, porque eles acabam sendo a nossa reserva de comida.

Terra - Por estar 900 m acima do nível do mar, São Francisco de Paula serve como refúgio para possíveis catástrofes? Há quem procure a cidade por esse motivo?

Colla - Muita gente procurou a cidade. O valor dos terrenos subiu bastante por causa disso. O nosso litoral corre sérios riscos. Por isso, as pessoas procuram por cidades mais altas, na Serra Gaúcha, por acharem que é mais seguro, no caso de um tsunami.

Terra - Você tem mais alguma recomendação ou mensagem para a população?

Colla - Eu gostaria de dizer que o povo deve estar alerta. A orientação que eu passei para a população demonstra a preocupação do prefeito de uma pequena cidade que está apenas preocupado com o seu povo. Eu fiz o alerta para eles não sofrerem com a falta de luz, de água ou com outros problemas que possam surgir. A minha função e a de vocês (da mídia) é divulgar informações, mas não causar o medo.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6331137-EI238,00-A+dias+do+fim+do+mundo+para+prefeito+Brasil+nao+esta+preparado.html

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Equipe acha mais antigo calendário maia e derruba “fim do mundo”

Quinta-feira, 10 de Maio de 2012

Agência EFE / Portal Terra - 10/05/2012

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Uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira a descoberta do calendário Maia mais antigo documentado até o momento, que data do século IX, pintado nas paredes de um habitáculo encontrado na cidade de Xultún (Guatemala).

O calendário documenta ciclos lunares e o que poderiam ser planetários, explicaram em entrevista coletiva os arqueólogos William Saturno, da Universidade de Boston, e David Stuart, da Universidade do Texas-Austin. A descoberta, que será publicada nesta semana pela revista Science, desmonta a teoria dos que preveem o fim do mundo em 2012 baseando-se nos 13 ciclos do calendário Maia, conhecidos como “baktun”, já que o sistema possui, na verdade, 17 “baktun”.

“Isto significa que há mais períodos que os 13 (conhecidos até agora)”, ressaltou Stuart, para quem o conceito foi “manipulado”. Ele disse que o calendário Maia continuará com seus ciclos por mais milhões de anos. Os hieróglifos pintados no que poderia ser um templo da megacidade de Xultún, na região guatemalteca de Petén, é vários séculos mais antigo que os Códices Maias escritos em livros de papel de crosta de árvore do período Pós-clássico tardio.

Os especialistas destacam que há glifos e símbolos que, segundo Stuart, só aparecem em um lugar: o Códice de Dresden, que os maias escreveram muitos séculos mais tarde” e que se acredita ser do ano 1.250. “Nunca tínhamos visto nada igual”, assinalou Stuart, professor de Arte e Escritura Mesoamericana, encarregado de decifrar os glifos. Ele destacou que se trata das primeiras pinturas maias encontradas nas paredes de um habitáculo.

O quarto, segundo os especialistas, faz parte de um complexo residencial maior. Os pesquisadores lamentam que parte do quarto tenha sido danificada por saqueadores, mas foi possível conservar várias figuras humanas pintadas e hieróglifos negros e vermelhos. Em uma delas aparece a figura do rei com penas azuis e glifos perto de seu rosto que, segundo decifraram, significam “Irmão Menor”.

A parede contém uma série de cálculos que correspondem ao ciclo lunar, enquanto os hieróglifos da parede norte acreditam que poderiam se relacionar com os ciclos de Marte, Mercúrio e, possivelmente, Vênus. Os autores indicam que o objetivo de elaborar esses calendários, segundo os estudos realizados a partir dos códices maias encontrados previamente, era o de buscar a harmonia entre as mudanças celestes e os rituais sagrados, e acreditam que essas pinturas poderiam ter tido o mesmo fim.

“Pela primeira vez vemos o que podem ser registros autênticos de um escrivão, cujo trabalho consistia em ser o encarregado oficial de documentar uma comunidade maia”, assinalou Saturno. Em sua opinião, parece que as paredes teriam sido utilizadas como se fossem um quadro-negro para resolver problemas matemáticos.

De acordo com os cientistas, poderia se tratar de um lugar onde se reuniam astrônomos, sacerdotes encarregados do calendário e algum tipo de autoridade, pela riqueza na decoração das pinturas nas paredes, que também utilizaram para fazer suas anotações.

A pesquisa continua aberta para determinar que tipo de quarto se trata, se era uma casa ou um habitáculo de trabalho e se era utilizado por uma ou várias pessoas. “Ainda nos resta explorar 99,9% de Xultún”, lembrou Saturno, que afirmou que a grande cidade maia descoberta em 1915 proporcionará novas descobertas nas décadas vindouras.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/

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2012: maias previam volta de um deus e não fim do mundo, diz estudo

Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

Agência EFE / Portal Terra - 01/12/2011

2012

As previsões dos maias para dezembro de 2012 não se referem ao fim do mundo, mas ao retorno do deus Bolon Yokte, que voltaria ao término de uma era e ao começo de outra, segundo uma nova interpretação divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México.

Os especialistas Sven Gronemeyer e Barbara Macleod, da Universidade da Trobe, da Austrália, divulgaram uma nova interpretação das inscrições maias do sítio arqueológico de Tortuguero, durante a 7ª Mesa Redonda de Palenque, realizada no estado mexicano de Chiapas. A data de 21 de dezembro de 2012 citada nas inscrições do povo indígena maia gerou diversas especulações sobre supostas “profecias maias do fim do mundo”, versão que foi rejeitada pelos arqueólogos e epigrafistas.

Segundo os especialistas, os maias criaram um calendário com base em um período de 400 anos, denominado Baktun. Cada era é composta por 13 ciclos de 400 anos, que somavam 5.125 anos, e, segundo a conta, a era atual concluiria em dezembro de 2012.

Gronemeyer explicou que, de acordo com a visão maia, no final de cada era, completava-se um ciclo de criação e começava outro. Nesta inscrição, menciona-se que 21 de dezembro “seria investida a deidade Bolon Yokote”, um deus vinculado à criação e à guerra, que participou do começo da atual era, iniciada em 13 de agosto do ano 3.114 a.C. O epigrafista alemão indicou que essa inscrição está ligada à história da cidade maia de Tortuguero, na qual se cita o governante Bahlam Ajaw (612-679 d.C.) como futuro participante de um evento do final da era atual.

O texto de caráter narrativo, segundo Gronemeyer, mostra que os governantes maias deveriam “preparar o terreno para o retorno do deus Bolon Yokte, e que o Bahlam Ajaw seria o anfitrião de sua posse”. Conforme este prognóstico, o deus Bolon Yokte presidiria o nascimento de uma nova era, que deverá começar em 21 de dezembro de 2012, e supervisionaria o fim da era atual.

“A aritmética do calendário maia demonstra que o término do 13º Baktun representa simplesmente o fim de um período e a transição para um ciclo novo, embora essa data seja carregada de um valor simbólico, como a reflexão sobre o dia da criação”, comentou Gronemeyer. O epigrafista mexicano Erik Velásquez disse que, para os escribas maias, a história como uma narração de eventos humanos foi uma preocupação secundária. Eles se centravam nos rituais de qualquer tipo, por isso, “as inscrições mostram relações complexas entre o tempo, as esculturas e os prédios”.

“Na antiga concepção maia, o tempo se construiu tal como as esculturas e os prédios que as continham, os períodos tinham consciência, vontade, personalidade e se comportavam como humanos”, acrescentou Velásquez.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5497527-EI8147,00-maias+previam+volta+de+deus+e+nao+fim+do+mundo+diz+estudo.html

* Comentário: Estou publicando matérias e notícias de todos os tipos sobre o suposto “fim do mundo” para que você, leitor, com todas estas informações tire suas próprias conclusões.

Cientistas acham nova referência maia ao ‘fim do mundo’ em 2012

Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011

AP / Terra - 25/11/2011

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Arqueólogos mexicanos descobriram a segunda referência ao “fim do mundo” que teria sido previsto pelos maias e que ocorreria em 2012. Até agora, especialistas afirmavam que havia apenas um achado que mostrava o fim do calendário do povo antigo. As informações são da agência AP.

Em um comunicado, o Instituto Nacional de Arqueologia do México anuncia um debate sobre o assunto e admite existir uma segunda referência ao fim do calendário, um tijolo descoberto no templo de Comalcalco. O achado, afirma Arturo Mendez, representante do instituto, foi descoberto há alguns anos e foi submetido a um estudo completo, mas está guardado e não é exibido ao público.

Contudo, entre os cientistas, há dúvida se o objeto realmente tem relação com o “fim do mundo” maia. “Alguns propuseram que é outra referência a 2012, mas eu não estou nem um pouco convencido”, diz à agência David Stuart, especialista em epigrafia maia da Universidade do Texas.

A data no texto descoberto bateria com o fim do 13º Baktun - ciclo maia que se encerraria em 21 de dezembro de 2012. Contudo, Stuart diz que pode corresponder apenas a alguma data similar no passado. “Não há razão para não achar que possa também ser uma data antiga, descrevendo algum evento histórico importante no período Clássico. Na verdade, o terceiro glifo no tijolo aparentemente deve ser lido como o verbo ‘huli’, ‘ele/ela chega’”, diz o pesquisador.

“Não há verbo no futuro (ao contrário da inscrição de Tortuguero - a primeira descoberta), o que, do meu ponto de vista, coloca a data de Comalcalco mais como uma referência histórica do que profética”, afirma o cientista.

Ambas as inscrições - Tortuguero e o tijolo de Comalcalco - teriam sido criadas aproximadamente há 1,3 mil anos atrás. A primeira descreve algo relacionado ao deus Bolon Yokte (associado à guerra e à criação) em 2012, mas erosão e um rachado na pedra impedem a leitura do final da passagem, mas alguns cientistas acreditam que diga “ele irá descer dos céus”. Ainda de acordo com a agência, no texto de Comalcalco os símbolos estariam invertidos ou cobertos com estuque, o que indicaria - por quem o escreveu - que eles não devem ser vistos.

O instituto mexicano afirma que a ideia de fim do mundo em 2012 é apenas uma interpretação mal feita do calendário maia. Segundo os arqueólogos mexicanos, o tempo para o povo antigo era divido em longos ciclos e o texto de Tortuguero apenas indica o fim de uma era e o começo de outra.

* Fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5488607-EI8147,00.html

* Comentário: Estou publicando matérias e notícias de todos os tipos sobre o suposto “fim do mundo” para que você, leitor, com todas estas informações tire suas próprias conclusões.